17 de maio de 2010

Cogito Ergo Sum - Opinião

Título: Cogito Ergo Sum - Quarenta Histórias da Vida Para Além da Morte
Autor: David Eagleman
Editora: Editorial Presença
Colecção: Lado B, nº8
ISBN: 978-972-23-4334-3
Páginas: 108
Data de Lançamento: 18 de Maio
Sinopse (da contracapa):
"Este é um livro para que não existe termo de comparação. À medida que vai lendo estes quarenta contos, tão breves como vinhetas, que ressumam humor e ironia na mesma medida da sua originalidade e desafiadora subtileza, torna-se claro que cada versão da vida depois da morte exclui todas as outras, e qualquer coisa de mais vasto emerge deste mosaico.
Deus pode ser um micróbio, uma mulher, um casal, ou mesmo uma série de criadores que nos inventaram para propósitos experimentais. Por um lado nós, humanos, poderemos encontrar-nos num mundo em que apenas existem pessoas que conhecemos, ou então ter de conviver embaraçosamente com uma multiplicidade de "eus" que fomos sendo ao longo da vida, ou ainda personagens secundárias dos nossos próprios sonhos, ou recriadas a partir dos registos dos nossos cartões de crédito. Foi a maneira que o autor encontrou de nos dizer que todas as possibilidades estão em aberto, sendo inútil apegarmo-nos às versões consagradas pelos diferentes credos religiosos.
David Eagleman é um neurocientista e defende que a prática científica exige precisamente uma atitude perante a criação que permite manter uma mente aberta a todas as possibilidades."

Opinião:

Neste livro temos presentes 40 contos que serão, à partida, testemunhos da vida para além da morte. Assunto discutido por todos, o mistério da existência para além da morte tem causado fascínio nas pessoas já há séculos.

Assim, em cada conto, encontramos uma perspectiva diferente sobre como é essa experiência. Desde ter Mary Shelley num trono, a Deus ser uma bactéria, passando por uma sala onde vemos numa televisão a vida que continua na Terra e acabando no facto de que Deus pode nem sequer existir, ou ser mulher, somos levados aos testemunhos mais díspares sobre a vida após a morte.

Fruto de grande imaginação, penso que este livro reflecte isso mesmo: o que está para além da morte é-nos totalmente desconhecido. E, como tal, podemos e somos capazes de imaginar o que quisermos, de contar as histórias que achamos mais pertinentes e mais audazes. Este é um facto que, provavelmente, continuará a ser uma incógnita até que chegue o nosso momento também. E, quando lá chegarmos, não teremos oportunidade de comunicar aos que cá estão como é do outro lado. Se existir outro lado.

Com bastante humor, audácia e criatividade, a leitura deste livro torna-se bastante fácil, relaxante e, sem querer, põe-nos a pensar sobre a nossa própria existência, sobre o facto de querermos tanto saber o que há para lá do que conhecemos e se, com as experiências que lemos nos contos, vale assim tanto a pena almejarmos por esse momento ou se devemos desfrutar de tudo aquilo a que temos acesso agora.

4/6 - Bom

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