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Papéis e Letras

Divagações sobre livros e a minha vida de leitora

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    Título: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (Millenium #3)
    Autor: Stieg Larsson
    Editora: Oceanos
    Páginas: 715
    Sinopse:

    A sinopse tem spoilers para quem não leu o livro anterior e este. Por isso, podem encontrar a sinopse aqui.

    Opinião:

    E eis que, finalmente, me resolvi a concluir a leitura da trilogia Millenium, que estava pendurada desde 2011. Algumas coisas já não me lembrava, principalmente no que toca aos nomes de algumas personagens secundárias, mas nada que uma ida à wikipedia não resolva...

    Este terceiro livro parte do ponto exacto onde o segundo terminou. E, como não quero "spoilar" ninguém, não vou dizer muito mais (muahahah!). Basta que saibam que Lisbeth vai ser acusada de uma data de crimes, mas conta com a preciosa ajuda de Mikael Bloomkvist e companhia. Assim, neste livro vemos todo o processo de investigação, tanto jornalística como policial, que envolve o processo de Lisbeth, que assume contornos verdadeiramente assustadores. A narrativa leva-nos à vida de diversas outras personagens, mostrando as ramificações que a história de vida de Lisbeth tem, atingindo altos membros da sociedade sueca, instituições governamentais, somente para encobrir um segredo, supostamente, de estado.

    Como podem ver, a narrativa é complexa, uma vez que o livro nos leva a tantos outros enredos. Demasiados, até. Eu percebo que é importante mostrar a conspiração completa, perceber os motivos, as maquinações, quem está envolvido, mas às tantas torna-se enfadonho. E torna-se enfadonho porque Larsson vai a pormenores que podiam muito bem ter sido cortados do texto. Larsson faz, por exemplo, autênticas biografias de personagens, e percursos de fundações/instituições desde o início até ao momento presente. Também não me interessa saber os pormenores da instalação de um alarme de última geração numa vivenda. Através disto perceber-se perfeitamente que Larsson também era jornalista de investigação, mas para um livro destes há pormenores que são dispensáveis e cuja ausência podia manter a leitura mais centrada no essencial.

    Fora isto, temos o reencontro com Lisbeth Salander e Mikael Bloomkvist. Adorei voltar a eles e ver o seu trabalho na trama. Lisbeth continua igual a si mesma, mesmo depois de tudo o que passou, e figura como uma das minhas personagens preferidas de sempre. Só tenho pena que não haja mais livros com ela... Mikael continua o jornalista de investigação que é, empenhado em provar que Lisbeth é inocente e desmascarar uma série de pessoas que estão metidas em vários crimes até aos cabelos.

    Finalmente, apesar de todo o "engonhanço", Stieg Larsson tem uma prosa muito fluida, muito fácil de acompanhar e muito clara. É isto que permite que a leitura seja tão rápida e me tenha feito ler às cento e tal páginas de cada vez. Ele mantém-nos agarrado e na expectativa do que irá acontecer a seguir, muito por culpa da sua criação de Lisbeth. Ficam algumas pontas soltas, no fim. Mas penso que isso é evidente, uma vez que o autor previa publicar mais livros dentro da mesma série, e tal não aconteceu porque acabou por morrer em 2004. Ainda assim, gostei do livro e só não gostei mais por causa de tanta palha, e porque achei que a Lisbeth deveria ter tido um destaque ainda maior.

    Em jeito de conclusão, penso que é uma trilogia que vale bastante a pena para quem gosta de policiais, de investigação, de casos com grande complexidade e enredo, dedicado a um tema essencial: a violência cometida contra mulheres. Portanto, leiam! Quanto mais não seja para ficarem a conhecer uma das personagens mais marcantes de sempre: Lisbeth Salander.

    4/6 - Bom

    (Esta leitura conta para o desafio TBR Pile Reading Challenge)
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    Título: A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo
    Autor: Stieg Larsson
    Editora: Oceanos
    Páginas: 611
    Sinopse (do Goodreads):
    "Neste segundo volume da trilogia Millennium, Lisbeth Salander é assumidamente a personagem central da história ao tornar-se a principal suspeita de dois homicídios. A saga desenvolve-se em dois planos que se complementam e só a solução do primeiro mistério trará luz ao segundo: Há que encontrar os responsáveis pelo tráfico de mulheres para exploração sexual para se descobrir por que razão Lisbeth Salander é perseguida não só pela polícia, mas por um gigante loiro de quem pouco se sabe."

    Opinião:

    Depois de um primeiro volume que adorei, parti para este segundo livro da trilogia Millenium com altas expectativas em relação a mais um capítulo sobre as investigações levadas a cabo por Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist. Devo só referenciar que a sinopse é do Goodreads porque a sinopse que se encontra na contracapa do livro já vai desvendar pormenores do próprio enredo. E isso é chato... Este segundo livro não é uma continuação do primeiro, visto que o cerne da investigação em que Blomkvist e Salander se envolvem é completamente diferente do que se passa no livro anterior. Contudo, volta a focar-se na violência cometida contra mulheres.

    Temos, então, como base, uma investigação que um jornalista freelancer e a sua namorada estão a fazer em relação a uma rede de tráfico sexual de mulheres. Como querem ver essa investigação publicada, Dag, o freelancer, fica a trabalhar para a Millenium, enquanto a sua namorada, Mia, se preparara para defender a tese de doutoramento sobre esse mesmo assunto e com base na mesma investigação. Contudo, esta rede tem várias extensões, atingindo vários membros de cargos importantes na sociedade sueca e, claro, há quem queira manter calado aqueles que andam a escavar onde não devem. E é assim que Lisbeth é metida ao barulho, perseguida por dois grupos: pela polícia, por ser suspeita de três crimes; e por um loiro gigante que a tenta raptar, não sabemos muito bem porquê.

    Mais uma vez, tudo é revelado praticamente nas páginas finais deste livro e tudo é, mais uma vez, surpreendente, desenrolando-se a um ritmo rápido à medida que tudo vai ficando mais claro. Porém, o resto do livro desiludiu-me um pouco. Entre aquilo que, efectivamente, é importante para o desenvolver da história, o autor impinge-nos (penso que esta é a palavra certa) com descrições exaustivas sobre pormenores que não interessam a ninguém e que desviam o leitor daquilo que é essencial. Como eu lhe costumo chamar: engonhanço. Boa parte do livro é isto e foi o que me desiludiu e fez com que demorasse tanto tempo a lê-lo. Quando voltava à parte da investigação, do desenrolar da história, de descobrir quem fez o quê e porquê, então aí sim ganhava outro alento.

    Quanto às personagens, Mikael Blomkvist continua o jornalista de investigação apaixonado por aquilo que faz, indo até às últimas consequências para conseguir descobrir aquilo que quer. Lisbeth continua a mesma, querendo vingar-se de quem lhe fez mal, mas de certo modo sofreu um "upgrade": agora está milionária, viajou pelo mundo inteiro, tirou os piercings e uma das tatuagens, para além de ter feito uns implantes mamários. Eu achei bem! Se a rapariga tinha complexos por ter as mamas pequenas, contribuindo para a sua baixa auto-estima, tinha mais é que comprar umas maminhas novas! Mas, em termos de personalidade, continua igual a si mesma.

    Por este motivo, por haver demasiada "palha" dentro deste segundo volume, não o consegui achar tão interessante e tão bem concebido como o primeiro. E, apesar do final ficar em aberto, como que dizendo ao leitor para ir já pegar no terceiro livro, não o vou fazer. Preciso de ler outra coisa, outro estilo, porque se for ler o livro seguinte, sei que vou ficar saturada. Preciso de variar para depois poder apreciar como deve ser o último livro da trilogia Millenium.

    4/6 - Bom
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    Título: Os Homens que Odeiam as Mulheres
    Autor: Stieg Larsson
    Editora: Oceanos
    Páginas: 544
    Sinopse:
    "O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerström e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millenium.
    Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer.
    Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga comlicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção.
    Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado mais profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar."

    Opinião:

    Depois da minha mãe me chatear a cabeça para começar a ler esta trilogia, decidi que tinha tempo e vontade para começar por este Os Homens que Odeiam as Mulheres. Além disso, já algumas opiniões que tinha lido pelos meandros na net, aguçaram-me a curiosidade e, por isso, decidi ver pelos meus próprios olhos se a coisa se confirmava ou não. Confirma-se.

    Neste livro temos duas personagens principais: Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. Enquanto o primeiro é um jornalista económico, que também faz parte da direcção da revista Millenium (juntamente com a sua "amiga colorida" Erika Berger), Lisbeth é uma jovem com um passado problemático, anti-social e especialista em tudo o que diga respeito a computadores. Embora com vidas que, no início, não se cruzam, ambos encontram-se quando Mikael se encontra a investigar o desaparecimento de Harriet Vanger e acaba por pedir ajuda a Lisbeth. Ambos acabam, assim, por se envolver numa história muito mais complexa e obscura do que se julgava.

    Os pontos fortes deste livro são, sem dúvida, a personagem Lisbeth Salander e a investigação que ela e Mikael desenvolvem para saber o que aconteceu a Harriet, vasculhando por entre os segredos da família Vanger. Lisbeth tem uma personalidade forte, rebelde, marcada profundamente pelas coisas que lhe aconteceram no passado. É anti-social, só responde àquilo que quer, não revela os seus sentimentos e não confia em ninguém. É perspicaz, não tem papas na língua e tenta não reagir aos seus primeiros impulsos, embora tenha uma maneira muito peculiar de resolver os seus problemas. No entanto, é a personagem mais interessante e intrigante da história, precisamente por ser diferente. Mal posso esperar por saber mais sobre ela e sobre o porquê dela ser assim, nos próximos livros.
    Em relação ao enredo, está construído de forma a que não consigamos decifrar o final do mistério do desaparecimento de Harriet a não ser mesmo no final da investigação de Mikael e Lisbeth. No entanto, penso que há uma espécie de anti-clímax porque, depois de desvendado esse mistério, ainda falta Mikael vingar-se de Wennerström, algo que tira um pouco a adrenalina das páginas anteriores.

    Concluindo, este livro está bastante bem escrito, de forma clara e fluida. É daqueles livros que, quando se agarra, não se vai conseguir parar de ler e foi isso que me aconteceu. Dei por mim a ler tudo de uma ponta à outra em poucos dias e a devorar cada página! Lida com temas como o crime organizado, o assassínio em série, a violência contra mulheres e a organização social sueca. A única coisa que, por vezes, me desinteressou um pouco, foi o facto de haver bastantes detalhes técnicos, nomeadamente em relação à genealogia da família Vanger e à economia sueca, por causa do caso Wennerström, que podiam ser poupados.

    5/6 - Muito Bom
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