31 de agosto de 2013

Sagas

Sim, mais uma a falar deste drama que são as sagas literárias. 

Qualquer pessoa que adora ler e que tem particular gosto em ler fantasia e ficção científica, sabe que grande parte das obras dentro deste género são sagas. Há sagas com 4 livros, há sagas com 10 livros, há sagas com mais de 30 livros. O meu problema com sagas não é tão preocupante como o de algumas pessoas que conheço. E sobre este drama das sagas por ler, inacabadas ou que queremos começar a ler, os posts da Célia e da Cat SaDiablo são bem elucidativos daquilo que estou a falar. É quase uma espécie de amor-ódio, porque queremos ler aquela história, mas o ideal era que se ficasse só por um livro mesmo. Vá, dois no máximo. 

O que me fez querer escrever este post foi o facto de ter ido ao Goodreads para adicionar um livro que me parecia interessante, e ver que esse livro era apenas o primeiro de uma trilogia. A premissa do livro parecia-me muito boa, mas ao ver que é apenas parte de um todo, fez-me ficar logo de pé atrás em adicioná-lo à minha lista de livros para ler. Neste momento tenho 7 sagas que já comecei a ler e ainda não terminei. Contudo, no total de sagas que tenho cá por casa, tanto em papel como em e-book, tenho 32 sagas. Destas sagas todas, terminei apenas três. Estão a perceber a minha relutância em adicionar mais um livro que pertence a uma trilogia, certo?

Ultimamente, parece que nos deparamos cada vez mais com trilogias e sagas que até podem contar histórias fabulosas mas... e o tempo que temos para as ler, mais todos os outros livros com que nos deparamos pelo meio? Como é que uma pessoa arranja disponibilidade para ler tanta coisa? Há sempre a possibilidade de se fazer um retiro literário, em que vamos para um sítio bem zen, sem ninguém à volta, sem televisão, rádio, telemóvel, internet, e onde nos dedicamos apenas a ler. Ou a dar em malucos, ao fim de algum tempo.

Pus-me a pensar, entretanto, que quem já tem tantas sagas como eu (ou mais!) para ler, ficará reticente em ler um livro que até pode ser muito bom, pelo simples facto de ser parte de uma saga, e isso, por si só, vai querer dizer várias coisas. E, para exemplificar, vou parafrasear a minha mãe: 

"Este livro é parte de uma saga? Ah então não quero. Depois vou ter que gastar dinheiro em mais livros / Vou ter que estar à espera que publiquem os outros / Depois não me lembro da história, de um volume para o outro / Mas já não se conseguem contar histórias num só volume?"

Às vezes bate a saudade de ler um livro, por maior que ele seja, e a história começar, desenvolver-se e acabar ali. Há sagas maravilhosas, não me interpretem mal. O que eu mais gosto nas sagas, normalmente, é o world-building. Testemunhar a capacidade de criação de um mundo novo, diferente, e da história se passar com pessoas e criaturas próprias desse mundo, regido por leis internas próprias. Para além da própria história que tem a tendência a ser mais complexa, com mais personagens, por vezes a estender-se por um período de tempo de décadas, é a construção daqueles mundos que me apraz mais ler. No fundo, acabo por viajar e gosto bastante de me alhear da minha realidade para testemunhar outra.

Por outro lado, penso que se torna frustrante quando nos apercebemos que temos todas estas sagas por ler, mais outras tantas que gostávamos de ler, mas não nos atrevemos a pensar nelas porque já temos com que nos entreter durante anos. Sim, anos. E acabamos por criar folhas em Excel para nos mantermos a par das sagas que temos para ler, para terminar, para continuar, porque de outra forma perdemos o fio à meada e ficamos sem saber a quantas andamos. E em vez de vermos a lista a diminuir, ela vai aumentando, aumentando, aumentando... Porque adoramos ler histórias boas.

E é este o drama das sagas.

29 de agosto de 2013

Aquisições de Agosto

As aquisições deste mês foram mais escassas. Desta feita, vieram parar cá mais dois livros: O Fiel Jardineiro, de John Le Carré, que ganhei num passatempo, e Poderes Invisíveis: O Imaginário Medieval, do Prof. José Mattoso, que a minha mãe mandou vir pelo Círculo de Leitores, sem me dizer nada... E oh a minha surpresa e alegria quando este livro chegou, porque já o queria ler há algum tempo!


27 de agosto de 2013

Top Ten Tuesday - Top 10 Personagens Secundárias Memoráveis

O grande destaque dos livros vai sempre para as personagens principais. Mas e as secundárias? Para mim, há personagens que têm quase tanto peso e importância como as principais, porque acabam por se complementar e, muitas vezes, sem uma não podia existir a outra. E há personagens secundárias que são tão interessantes e marcantes, que nos ficam na memória para sempre.


1. Sam Gamgee, The Lord of The Rings - Foi uma das minhas personagens favoritas de todo o livro. Tenho todo um amor e admiração pelo Sam que esteve à altura da sua missão com Frodo, suportando coisas que nenhum hobbit passara e sobrevivendo provações que quebraria o mais forte dos homens. Adoro o Sam!

2. Severus Snape, Harry Potter - Uma personagem marcante, ambígua, que nunca sabemos qual é a sua posição real em relação a Harry. No entanto, Rowling deu um final brilhante e emocionante a Snape, que se tornou na, talvez, melhor personagem da série.

3. Hans Huberman, A Rapariga que Roubava Livros - Eu adorei aquele pai da Liesel. O que ele faz por ela, o que ele lhe ensina, a devoção que ele tem para com ela e a família. Senti que era uma personagem reconfortante no meio de toda aquela narrativa e aquele cenário de guerra, de desconfiança e perigo. Gostei muito de Hans e, aproveitando para falar na adaptação para o cinema, acho que o Geoffrey Rush foi muito bem escolhido para o papel, daquilo que já vi no trailer.

4. Fermín Romero de Torres, A Sombra do Vento - Esta personagem é verdadeiramente deliciosa, neste livro. Ele é divertido, cavalheiresco, quase um mentor de Daniel Sempere e o que o ajuda nas suas aventuras. Enfrenta os seus desafios, tem os seus desaires, mas aprende e é um dos meus personagens preferidos também.

5. Finbar, Trilogia Sevenwaters - Quem é que não se lembra de Finbar, o irmão de Sorcha que ficou para sempre entre os dois mundos? No primeiro livro, a seguir a Sorcha, foi de Finbar que mais gostei. A sua história triste e trágica, o outro mundo em que passa a habitar... tudo o que o rodeia é emocionante e eu adorei.

6. Sir Falstaff, Henry IV part I - Ele entra em ambas as partes nesta peça de William Shakespeare, mas eu só li a primeira. Falstaff é tudo aquilo que um cavaleiro e cavalheiro deveria ser, mas ao contrário. Falstaff é fanfarrão, não leva nada a sério, só quer comer, beber, mulheres e que o deixem em paz. É uma personagem incontornável, divertida e que vai encontrar a sua queda, mais tarde, da forma mais dolorosa possível, para ele.

7. Jaqen H'ghar, Crónicas de Gelo e Fogo - Das personagens com um destaque mais secundário, esta foi a que mais me fascinou. Todo ele é rodeado de mistério, conhece Arya e pede-lhe três nomes. Nomes esses de pessoas que ela quer que morram. Ele compromete-se a efectuar o serviço, mas os seus modos, as suas palavras, o seu ar carismático e a maneira como ele se despede de Arya, faz com que ele fique na memória como uma das personagens mais enigmáticas da série. Um papel breve, mas marcante.

8. Maester Luwin, As Crónicas de Gelo e Fogo - Também gostei muito de Luwin, da sua sabedoria, dos conselhos que dava aos Stark e de como se manteve fiel a esta casa e a Winterfell até ao fim. É fácil gostar-se dele, é uma personagem centrada, equilibrada, sábia e era isso que eu gostava nele. O seu final trouxe-me um certo aperto no peito.

9. Ophelia, Hamlet - Quem não se lembra da mulher que comete suicídio (questão ainda em debate) depois de enlouquecer por causa do seu amor? Toda a cena em que ela é encontrada, bem como o seu funeral, são de uma tristeza profunda e a descrição da rainha em relação a Ophelia e à sua morte, é belíssima mas também melancólica.

10. Helen Burns, Jane Eyre - Ha! Já cá faltava a Jane Eyre, não é verdade? A amizade e presença de Helen Burns é marcante para Jane e é alguém que estará sempre na memória de Jane. Uma amizade pura, inocente, capaz de enfrentar o mundo, que acaba por sofrer um revés de se partir o coração. Toda a cena final entre ambas é emocionante, de levar às lágrimas. Ninguém se esquece de Helen Burns.

O Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal da autoria do blog The Broke and the Bookish.

25 de agosto de 2013

The Broken Sword - Opinião

Título: The Broken Sword
Autor: Poul Anderson
Lido no Kobo
Sinopse (do Goodreads):
"The sword Tyrfing has been broken to prevent it striking at the roots of Yggdrasil, the great tree that binds earth, heaven and hell together . . . but now the mighty sword is needed again to save the elves, who are heavily involved in their war against the trolls, and only Scafloc, a human child kidnapped and raised by the elves, can hope to persuade the mighty ice-giant, Bolverk, to make the sword Thor broke whole again. But things are never easy, and along the way Scafloc must also confront his shadow self, Valgard the changeling, who took his place in the world of men.A superb dark fantasy of the highest, and most Norse, order The Broken Sword is a fantasy masterpiece."

Opinião:

Como referi neste post, parti para a leitura deste livro um pouco influenciada por algumas críticas que vi que o igualavam e até achavam superior à trilogia de Tolkien, The Lord of The Rings. Como adorei a trilogia, quis ver do que se tratava este The Broken Sword, considerado um dos clássicos da fantasia.

The Broken Sword passa-se na Grã-Bretanha, na época dos Vikings. Contudo, para além de personagens humanas, neste mundo entram também elfos, trolls, deuses nórdicos e irlandeses. Ao mesmo tempo que temos a mitologia pagã, vemos o gradual avanço do Cristianismo que quer suplantar as antigas crenças e, por isso, o nome de Cristo não é pronunciado no mundo dos deuses.

Posto isto, temos duas personagens principais: Valgard, um ser híbrido, filho de uma mulher troll e de um elfo, e Skafloc, filho de humanos mas criado com elfos. Skafloc é trocado por Valgard, aquando do seu nascimento, e aqui está lançado o mote para os acontecimentos posteriores. Quando Skafloc é introduzido no mundo dos elfos, este recebe um presente dos deuses: uma espada que fora partida por Thor, porque tem o poder de dar início ao fim dos tempos, mas que será útil a Skafloc, quando o momento chegar, e caso ele consiga encontrar o gigante que a forjara, Bolverk.

Parti para a leitura deste livro com muita expectativa. Porém, talvez por causa disso mesmo, não consegui desfrutar da sua leitura, porque pensei que me ia deparar com uma coisa e deparei-me com outra. Este livro está muito dentro da tradição das sagas nórdicas, mesmo no estilo da narrativa que não é tão descritiva quanto à construção das personagens e dá mais detalhe e ênfase à acção propriamente dita. Por causa disto, não consegui sentir empatia para com as personagens e para com aquilo que elas viviam. Por outro lado, há bastante acção no livro, nomeadamente em relação às batalhas e aí sim, o detalhe abunda. Neste aspecto, acho que a ligação com as sagas nórdicas está muito bem conseguida, porque é mais ou menos o mesmo tipo de narrativa com que nos deparamos em obras como Beowulf ou a Saga dos Volsungs, por exemplo. Se estão à procura de um livro neste género, recomendo este.

No entanto, se procuram profundidade e detalhe nas personagens, nos seus pensamentos e desejos, nas suas motivações e frustrações, este livro não abunda nesse tipo de descrições. Eu gosto de acção, mas também gosto de me ligar às personagens e isso não aconteceu, o que acabou por me desligar um pouco do livro. Por outro lado, gostei da presença dos panteões nórdico e irlandês na narrativa, gostei da descrição das armas durante as batalhas, da sua sede de sangue, porque é exactamente isto que encontramos nas narrativas épicas medievais, pelo menos no norte da Europa. Ainda assim, isso não bastou para que eu achasse este livro fantástico.

Em suma: gostei do livro, mas penso que se não viesse influenciada pelas críticas que li anteriormente, que o comparavam ao Tolkien, quando estão os dois em patamares diferentes, nenhum melhor ou pior que o outro, talvez tivesse apreciado melhor esta leitura. Penso que a comparação entre os dois autores se deve à influência marcada da mitologia nórdica e celta em ambas as obras, mas a comparação fica por aí. No resto, são duas obras muito diferentes, com uma estrutura, estilo e conteúdos muito diferentes uma da outra. No entanto, consigo distanciar-me o suficiente para dizer que é um bom livro, embora não ache o livro fantástico que tantos clamam ser.

4/6 - Bom

(Esta leitura conta para os desafios Mount TBR Reading Challenge e para o Monthly Key Word Challenge)

23 de agosto de 2013

Opiniões: quando elas influenciam as nossas experiências de leitura

(imagem daqui)

Este mês deparei-me com uma leitura que ansiava há muito fazer. The Broken Sword, de Poul Anderson, é considerado um dos clássicos da fantasia e tinha-o em ebook porque, uma vez em busca de livros que tivessem a ver com mitologia nórdica, fiquei interessada neste. Como chegou o mês de o começar a ler, fui fazer algo que costumo fazer antes de iniciar uma nova leitura: fui ver opiniões e comentários no Goodreads e alguns na blogosfera. E vai daí, no decorrer da leitura, que não me estava a deixar empolgada por aí além, comecei a pensar nisto: fui ler o livro com demasiadas expectativas que vinham das críticas que tinha visto antes, pela internet fora. Então, até que ponto as opiniões de outros leitores ou bloggers influenciam a nossa experiência de leitura? Será que, se não tivesse lido essas opiniões, estaria a desfrutar mais do livro do que realmente estou?

Como blogger e interessada em conhecer outros livros, outras histórias, é claro que vejo muitas opiniões em blogs que acompanho, no Goodreads ou em outros locais dedicados à literatura. Vejo porque gosto de me manter informada, ou porque tenho curiosidade em relação a um certo livro ou porque quero saber o que aquela pessoa em específico achou de uma certa obra. E são estas opiniões escritas por outras pessoas, segundo os seus pontos de vista pessoais e de acordo com as experiências enquanto pessoas e leitoras, que vão moldar as opiniões dos livros que lêem. Tal como acontece comigo, quando escrevo as minhas. E é, às vezes, por causa dessas opiniões, que fico com vontade, ou sem ela, de ler um determinado livro. E ainda há aquelas opiniões que lemos e pensamos "estava com dúvidas quanto a este livro, mas depois de ler esta crítica, acho que o vou comprar!"

Numa altura em que a comunicação social dedica pouco espaço à literatura e à crítica literária, penso que os bloggers acabam por fazer esse trabalho e influenciar um pouco aquilo que se vai lendo por cá. As pessoas querem ler as críticas para saber se vale a pena ou não ler um livro, ou só para saber o que mais gente achou sobre o livro que elas leram. Nós influenciamos, mas também somos influenciados. Também por causa de algumas opiniões ficamos com a certeza de que não vamos gostar do livro X e que o livro Y não faz nada o nosso género. Mas e quando partimos para uma leitura a achar que aquilo vai ser o máximo, as expectativas são tão altas e acabamos por nos sentir defraudados, porque não estamos a gostar assim tanto? "Mas toda a gente gostou deste livro, porque é que eu não gosto? Falhou-me alguma coisa? Será que não percebi a obra?"

É neste patamar que eu estou. Ao ler um livro que alguns comparam com a trilogia The Lord of the Rings, e alguns atrevem-se a dizer que é superior, fui ler o The Broken Sword com as expectativas em alta, porque adorei a obra de Tolkien. E eis que começo a ler, e a metade do livro já me sinto defraudada, porque não acho que seja igual, ou superior ou sequer comparável ao LOTR. Apesar de ambos os livros terem uma influência fortíssima da mitologia europeia, nomeadamente a nórdica e a celta, a narrativa é diferente, a estrutura é diferente e a história não tem nada a ver. É um bom livro, no meu entender, mas será que se não tivesse lido as críticas, podia achar que era um livro excelente? Isso nunca ficarei a saber, como é óbvio. Mas cria-se este conflito: será que eu veria este livro com um olhar diferente, se não tivesse lido nada sobre ele, a não ser a sinopse? Aquilo que se escreve nestes espaços acaba por moldar a nossa experiência na leitura e levar-nos a pensar que vamos adorar/detestar um determinado livro baseado somente na opinião de outra pessoa, e não na nossa.

Não trago aqui respostas nem sei se cheguei a alguma conclusão. Só quis deixar aqui este texto para reflectir um pouco sobre a forma como as nossas leituras são influenciadas pelas opiniões dos outros, quer sejam boas ou más. Em último caso, temos que ser nós próprios a ler para saber se gostamos ou não. Mas uma crítica literária pode levar-nos a não ler um livro que, se calhar, até poderíamos gostar, ou a ler um livro que é tido como muito bom e depois verificamos que afinal não é bem assim. As opiniões são pessoais, não são verdades absolutas. Mas às vezes entramos em conflito porque queríamos que a nossa opinião correspondesse às opiniões que lemos anteriormente. Cada um tem os seus gostos e já sabemos que tipo de livros, à partida, gostamos ou não gostamos. Mas é preciso filtrar o que lemos na internet, lembrarmo-nos que aquilo que lemos espelha os gostos e experiências daquela pessoa em particular. Não temos que nos sentir menos inteligentes porque não gostámos de um clássico que todos adoram, nem temos que nos sentir especiais porque adorámos um livro que nem toda a gente gosta. Gostos não se discutem.

Quanto ao The Broken Sword, já escavei mais um pouco no Goodreads e noutros locais, e encontrei pessoas que, tal como eu, não o acham assim tão bom. Há espaço para todos os tipos de opinião, há espaço para todos os gostos e quando lemos outras opiniões é essencial que nos mantenhamos centrados naquilo que gostamos, e se aquele livro será, ou não, uma boa leitura para nós. Ou seja, pensar se vamos ler aquele livro porque queremos, porque realmente nos interessou ou se o vamos ler porque aquela opinião foi positiva e nos pareceu bem. Certamente que para cada opinião boa, há uma má. É sempre bom fazer "estudo de mercado" mas, no final, o melhor mesmo é ver aquilo que o nosso instinto enquanto leitores nos diz. Como se costuma dizer, opiniões: cada um com a sua. E todas são válidas.

E a vocês? Já vos aconteceram situações destas?

Exame Livresco de A a Z


Vi este questionário no Blog of Erised, mas a sua origem está no blog The Perpetual Page-Turner. O desafio está em inglês, pelo que não vou traduzir as perguntas, uma vez que é um questionário em ordem alfabética e as perguntas seguem essa ordem. Assim, sendo, aqui vão as perguntas e as respostas, em português.

Author you’ve read the most books from:

Estamos mal, porque logo na primeira pergunta tenho que mencionar três autores, porque li um número igual de livros de cada um. Sendo assim, li sete obras de cada um destes autores: José Luís Peixoto, William Shakespeare e J. K. Rowling.

Best Sequel Ever:

Acho que esta não é difícil. Vou considerar os livros em inglês, porque senão tinha que nomear dois livros, na tradução portuguesa. Para mim, a melhor sequela é A Storm of Swords, da saga A Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin.

Currently Reading: 

Estou a ler The Broken Sword, de Poul Anderson.

Drink of Choice While Reading: 

Chá ou leite com chocolate, no inverno.

E-reader or Physical Book? 

Gosto de ler em ambos os formatos, mas não consigo distinguir nenhum preferido. Têm ambos os seus prós e contras e consigo disfrutar da leitura tanto num e-reader como num livro físico.

Fictional Character You Probably Would Have Actually Dated In High School: 

No liceu talvez não, que o homem é demasiado velho para andar no liceu. Mas Rochester, do livro Jane Eyre... homem da minha vida!

Glad You Gave This Book A Chance: 

Há alguns, mas de momento o que me veio à cabeça foi Oryx and Crake, da Margaret Atwood. Estive na dúvida em lê-lo, não sabia o que esperar e foi uma completa e fantástica surpresa. Um dos meus livros favoritos.

Hidden Gem Book

Os Leões de Al-Rassan, de Guy Gavriel Kay. É um livro que passa muito despercebido, mas é um livro fantástico e que deveria ser mais valorizado, pelo menos por cá.

Important Moment in your Reading Life: 

A leitura de Jane Eyre, da Charlotte Brontë. Quem me conhece e segue este blog, já deve estar farto de eu estar a bater sempre na mesma tecla. Mas é verdade... Mas vá, outro momento importante na minha vida literária, talvez a criação deste blog que me abriu horizontes para outros livros, para outros géneros, e que me fez crescer tanto como leitora e pessoa :)

Just Finished: 

O último livro que acabei foi o Wolf Hall, da Hilary Mantel.

Kinds of Books You Won’t Read: 

Tenho um bocado de dificuldade em dizer "desta água não beberei", no que toca a livros. Mas não estou muito interessada em livros na onda de Manga/Anime. Não digo que não seja bom, conheço quem adore, incluindo a minha irmã, mas não é o meu estilo.

Longest Book You’ve Read: 

The Pillars of the Earth, do Ken Follett. Li-o em inglês e aquilo tem para lá de mil páginas...

Major book hangover because of: 

The Return of the King, de J. R. R. Tolkien. Já tinha lido livros muito bons e que adorei. Mas ficar sem conseguir ler nada depois de uma leitura... Nunca me tinha acontecido. Acho que depois de ler este, fiquei três semanas sem conseguir ler um único livro, por mais que tentasse.

Number of Bookcases You Own: 

Bom, as estantes onde tenho só os meus livros, são as que vieram com a minha secretária, e são quatro. Mas entretanto os livros já começaram a ocupar a própria mesa da secretária e já não tenho espaço para pôr mais livros...

One Book You Have Read Multiple Times: 

Jane Eyre, da Charlotte Brontë (não me batam, vá).

Preferred Place To Read: 

No (raro) sossego do meu quarto e no sofá da sala, porque comprámos um sofá novo à pouco tempo, hehehe.

Quote that inspires you/gives you all the feels from a book you’ve read: 

Tantas! Gosto particularmente de uma citação da Jane Eyre, mas não vos vou maçar sempre com o mesmo livro. Podia pôr aqui alguns dos versos belíssimos de Shakespeare que me dão todos os "feels", sempre que os leio. Mas fica aqui uma coisa mais pequena, e igualmente marcante, de The Bell Jar da Sylvia Plath: "I took a deep breath and listened to the old bray of my heart. I am, I am, I am."

Reading Regret: 

The Gathering, da Anne Enright. É talvez o livro que mais detestei ler e achei que foi um desperdício de tempo. Mas foi para uma cadeira da faculdade até tive que fazer um trabalho sobre ele, por isso que remédio tive eu...

Series You Started And Need To Finish (all books are out in series)

Há duas séries que até vergonha de dizer que ainda não acabei, porque só me falta ler um livro e até os tenho em casa... Falta-me ler o último livro da Trilogia Sevenwaters, da Juliet Marillier, bem como o último livro da saga Millenium, do Stieg Larsson. Fora estes, que só me faltam ler os últimos livros, tenho as seguintes sagas para terminar: Bridgertons, da Julia Quinn, As Crónicas de Gelo e Fogo, do George R. R. Martin, a série Matthew Shardlake, do C. J. Sansom, os dois últimos de As Brumas de Avalon, da Marion Zimmer Bradley e dois livros da série Robert Langdon, do Dan Brown, 

Three of your All-Time Favorite Books: 

Já toda a gente sabe que no topo do topo está... Jane Eyre. Por isso, vou escolher outros três livros, para não se tornar repetido. Sem ordem nenhuma em particular: The Lord of the Rings, de J. R. R. Tolkien, O Nome da Rosa, de Umberto Eco e Hamlet, de William Shakespeare. Acho pouco e, mesmo assim, fiz batota...

Unapologetic Fangirl For: 

Pelo género da Fantasia. Comecei a ler livros dentro deste género há relativamente pouco tempo, mas rapidamente se tornou num dos meus géneros favoritos. Ainda é considerado um género marginal no cânone literário, pouco estudado nas universidades, olhado de lado por muita gente, mas há verdadeiras obras-primas que eu passei a adorar. Não quero saber se me olham de esguelha, eu gosto de Fantasia!

Very Excited For This Release More Than All The Others: 

Assim de repente, o Winds of Winter, do George Martin. É certo que ainda me falta ler o Feast for Crows e o Dance With Dragons (os livros sétimo, oitavo, nono e décimo em português). Mas é uma saga tão entusiasmante que uma pessoa quer que os livros sejam publicados o mais rápido possível, para o sofrimento não durar tanto tempo.

Worst Bookish Habit

Hum... Pior hábito? Não sei se será um hábito, mas talvez comprar livros sem antes ter lido os que cá tenho. E isto aplica-se também aos ebooks que se vão acumulando no Kobo (já vou em mais de duzentos) para ler mais tarde. Quando? Não sei. Mas há de ser.

X Marks The Spot: Start at the top left of your shelf and pick the 27th book: 

O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Adoro!!

Your latest book purchase: 

Ganhei num passatempo: O Fiel Jardineiro, de John Le Carré. Mas comprado mesmo, Murder by the Book, de Susanna Gregory.

ZZZ-snatcher book (last book that kept you up WAY late):

O Wolf Hall da Hilary Mantel. Apesar de ser um livro que demorou algum tempo a ser lido, porque fiquei com a mente ocupada com outras coisas, era um livro em que eu pegava à noite e lia bastante, mantendo-me acordada até altas horas. Vá, se calhar não assim tão altas... tipo duas ou três da manhã.

E são estas as minhas respostas. Quem quiser responder a este questionário nos seus blogs, esteja à vontade, dando os devidos créditos aos blogs acima mencionados :)

20 de agosto de 2013

Top Ten Tuesday - Top 10 coisas que tornam a minha vida de leitora/blogger mais fácil/melhor

A internet. Ha! Agora fora de brincadeiras, acho que a internet está cheia de coisas boas que nos facilitam a vida enquanto leitores e bloggers e a minha lista consta, em grande parte, de várias ferramentas que se encontram online e que tornam a minha vida mais fácil, nestes campos. Aqui vai!

1. Goodreads - Como é que eu poderia viver sem Goodreads??? É lá que registo os livros que leio, quando os li, os que quero ler, as edições que tenho, os que estão emprestados, os livros que tenho em papel e os que estão em ebook, é onde crio estantes virtuais segundo géneros literários para me organizar melhor... É uma ferramenta essencial para mim porque é lá que mantenho um registo das minhas leituras e vou-me mantendo a par daquilo que os outros também lêem.

2. Blog - Ora, pois é claro! O blog ajuda-me imenso porque é onde mantenho o registo daquilo que leio, para além das minhas opiniões sobre cada livro. Além disso, foi através dele que conheci mais pessoas com os mesmos gostos que eu, através dele abri horizontes literários e por causa dele acabo por seguir outros blogs do mesmo género e ficar a par daquilo que se vai lendo, do que vai sendo publicado, etc.

3. Bookdepository - Este tornou a minha vida mais fácil e mais difícil também. Livros a um preço mais baixo, sem pagar portes... É uma desgraça! Tornou-se mais fácil adquirir livros em inglês, a um preço mais baixo do que são vendidos por cá e graças, e mais difícil de resistir a um livro que esteja com um preço muito convidativo.

4. Kobo - Depois de anos a rejeitar os ebooks e e-readers, já lá vai quase um ano que comprei o meu e não me arrependo nada! Graças ao Kobo consigo ler mais livros e gastar muito menos dinheiro do que se comprasse os livros em papel, até porque já não tenho espaço para pôr mais livros...

5. Feedly - Com o fim do Google Reader (paz à sua alma), aderi ao Feedly e é por lá que me vou mantendo actualizada sobre os conteúdos que se vão publicando sobre livros, nos sites e blogs que costumo visitar mais. Daqui tiro ideias, listas, artigos interessantes e alguns acabam por ir parar à rubrica mensal deste blog, "Outras Leituras".

6. Twitter/Facebook - É nas redes sociais que também vou sabendo das últimas novidades, de passatempos, promoções e é onde converso também sobre livros e outros assuntos ligados a eles.

7. Moleskine Book Journal - Esteve desactualizado durante muito tempo, mas estive a fazer arrumações, encontrei-o e actualizei-o. Assim, mantenho uma lista dos livros que já li, também em papel, para além do Goodreads.

8. Rebel Mouse - Há pouco tempo criei uma conta no Rebel Mouse que, basicamente, reúne tudo aquilo que partilho num espaço só, para depois não ter que ir procurar outra vez. Quer eu partilhe no Twitter, no Pinterest ou encontre um link e queira guardá-lo para ler mais tarde, no Rebel Mouse posso fazer isso porque fica lá registado e escuso de estar a puxar pela moleirinha "mas onde é que eu vi aquele artigo muito giro....?"

9. Só Ler Não Basta - Sim! Neste momento, é uma das coisas que mais gosto de fazer, enquanto blogger. Pegar num assunto no âmbito dos livros e discuti-lo com outras pessoas. Acho que cria outra dinâmica e acho importante pensar sobre aquilo que lemos. Já fizemos, inclusive, uma leitura conjunta que correu muito bem e foi muito giro ver a perspectiva de cada uma de nós sobre um mesmo livro.

10. Desafios - Acho que os desafios de leitura são sempre interessantes e obrigam-nos, às vezes, a sair da nossa área de conforto e a ler outros livros que, de outra maneira, não leríamos. Ou então obrigam-nos a ler livros que já estão a ganhar pó na estante mas que ainda não foram abertos... Acho que é sempre interessante enquanto blogger e leitora participar em coisas que me desafiem.

O Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal da autoria do blog The Broke and the Bookish.