Motherhood - Opinião

Título: Motherhood
Autor: Sheila Heti
Lido no Kobo
Sinopse:
"In Motherhood, Sheila Heti asks what is gained and what is lost when a woman becomes a mother, treating the most consequential decision of early adulthood with the candor, originality, and humor that have won Heti international acclaim and made How Should A Person Be? required reading for a generation.

In her late thirties, when her friends are asking when they will become mothers, the narrator of Heti’s intimate and urgent novel considers whether she will do so at all. In a narrative spanning several years, casting among the influence of her peers, partner, and her duties to her forbearers, she struggles to make a wise and moral choice. After seeking guidance from philosophy, her body, mysticism, and chance, she discovers her answer much closer to home.

Motherhood is a courageous, keenly felt, and starkly original novel that will surely spark lively conversations about womanhood, parenthood, and about how—and for whom—to live."

Opinião:

Este livro apresenta-nos uma personagem feminina, que não tem nome, mas que tem quase 40 anos, é escritora e não sabe se quer ter filhos. Inicialmente, embarcamos nesta viagem com ela, nas suas divagações sobre ter ou não ter filhos e o que isso pode, ou não, significar para ela e para qualquer mulher. Esta é uma viagem sobre o que significa ser mulher, mãe, artista, namorada, solteira, profissional, sobre as expectativas que a sociedade tem sobre nós, sobre nos encaixarmos ou não nos moldes, sobre todas as relações pessoais que temos ao longo da nossa vida, com pais, irmãos, amigos, colegas, namorados ou namoradas. É, no fundo, uma reflexão sobre as relações pessoais, nomeadamente as românticas, sobre a maternidade, o ser ou não ser mãe, e a importância da arte como força criadora.

Gostei deste livro porque me revi em algumas coisas. Penso que, a certa altura das nossas vidas, nos deparamos com algumas das questões que a autora coloca sobre o que significa a maternidade, sobre os seus sacrifícios, mas também sobre as suas alegrias e sobre as mulheres que não querem ter filhos. Gostei também da escrita crua e directa ao assunto, sem grandes floreados sobre o assunto, embora a parte final do livro me tenha chateado um pouco porque a autora foge ao que é o foco de todo o livro. No entanto, chegamos ao final e percebemos que a personagem sabia, desde o início e bem lá no fundo, qual era a resposta à pergunta inicial. E penso que isto acontece com toda a gente e com todos os assuntos: por mais que divaguemos, por mais que procuremos opiniões e respostas noutros sítios e com outras pessoas, sabemos sempre o que queremos, se procurarmos bem dentro de nós. E não ter filhos é tão legítimo como ter, e todas as dúvidas e medos são legítimos, mesmo quando se quer ter filhos e se todos fôssemos mais compassivos e tolerantes uns com os outros, o mundo e as pessoas seriam muito melhores.

Em suma, gostei deste livro pelas perguntas pertinentes que coloca e recomendo a sua leitura a quem não tem filhos, não quer ter filhos, ou ainda está a pensar se quer ou não.

4/6 - Bom

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