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    Título: Marbles: Mania, Depression, Michelangelo and Me
    Autor: Ellen Forney
    Editora: Gotham Books
    Páginas: 248
    Sinopse:
    "Shortly before her thirtieth birthday, Forney was diagnosed with bipolar disorder. Flagrantly manic and terrified that medications would cause her to lose creativity, she began a years-long struggle to find mental stability while retaining her passions and creativity.

    Searching to make sense of the popular concept of the crazy artist, she finds inspiration from the lives and work of other artists and writers who suffered from mood disorders, including Vincent van Gogh, Georgia O’Keeffe, William Styron, and Sylvia Plath. She also researches the clinical aspects of bipolar disorder, including the strengths and limitations of various treatments and medications, and what studies tell us about the conundrum of attempting to “cure” an otherwise brilliant mind.

    Darkly funny and intensely personal, Forney’s memoir provides a visceral glimpse into the effects of a mood disorder on an artist’s work, as she shares her own story through bold black-and-white images and evocative prose."


    Opinião:

    Assim que vi este livro numa remessa de livros encomendados para o centro de investigação onde trabalho, sabia que tinha de o trazer comigo para ler. Depois de ter adorado Persépolis, quis muito ler esta autobiografia, também no mesmo formato, uma vez que a autora é uma ilustradora americana que tem transtorno bipolar. Este livro lida, precisamente, com o momento desse diagnóstico e de como a autora tentou fazer sentido de tudo o que se passava na sua cabeça. 

    Para além de uma viagem através dos altos e baixos da doença bipolar, que são aqui tão bem ilustrados e descritos, gostei em particular de uma questão que ela aborda: a ligação entre a criatividade e as doenças mentais. Ela aborda o estereótipo do artista "louco", que só consegue criar obras-primas porque sofre de alguma doença mental. Por isso, ela própria questiona-se se, ao fazer terapia e tomar medicação para estabilizar, a sua criatividade a deixará, aspecto com o qual a autora se debate bastante ao longo dos anos. 

    É muito interessante, porque percebe-se que, para além da sua experiência pessoal com a doença, Forney vai partilhando também as várias pesquisas que foi fazendo ao longo da vida para perceber melhor a doença e para se conhecer melhor a si própria. Assim, temos informação que é veiculada apoiada em estudos científicos comprovados, com fontes seguras, o que acaba por complementar  e equilibrar muito bem a sua narrativa pessoal.

    Gostei muito deste livro e acho que devia haver mais livros que falem de forma aberta, sem tabus, mas de forma séria, a partir da experiência pessoal, de como é viver com algum tipo de doença mental. Faz-nos falta livros destes para acabar com o estigma, com os estereótipos errados sobre estas questões, para nos ensinar sobre a empatia e a tolerância com o outro, porque não sabemos, literalmente, o que vai na cabeça de cada um. Recomendo!

    5/6 - Muito Bom
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