16 de outubro de 2012

Booking Through Thursday (atrasado) - Queimar

Só agora é que reparei que não respondi ao Booking Through Thursday da semana passada! Mas acho que ainda vou a tempo...

Se a tua casa estivesse em chamas e pudesses salvar somente um livro de toda a tua colecção... qual seria?
(E, para que conste, as séries contam como "um" multi-volume longo.)


Que raio de pergunta... Se só pudesse salvar um livro, talvez escolhesse o calhamaço The Complete Works of William Shakespeare. E a Jane Eyre. E o Conde de Monte Cristo. E O Nome da Rosa. E o Fantasma da Ópera. Ai, esperem, era só um livro... damn!

11 de outubro de 2012

The Graveyard Book - Opinião

Título: The Graveyard Book
Autor: Neil Gaiman
Lido no Kobo
Sinopse:
"Nobody Owens, known to his friends as Bod, is a normal boy. He would be completely normal if he didn't live in a sprawling graveyard, being raised and educated by ghosts, with a solitary guardian who belongs to neither the world of the living nor of the dead. There are dangers and adventures in the graveyard for a boy-an ancient Indigo Man beneath the hill, a gateway to a desert leading to an abandoned city of ghouls, the strange and terrible menace of the Sleer. But if Bod leaves the graveyard, then he will come under attack from the man Jack—who has already killed Bod's family... 

Beloved master storyteller Neil Gaiman returns with a luminous new novel for the audience that embraced his New York Times bestselling modern classic Coraline. Magical, terrifying, and filled with breathtaking adventures, the graveyard book is sure to enthrall readers of all ages."

Opinião:

The Graveyard Book conta-nos a história de Nobody Owens: um rapaz cuja família é assassinada, quando ele é bebé, e que encontra refúgio, como que por acaso, num cemitério. Nesse cemitério habitam fantasmas, figuras que se encontram entre este mundo e o próximo, seres bons e outros menos bons. Nobody Owens, ou como toda a gente o chama, Bod, é então acolhido pelos espíritos das pessoas do cemitério e por eles criado e educado, com a condição de que não pode sair de lá. Vemos Bod crescer, a meter-se em sarilhos, a questionar-se sobre ele, sobre o cemitério e a vida fora dele, a fazer amizade com uma menina, Scarlett, com a qual forma uma dupla adorável e as suas relações com os que habitam aquele local.

Posso dizer que adorei este livro do início ao fim. Apesar de estar classificado como um livro para crianças, facilmente encantará adultos, tal como fez a mim. Os cenários inusitados, os mundos fantásticos, as personagens adoráveis, as aventuras em que Bod se mete, o seu crescimento e todos aqueles que fazem parte do seu mundo, fizeram as minhas delícias neste livro. O facto de ser um livro infantil que se passa num cemitério e em que a maior parte das personagens são espíritos de pessoas que já morreram, não tornam a história assustadora. Pelo contrário. Tudo dá a impressão que não há razão para se temer a morte, os fantasmas, os cemitérios e que todos existem para o bem de Bod, ajudando-o e protegendo-o ao longo da sua vida. São, no fundo, os mortos que ajudam a preservar a vida de Bod. Este é um livro belíssimo e recomendo a todos.

Além disso, este foi o primeiro livro que li no Kobo, que adquiri recentemente, e foi uma óptima experiência!

6/6 - Excelente

6 de outubro de 2012

Temporada Ficção Pós Apocalíptica

E perguntam vocês "qué isso?!" Pois bem, aqui estou eu para vos explicar.
A ideia surgiu a partir de uma lista que nomeia os melhores livros de ficção que têm como cenário um mundo pós-apocalíptico. Podem ver essa lista aqui: The Best (Or Worst) of Apocalyptic Books

Em conversa pelo Twitter, percebi que a Telma, do blog Ler e Reflectir, teve a ideia de fazer uma leitura temática dentro desta linha. Como eu não tenho grande experiência no tema, pensei juntar-me a ela. Quando demos por isso, já éramos quatro a entrar nesta temporada! Eu, a Telma, a Slayra e a WhiteLady3.

Para ficarem familiarizados com o tema, a ficção pós-apocalíptica é um sub-género da ficção científica cujo cenário é um mundo ou civilização após um evento cataclísmico, que pode ir desde desastres nucleares, a pandemias, invasões extraterrestres ou até provocado pelo falhanço da tecnologia moderna. Nele, podemos perceber que as concepções e visões sociais, culturais, políticas, espaciais ou geográficas, mudaram e nada é como antes.

Esta leitura temática começará neste mês de Outubro e vai-se prolongar até ao dia 21 de Dezembro, que marca o final do mundo (depois disso morremos todos e já não podemos ler mais) e em termos de regras, não temos nenhumas. Cada uma lê os livros que quiser, quantos quiser e ao ritmo que quiser, afinal temos disponibilidades de tempo diferentes. No meu caso, proponho-me a ler 4 livros e são eles:

The Time Machine - H. G. Wells
A Canticle for Leibowitz - Walter M. Miller, Jr.
The Road - Cormac McCarthy
Oryx and Crake - Margaret Atwood

Era bom ter tempo para mais, mas a ver vamos... 
Para dar assim um "je ne sais quoi" à temporada, a Slayra até fez o botão, ali em cima, para a gentes! Se quiserem estar atentos, é uma questão de irem seguindo este blog e os blogs das restantes meninas para irem vendo aquilo que vamos lendo. Todos os posts relativos a esta temporada, vão estar reunidos na secção da barra ali de cima. Se se quiserem juntar a nós, força!

4 de outubro de 2012

Grave Goods - Opinião

Título: Grave Goods (Mistress of the Art of Death #3)
Autor: Ariana Franklin
Editora: Berkley
Páginas: 335
Sinopse:
"England, 1176. Beautiful, tranquil Glastonbury Abbey - according to legend, the last resting place of King Arthur - has been burned to the ground. The arsonist remains at large, but the fire has uncovered the hidden skeletons of a man and a woman. Could these be the bodies of King Arthur and Queen Guinevere?

King Henry II hopes so. Struggling to put down a rebellion in Wales, where the legend of Arthur is particularly strong, Henry wants definite proof that the bones are those of the Once and Future King, so he can stamp out the Celtic rebellion for good.

To make certain, he sends his mistress of the art of death, Adelia Aguilar, to Glastonbury to examine the bones. At the same time, the investigation into the abbey fire will be overseen by Church authorities - in this case, the Bishop of St. Albans, who is also the father of Adelia's daughter. But there is someone at Glastonbury who doesn't want either mystery solved - and is prepared to kill to stop them..."

Opinião:

Quando adquiri este livro, não sabia que fazia parte de uma série que, até agora, vai em quatro livros ao todo. Porém, não senti que tivesse de ter lido os livros anteriores para perceber o enredo deste. As histórias são independentes, apesar de haver personagens comuns a todos os livros e pequenas referências a coisas que já aconteceram anteriormente. Contudo, são apenas detalhes e lê-se bem, apesar de haver dois livros anteriores. Deixo aqui uma chamada de atenção: Relics of the Dead é o título do mesmo livro, mas na edição britânica.

Do que eu mais gostei neste livro foram as personagens e as várias referências à lenda arturiana como ela era vista e entendida na Idade Média, em Glastonbury, no País de Gales. Adelia, uma espécie de investigadora forense, cientista, curiosa sobre todas as coisas, é enviada pelo rei Henry II para investigar se os dois esqueletos que apareceram em Glastonbury são os de Artur e Guinevere. Com ela vão duas personagens caricatas e muito agradáveis: Mansur, um sarraceno e seu ajudante que, perante uma sociedade patriarcal, actua como verdadeiro mestre e Adelia passa como sua tradutora; e Gyltha, amiga de Adelia e ama da sua filha, mulher simples e sem conhecimentos mas que nos oferece opiniões bastante pertinentes. Para além destes, o Bispo Rowley e um conjunto de monges que Adelia ajuda, a dada parte da história, conjugam-se na perfeição com o cenário, as aventuras e a trama.

Para além disso, o facto da história se passar na Idade Média foi um grande atractivo para mim. Saber que, ainda por cima, incidia num mistério centrado na lenda arturiana, aguçou ainda mais a minha curiosidade sobre este livro. No enredo há desaparecimentos, crimes, mortes, tentativas de anular as investigações de Adelia e Mansur, esqueletos que aparecem por acaso e, neste aspecto, fez-me lembrar uma espécie de Bones na Idade Média. Gostei bastante e, de cada vez que era mencionado uma tradição, um aspecto da lenda, pormenores quanto à vida medieval e ao mistério que circunda Glastonbury, a suposta Avalon, ficava tipo fangirl geek que até está a fazer tese sobre a lenda arturiana na Idade Média. Foram estes pormenores que fizeram as delícias desta aspirante a medievalista.

Quanto ao enredo em si, pensei que girasse mais sobre os tais esqueletos encontrados em Glastonbury que seriam, supostamente, Artur e Guinevere. No entanto, acontecem demasiadas coisas pelo meio que não dizem respeito a isso e esse aspecto faz-nos pensar que a autora se esqueceu do enredo principal. Contudo, nada do que acontece, acontece por acaso. Tudo tem um propósito e relevo para o desfecho final. Gostei imenso de como as coias evoluiram e as conclusões que foram tiradas de tudo o que acontece a Adelia e aos seus companheiros. Gostei das personagens, da caracterização do mundo medieval, chamando a atenção a pequenos pormenores, a costumes da época, maneiras de pensar, e até dos mistérios e crimes que acontecem e vão sendo desvendados.

5/6 - Muito Bom

2 de outubro de 2012

Outras Leituras

Acho que vou tornar esta rubrica mensal. Sempre que juntar uma quantidade boa de artigos interessantes que vir por essa internet fora, partilho aqui com vocês. Sim?
Ora aqui vão alguns com os quais me cruzei nos últimos tempos.

Há cada vez mais livros a viajar nos transportes públicos - um artigo do jornal Público que fala sobre os livros como forma de aproveitar o tempo "perdido" nos transportes públicos.

É uma opção - sobre o propósito dos livros. O que devem suscitar em nós? Devem ser só para distrair ou para nos encontrarmos e identificarmos? Gostei bastante deste texto. 


The Literary Canon as Graphic Novel - imaginam obras de Jane Austen, Emily Brontë, Edgar Allan Poe, Mark Twain, entre outros, transformados em novelas gráficas? Pois bem, aqui fica um cheirinho!

30 Most Evil Lines From Books - eu fiquei com vontade de ler alguns deles, só por causa disso.

29 de setembro de 2012

Habemus Kobo!!


Já há algum tempo que andava a pensar em comprar um e-reader e explorei várias opções no que dizia respeito ao Kindle, que era aquele que eu ia comprar. Mas, entretanto, esta semana a FNAC pôs à venda nas suas lojas o Kobo e eu tive de ir a correr pôr as minhas mãos num deles. O preço era um dos atractivos, uma vez que me iria ficar mais barato do que se fizesse a encomenda do Kindle, para além de não correr o risco de ficar na alfândega e depois ainda ter que pagar mais por isso... Mas adiante. Informei-me pela internet fora, analisei prós e contras, comparações, falei com quem tem Kindle e decidi-me. Comprei o Kobo! E, a pedido de várias famílias, aqui vão as primeiras impressões.
Aviso: as imagens estão um pouco escuras, o ecrã não é assim tão escuro. E se carregarem nas imagens, podem vê-las aumentadas


O aparelho em si:

Em termos de dimensões, o Kobo é praticamente igual ao Kindle mas o ecrã é touch. vem com um cabo para ligar ao pc, tanto para carregar a bateria como para transferir os ebooks e com um pequeno manual de instruções para começarmos a funcionar com ele. Não tem manual de instruções sobre os menus, funções, definições, etc. Mas ligando o Kobo, uma pessoa vai-se aventurando, explorando e os menus não são nada complicados. Como é touch-screen, só tem dois botões físicos: um para ligar e desligar o aparelho e outro que, quando carregado, vai dar sempre ao menu principal. A memória do Kobo é de 2gb, mas tem uma slot para cartões micro-SD, podendo a memória chegar aos 32gb. E isso é muito livro! Além disso, está disponível em várias cores: preto, branco, rosa, azul e prata. Como já não havia o modelo em preto, comprei o branco.

Menus:

Primeiro, o ecrã principal mostra-nos as capas dos últimos 5 livros que lemos. No menu "Library" temos a opção de irmos para a lista de livros que temos no Kobo (com direito a capa e detalhes de cada um), para revistas e jornais que tenhamos, prateleiras que podemos criar para organizarmos os livros em categorias, por exemplo, e para o progresso das nossas leituras: quantas horas lemos, quanto lemos, percentagem lida, etc. Coisas que uma bibliófila gosta sempre de saber!
No menu "Find Books" podemos adquirir livros no site oficial do Kobo, obter recomendações baseadas na nossa biblioteca ou em categorias que podemos escolher. No menu "Wishlist" é, basicamente, isso mesmo. Acrescentar livros à nossa lista de desejos. Tem ligação wireless, para podermos comprar os livros directamente pelo Kobo e também conseguimos aceder a outras páginas, embora esse acesso não seja dos melhores. Mas também, se eu quisesse andar a consultar páginas na internet, tinha comprado tudo menos um Kobo...


Ler no Kobo:

E é isto que nos interessa, não é verdade? Já descarreguei alguns livros grátis que estão no site do Kobo e, já agora, os preços estão em euros e como a parceria é feita com a FNAC portuguesa, também já conseguimos obter livros em português. *thumbs up*
Já no próprio texto do livro há várias coisas a dizer. Se o livro tiver mesmo um número de páginas, temos a opção de, numa das margens, mostrar a página em que vamos. Alguns livros, penso que isto tem a ver com o próprio ebook, mostram em que página vamos dentro daquele capítulo em específico, e a percentagem que vamos avançando em relação ao total do livro. Mudamos de página tocando do lado esquerdo ou direito do ecrã e, se carregarmos no meio, temos acesso a mais menus. Aí, podemos alterar o tipo de letra, o seu tamanho, o espaçamento entre linhas, encontrar um dicionário, fazer anotações, ir para o índice do livro, entre outros. Ao sairmos do livro para o menu principal, o Kobo marca, automaticamente, aquela página e voltamos a ela quando voltarmos ao livro.
Se ficarmos sem mexer no Kobo durante o tempo que determinamos, no meu caso são 5 minutos, ele entra em "sleep mode", mostrando na totalidade do ecrã o livro que estamos a ler e a percentagem que já lemos (logo a primeira foto, lá em cima).

Quanto à leitura em si, era tal e qual aquilo que eu esperava. A visualização das páginas parece igual às de papel, uma vez que o ecrã não tem brilho e, por isso, não reflecte, característica igual ao Kindle. Basicamente, parece que estamos a ler um livro físico. 

Concluindo: sei que ainda é muito cedo, afinal tenho o Kobo há um dia. Mas gostei dele no seu todo: da facilidade em aceder e compreender os menus, do design do próprio aparelho, das várias "mariquices" que preenchem o coração nerd de qualquer bibliófilo, da memória que dá para armazenar tanto livro e da própria leitura que é semelhante a ter um livro nas nossas mãos. Até agora, acho que foi uma óptima compra e estou super ansiosa para começar as minhas leituras neste bichinho!

28 de setembro de 2012

Selo Versatile Blogger



Há bastante tempo que não tinha uma coisa destas aqui pelo blog! Mas a v_crazy_girl presenteou-me com este selo e eu aceitei.

Regras:
Postar o selo e dizer quem me presenteou;
Dizer 7 coisas sobre mim;
Presentear 15 blogs com o mesmo.

Sete coisas sobre mim:

- Estou a fazer tese de mestrado na área de Estudos Ingleses, com incidência na cultura e literatura inglesa medieval.
- Adoro massa. Se pudesse, comia massa a toda a hora e a todo o instante.
- Tenho o vício terrível de roer as unhas *shame on me!*
- Gosto de Metal. Música, claro \m/
- Sou reikiana. Tenho o 3º nível de Reiki do sistema Usui Shiki Ryoho.
- Adoro canetas. Mas é que ADORO!! Não sabem o que me oferecer? Ofereçam canetas. Ou cadernos/blocos. Ou livros, claro está =P
- Escrevo poesia desde os meus 13 anos.

Quanto à parte de presentear 15 blogs com este selo, acho que todos os que sigo já foram presenteados :)