28 de maio de 2013

Top Ten Tuesday - Livre!

O Top Ten Tuesday desta semana é ao nosso gosto e podemos fazer um à nossa escolha. Fui ver os que já foram feitos até agora e gostei deste: Top 10 Livros que Não Acredito que Ainda Não Li
Há livros que quero imenso ler mas, por uma razão ou outra, acabo sempre por ir adiando, adiando e nunca mais os leio. Mas quero mesmo, mesmo! Alguns até os tenho aqui por casa, o que é ainda mais vergonhoso...

Aqui vão eles:

1. Wolf Hall - Hilary Mantel - Tenho este livro desde que ele saiu, porque o ganhei num passatempo da própria editora. Passa-se numa época que adoro, a do reinado dos Tudor, e tem vários elementos de que gosto bastante num livro. Porque é que ainda não li? Pois, sinceramente não sei...

2. Doomsday Book - Connie Willis - Deparei-me com este livro o ano passado, porque mistura Idade Média e ficção científica. Automaticamente pensei "Oh my God!!! Tenho de ler isto!!" Entretanto consegui o ebook mas também ainda não o li.

3. Rebecca - Daphne du Maurier - Desde que falámos deste livro numa aula de inglês, no meu primeiro ano de faculdade, que ando para o ler. Há na biblioteca da faculdade, há nas BLX e até o tenho no Kobo. Por uma razão ou por outra, tem estado a ficar para trás.

4. A Filha da Profecia - Juliet Marillier - Ui! Se calhar nem falo neste... Tenho cá a trilogia, li os dois livros anteriores (um em cada ano) e ainda tenho este por ler. Justificação por ainda não o ter lido? Nenhuma. É uma vergonha, eu sei...

5. As Filhas do Graal - Elizabeth Chadwick - Esta é uma autora que eu ando há que tempos para ler! O preço deste livro baixou, o que é um grande atractivo, mas eu ainda não me decidi a comprá-lo. E quero tanto lê-lo! Há quatro anos que ando nesta angústia.

6. The Once and Future King - T. H. White - Desde que comecei o mestrado que ando para ler este livro, porque lendas arturianas e coise... Devia ter sido leitura obrigatória!! Mas pronto, rezemos para que ainda seja este ano que o consiga ler.

7. Interview with the Vampire - Anne Rice - Tenho amigas que me dizem "tu ainda não viste o filme? Como é possível ainda não teres visto o filme?!?" E eu respondo com um pequenino "quero ler o livro primeiro". E cadê essa leitura? Pois, ainda não chegou. E é assim que se arrasta uma leitura há anos...

8. O Código Da Vinci - Dan Brown - Dos livros do Dan Brown só li os que dizem respeito ao Robert Langdon. Com a excepção do Código Da Vinci, pois claro está. Isto porque sou um bocado contra modas, não li quando o livro saiu, mas depois li os outros dois e gostei bastante. Este está ali na prateleira, todo bonitinho, capa dura... a ganhar pó.

9. Les Misérables - Victor Hugo - É certo que o comecei a ler no início do ano e ainda não passou dos 5%. Não porque não estivesse a gostar da leitura, mas porque não era o momento certo. E parece que continua a não ser. Mas eu queria mesmo, mesmo, mesmo lê-lo este ano!! Oh well...

10. The Lady and the Unicorn - Tracy Chevalier - Desde que uma professora minha, uma vez, me falou neste livro, que fiquei curiosa para o ler. Fala de uma tapeçaria medieval bastante conhecida (figura, inclusive, na sala de convívio da casa Gryffindor, nos filmes do Harry Potter) onde está representada uma aparente sedução de um unicórnio por parte de uma donzela. Mas quis a vida que os nossos caminhos ainda não se tenham cruzado...

(O Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal da autoria do blog The Broke and the Bookish)

23 de maio de 2013

The Return of the King - Opinião


Título: The Return of the King (The Lord of the Rings, #3)
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Harper Collins
Páginas: 554
Sinopse:
"The armies of the Dark Lord are massing as his evil shadow spreads even wider. Men, Dwarves, Elves and Ents unite forces to do battle against the Dark. Meanwhile, Frodo and Sam struggle further into Mordor in their heroic quest to destroy the One Ring.

The devastating conclusion of J.R.R. Tolkien's classic tale, begun in the The Fellowship of the Rings and The Two Towers."

Opinião:

E com este livro finda a saga The Lord of the Rings, de J. R. R. Tolkien. Acho que é a primeira saga que começo e acabo no mesmo ano. Tenho aqui algumas que só me falta ler o último livro e ainda não lhes peguei... Por isso, já é um motivo de orgulho ter lido esta trilogia em menos de um semestre! Bom, mas vamos ao que interessa.

Em The Return of the King, Tolkien narra-nos o episódio final da saga de Frodo e seus companheiros na luta contra o poder negro de Sauron. Este é um livro de acção, de batalhas, de decisões importantes e finais que podem mudar o futuro da Terra Média para sempre, para o bem ou para o mal. Frodo e Sam encontram-se em Mordor, com o intuito de destruir o anel. Mordor é uma terra estéril, desolada, o fardo do Anel é cada vez mais pesado, as paisagens cada vez mais negras, e cada dia que passa é uma luta interior e exterior por parte de Sam e Frodo para atingirem o objectivo final: a destruição do Anel em Orodruin, o Monte da Perdição.

Por outro lado, em Gondor trava-se uma batalha brutal entre as forças de Sauron, constituidas por Orcs, Nazgûl e o tão famoso Witch-King, e as forças dos homens de Gondor, de Rohan, Elfos, todos os que se opõem às forças maléficas de Sauron. Penso que este é o momento mais épico de sempre, uma vez que os livros anteriores nos prepararam para esta batalha estrondosa, elevando a tensão no leitor, e porque todos se reúnem aqui para, de uma vez por todas, acabar com Sauron. Adorei todo o cenário de Gondor e do seu cerco, porque estamos ali agarrados às páginas para saber o que vai acontecer a seguir, quando é que começa a batalha, quem é que morre, quem mata quem, quem aparece para salvar aquela gente toda... Este é capaz de ser o livro mais empolgante porque tem bastante acção e é a conclusão de toda a demanda que começa no primeiro livro.

Mais uma vez, adorei todo este livro. A batalha em Gondor, o percurso atribulado e negro de Sam e Frodo,  Gondor e a sua gente, as relações entre as personagens, os valores da amizade, lealdade, a coragem que parece surgir até em quem menos se espera, tudo! Acho que não houve nada que eu não gostasse. E depois o final do livro é maravilhoso. À medida que se faz o percurso inverso, de sul para norte, e que as personagens se vão despedindo umas das outras, não pude deixar de ler essas passagens meio emocionada e o momento final entre Frodo e Sam é de partir o coração. Sam é das melhores personagens deste livro, por toda a lealdade, coragem, compaixão e amizade que demonstra para com Frodo. Adorei-o. E, claro está, Aragorn e Gandalf são outras das minhas personagens preferidas. Penso que outra coisa importante neste livro, é que todos, mas TODOS assumem o seu verdadeiro potencial e se tornam naquilo que deveriam ser.

Este livro contém, no final, os apêndices escritos por Tolkien, contando parte da história da Terra Média, dos reis, das várias raças, entre outras coisas bastante interessantes, mas, confesso, que não os li. Minto: li somente um, o que conta a história de Aragorn e Arwen que é triste, mas belíssima. Penso que tudo o que rodeia os elfos é belo, delicado, mas ao mesmo tempo forte e sábio e é por isso que os elfos são a minha raça preferida. De todos eles, destaco Galadriel, que nunca me saiu da cabeça.

Adorei toda esta saga, encheu-me completamente as medidas e penso que a irei reler, daqui a uns tempos, porque acho impossível reter todos os significados, todos os detalhes numa só leitura. É uma trilogia emocionante, intensa, com uma prosa magnífica, cheia de lugares que nos parecem tão reais, e cheia de personagens que nos ficam na memória e que, tenho a certeza, me acompanharão sempre, daqui para a frente.

6/6 - Excelente

(Esta leitura conta para o desafio Mount TBR Reading Challenge 2013)

22 de maio de 2013

Só Ler Não Basta Episódio 5.1 "Leituras de Maio"

Este mês andamos um pouco trocadas com o Só Ler Não Basta, mas aqui ficam as nossas leituras do mês de Maio e anúncio do tema a discutir. Já sabem que a discussão acontece no nosso grupo do Goodreads!



Artigos Interessantes:

Diana - Nicholas Lezard on Dante
Telma - Why reviewing "the classics" matters in this day and age
Carla - Reading Strategies for Difficult Books

Leituras:

Telma - Cosmos, do Carl Sagan
Carla - Blade Runner, de Philip K. Dick
Diana - The Return of the King, de J. R. R. Tolkien

21 de maio de 2013

Top Ten Tuesday - Top 10 Capas Favoritas de Livros que Já Li


Ora o objectivo é postar aqui imagens das minhas capas favoritas de livros que já li. Aqui vão elas:

Herdeira das Sombras, da Anne Bishop - A Trilogia das Jóias Negras são dos meus livros favoritos e foram estes livros que me trouxeram para o género da fantasia. Adoro, adoro! Li-os emprestados e ainda tenho esperança de os conseguir comprar para ficarem nas minhas estantes. Dos três livros, esta é a minha capa favorita. Adoro as cores, o estilo, a imagem daquela figura feminina que parece estar meio perdida.







A Senhora da Magia, da Marion Zimmer Bradley - Este é o primeiro livro da série As Brumas de Avalon que começou a ser reeditada pela editora Saída de Emergência. Adoro as novas capas mas, infelizmente, das novas edições só tenho o primeiro livro. Gosto imenso do tom azulado/esverdeado e da figura feminina que surge em primeiro plano.







Lágrimas de Pedra, de Victoria Francés - Este é o primeiro livro da trilogia Favole, da ilustradora espanhola Victoria Francés. Todas as imagens de todos os livros são belíssimas, abordando a temática gótica. Adoro, adoro! De todos, esta também é a minha capa preferida.







Heart of Darkness, de Joseph Conrad - Não é livro que eu tenha gostado particularmente. Mas é um livro muito denso e complexo, difícil de se ler mas interessante. Acho que esta capa consegue exprimir o sofrimento e a angústia que permeia toda a história e, por algum motivo, lembra-me que a narrativa é passada no Congo. Também me remete, de alguma maneira, para o filme Apocalipse Now, uma adaptação livre do romance de Joseph Conrad, passado para o contexto da guerra do Vietname.




The Heroin Diaries, de Nikki Sixx - Neste caso, os parabéns vão para o design gráfico de todo o livro, que está muito bem feito. Coaduna-se perfeitamente com o caos, a decadência, o sofrimento e a dependência da heroína por parte do baixista dos Mötley Crue, Nikki Sixx.







Le Morte D'Arthur, de Thomas Malory - E eu que não viesse com coisas medievais! Esta capa é de uma edição "abridged", ou seja, não contém o texto na íntegra e vem numa linguagem mais perto do inglês moderno. A ilustração da capa é, pois está claro, com iluminuras medievais referentes à lenda arturiana. Gosto tanto!






A Tormenta de Espadas, de George R. R. Martin - Em primeiro lugar, acho que as capas que a Saída de Emergência escolheu para estes livros são as mais bonitas de todas as edições de todos os países. Não conheço as edições todas, mas isso agora não interessa nada, como diz a outra. Uma breve recolha pelo Goodreads, fez-me pensar desta maneira... Esta capa tem espadas, armaduras e cavaleiros. Para mim, basta-me :P





A Mecânica do Coração, de Mathias Malzieu - Todo este livro é fofinho. Desde a história, às personagens, à ilustração da capa levada a cabo pelo artista Benjamin Lacombe, tudo é delicado e belo. Adorei esta capa porque se encaixa perfeitamente na história do livro e por causa da sua estética que faz lembrar um pouco os filmes de Tim Burton, que adoro.








O Perfume: História de um assassino, de Patrick Süskind - Adoro a mulher da capa, os seus cabelos longos e ruivos, a cor vermelha, a rosa na sua mão e como toda esta imagem evoca a história narrada pelo livro. É uma capa simples mas muito bonita.






Ravens of Avalon, de Diana L. Paxton - Este livro fala-nos da história de Boudica e da revolta da tribo dos Icenos contra o domínio romano. Acho que a capa representa muito bem essa luta e as mulheres fortes das tribos celtas que assumiam o poder. Eu adoro a história de Boudica, acho que ela era uma mulher de coragem por tudo aquilo que passou, e esta capa representa muito bem a sua luta e a sua afirmação como líder, num momento que marcou bastante a história e cultura inglesa.



(O Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal do blog The Broke and the Bookish)

Leitura Temática - Escócia Medieval

E como não me faltava mais nada, resolvi meter-me noutra espécie de desafio! A Cat, do blog A Bibliófila , resolveu fazer uma leitura temática em torno da Escócia na época medieval. Escócia na Idade Média? Oooohh que chatice... Oh p'ra mim super chateada... Tão chateada que resolvi juntar-me a ela!
Acho que nunca li nenhum livro passado na Escócia (à excepção do Macbeth, de William Shakespeare) e, por isso, é uma oportunidade de aprender mais sobre aquele país e aquela cultura, ainda por cima durante a Idade Média. Não vos garanto que leia todos, mas vou fazer o meu melhor. Também não há limite temporal, e é para ir lendo. Ela fez uma lista de livros que quer ler, dentro deste tema e eu também fiz a minha!  Aceitam-se sugestões e participações também!



Lady Macbeth - Susan Fraser King
Queen Hereafter - Susan Fraser King
Royal Road to Fotheringhay - Jean Plaidy
King Hereafter - Dorothy Dunnett
Outlander - Diana Gabaldon
The Winter Sea - Susanna Kearsley (bem sei que esta não é passada na Idade Média, mas vá... é na Escócia!)
The White Mare - Jules Watson

(lista actualizada a 09-09-2013)

Tive que substituir o livro Untamed, da Elizabeth Lowell porque tinha um bug qualquer no Kobo, não o consigo abrir nem encontrar substituto. Por isso, retirei-o da lista e adicionei um livro novo: Outlander, da Diana Gabaldon. Também não se passa na Idade Média, mas como é na Escócia... e tem escoceses...

(actualização a 27-01-2014)

15 de maio de 2013

Adult Dystopia Challenge



Como podem já ter reparado, este ano meti-me em alguns desafios literários. E hoje, enquanto passeava pela internet fora, encontrei mais este: o Adult Dystopia Challenge, do blog Uncorked Thoughts. O facto de se focar num género do qual ainda li muito pouco, mas do pouco que li gostei imenso, foi um ponto a favor. Para além disso, não tem um limite temporal, é para ir lendo conforme nos for apetecendo, e isso também é um ponto atractivo. Este desafio consta em lermos esta lista de 70 livros distópicos, dos quais já li 4 que já estão riscados.
Entretanto, já peguei isto à Slayra do blog Livros, Livros e Mais Livros, também :D Se quiserem, ajuntem-se!

Os Livros:

1. White Horse by Alex Adams
2. Feed by M. T. Anderson
3. The Handmaid’s Tale by Margaret Atwood
4. Oryx and Crake by Margaret Atwood
5. The Year of the Flood by Margaret Atwood
6. The Windup Girl by Paolo Bacigalupi
7. Nod by Adrian Barnes
8. City of Bohane by Kevin Barry
9. Jennifer Government by Max Barry
10. Mountain Man by Keith Blackmore
11. Fahrenheit 451 by Ray Bradbury
12. The Postman by David Brin
13. The Sheep Look Up by David Brin
14. Armageddon’s Children by Terry Brooks
15. The End of This Day’s Business by Katharine Burdekin
16. A Clockwork Orange by Anthony Burgess
17. The Wanting Seed by Anthony Burgess
18. Veracity by Laura Bynum
19. The Death of Grass by John Christopher
20. The Passage by Justin Cronin
21. The Twelve by Justin Cronin
22. Do Androids Dream of Electric Sheep? by Philip K. Dick
23. Shades of Grey by Jasper Fforde
24. Alas Babylon by Pat Frank
25. The Carhullan Army by Sarah Hall
26. The Gone-Away World by Nick Harkaway
27. Into the Forest by June Hegland
28. The Unit by Ninni Holmqvist
29. The Possibility of an Island by Michel Houellebecq
30. Brave New World by Aldous Huxley
31. Never Let Me Go by Kazuo Ishiguro
32. This Dark Earth by John Hornor Jacobs
33. The Children of Men by P. D. James
34. When She Woke by Hillary Jordan
35. The Trial by Franz Kafka
36. In a Perfect World, by Laura Kasischke
37. The Stand by Stephen King
38. Always Coming Home by Ursula LeGuin
39. Lathe of Heaven by Ursula K. LeGuin
40. The First Century After Beatrice by Amin Maalouf
41. I am Legend by Richard Matheson
42. The Road by Cormac McCarthy
43. A Creed for the Third Millennium by Colleen McCollough
44. I Have Waited and You Have Come by Martine McDonagh
45. A Canticle for Leibowitz by Walter M. Miller Jr.
46. Cloud Atlas by David Mitchell
47. V for Vendetta by Alan Moore
48. 1Q84 by Haruki Murakami
49. Bend Sinister by Vladimir Nabokov
50. Sulphuric Acid by Amelie Nothomb
51. 1984 by George Orwell
52. Anthem by Ayn Rand
53. Mistborn by Brandon Sanderson
54. Blindness by Jose Saramago
55. Seeing by Jose Saramago
56. The Diamond Age by Neal Stephenson
57. Earth Abides by George R Stewart
58. Dies the Fire by S. M. Stirling
59. The Domination by S. M. Stirling
60. A Voyage to Kazohinia by Sandor Szathmari
61. Battle Royale by Koushun Takami
62. Far North by Marcel Theroux
63. The Traveler by John Twelve Hawks
64. The Sleeper Awakes by H.G. Wells
65. The Time Machine by H.G. Wells
66. Julian Comstock: A Story of 22nd Century America by Robert Charles Wilson
67. The Book of the New Sun by Gene Wolfe
68. The Crysalids by John Wyndham
69. We by Yvengy Zamyatin
70. Corpus delicti by Juli Zeh

14 de maio de 2013

Top Ten Tuesday - 10 Livros que lidem com temas complicados


Esta semana é suposto fazermos um top 10 dos livros que lemos e que tratam de temas que são menos confortáveis, coisas complicadas (abuso, suicídio, dor, ou algo que seja difícil para nós, em termos pessoais). E aqui estão eles:

1. The Bell Jar - Sylvia Plath - É-me difícil falar deste livro, por causa da sua temática e por causa daquilo que representa para mim. É um dos meus livros preferidos, li-o duas vezes, conta a história de uma jovem mulher, Esther, que tem o mundo pela frente, todas as oportunidades que qualquer rapariga da idade dela quereria ter, e vê-se numa espiral depressiva, dentro de uma campânula de vidro metafórica, sufocada pela sua doença mental. Não é um livro para se ler de ânimo leve porque é pesado, claustrofóbico mas tão, tão verdadeiro. E a escrita de Plath é maravilhosa.

2. The Heroin Diaries - Nikki Sixx - Comprei este livro porque sou fã dos Mötley Crue e resolvi ler esta biografia de Nikki Sixx, o baixista da banda. Também não é coisa que se leia de ânimo leve. Esta biografia representa apenas um ano na vida do baixista, durante a década de 80, onde podemos ver o deboche, o consumo de álcool e drogas pesadas, a sua instabilidade emocional, física, alterada por esse mesmo consumo, os concertos, o convívio com os outros, etc. É a transcrição dos diários de Nikki, sem alterações, juntamente com comentários de amigos, pessoas que conviveram com ele de perto, nessa altura, fotos e um design que complementa muito bem o livro e o tema. Mas atentem ao título: não é fácil de se ler.

3. Revolutionary Road - Richard Yates - Este livro deixa-nos um gosto amargo quando o acabamos. É um murro no estômago. Fala-nos de desejos que ficam por concretizar, de ressentimentos que nos matam aos poucos, de palavras que não dizemos por bem das aparências, de um amor que morre na praia, de vidas que acabam por tomar rumos que nunca se previa. Não me consegui sentir confortável em um único momento deste livro, talvez porque o autor toca em pontos tão sensíveis e de uma forma tão realista que é incómodo para o leitor. Ainda assim, um óptimo livro para se ler.

4. Uma Casa na Escuridão - José Luís Peixoto - Foi o primeiro livro que li do Peixoto e, até agora, continua a ser o meu preferido. Como é possível encontrar beleza, amor, esperança, num espaço de dor, crueldade e escuridão? É disso que este livro nos fala. Demorou-me meses a lê-lo, porque a escrita do autor, apesar de bela e poética, é densa e a maneira como ele aborda as coisas também não é das mais fáceis. Primeiro estranha-se e depois entranha-se. Tenho que o reler um dia destes. Mas não quando estiver mais em baixo...

5. Lolita - Vladimir Nabokov - Li esta obra o ano passado e é uma espécie de "mindfuck". Ou seja: homem de meia idade que se envolve com uma miúda de 13 anos. Pedofilia, certo? Certo. Porém, o autor narra esta história de uma tal maneira, que não conseguimos não sentir simpatia por Humbert, nem achar que Lolita é completamente inocente. Mas também não nos podemos fiar completamente no narrador, o próprio Humbert, porque ele está a contar a história à sua maneira, podendo relatar os eventos de maneira distorcida. E agora, em que é que ficamos?

6. Night - Elie Wiesel - Holocausto. Há tema mais pesado que este? Night é um testemunho na primeira pessoa, de Elie Wiesel, que sobreviveu ao campo de concentração de Buchenwald. Pode-se ler muito sobre o assunto, pode ver-se programas na tv, estudar esta época nos livros de história. Mas saber o que é, realmente, estar numa situação daquelas, é impossível. É um livro poderoso, chocante, e emocionante.

7. Touching From a Distance - Deborah Curtis - Este livro fala-nos de Ian Curtis e dos Joy Division. Fala-nos da doença de Curtis, epilepsia, da sua introversão, das suas mudanças de humor, da formação dos Joy Division, do seu casamento com Deborah, da sua expressão através da música e da escrita. O livro tem um tom lúgubre, trágico quase desde o início, porque sabemos como Ian Curtis morreu. Mas este relato da viúva, Deborah, torna tudo mais real e mais duro. 

8. Os Filhos da Droga - Christiane F. - Acho que este livro foi-me dado pela minha mãe, numa altura que ela andava aqui por casa a fazer prevenção contra a droga :P Eu devia ter uns 13 anos, por isso, estava na idade para começar a saber estas coisas. Li o livro e, na altura, lembro-me que fiquei super chocada, porque não fazia ideia daquilo que acontecia a alguém que consumia drogas pesadas. Acho que é um relato cru e directo sobre aquilo que realmente é viver no mundo da droga.

9. Lições do Abismo - Daniel Sampaio - A minha adolescência foi muito complicada. Não porque tenha tido uma família desetruturada, ou porque tenha passado por eventos traumatizantes, nem nada do género. Era uma coisa interior, emocionalmente e psicologicamente nunca fui muito estável e numa altura em que as hormonas andam descontroladas e passamos por várias mudanças a todos os níveis, este livro ajudou-me a "aguentar" algumas coisas e a sentir que não estava sozinha. Revi-me em muitas coisas relatadas pelos dois jovens aqui presentes, Sónia e Miguel, consegui perceber algumas coisas através das intervenções de Sampaio, no livro, e quis saber, a dada altura, se a Casa Encantada de facto existia.

10. The Howl - Allen Ginsberg - Não, este não é um livro. É um poema longo, de 1956, do poeta norte-americano Allen Ginsberg, que fala dos génios da sua geração que acabaram por se perder, de várias maneiras. O poema é lindíssimo, um dos meus preferidos, mas as imagens que evoca são cruas, foram consideradas obscenas por isso mesmo. Ginsberg é associado à Beat Generation, na qual também se inserem Jack Kerouac e William S. Burroughs, e podem ler este poema aqui.
Há, também, uma adaptação fantástica, com o James Franco, cuja narrativa não é linear: mistura a vida do autor, com a narração do poema, com animação, com cenas a preto e branco, com o julgamento sobre a suposta obscenidade do poema, e James Franco está muito bom neste papel. Aconselho!

(O Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal do blog The Broke and the Bookish)