30 de março de 2020

Radar Literário

Este mês de Março foi muito estranho, acho que podemos todos concordar. O isolamento social, a quarentena, as notícias sobre o corona vírus, o teletrabalho, as aulas online... Foi um mês atípico, mas também foi um mês em que pudemos concentrar-nos melhor nas leituras. No meu caso, foi o que senti, consegui ganhar um maior ritmo de leituras. Por isso, e como recomendações nunca são demais, ficam aqui os livros que adicionei à minha lista durante este mês.


Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar
The Clockmaker's Daughter, de Kate Morton
The Five: the untold lives of the women killed by Jack the Ripper, de Hallie Rubenhold


Long Bright River, de Liz Moore
On Earth We're Briefly Gorgeous, de Ocean Vuong
Queenie, de Candice Carty-Williams

26 de março de 2020

Marbles: Mania, Depression, Michelangelo and Me - Opinião

TítuloMarbles: Mania, Depression, Michelangelo and Me
Autor: Ellen Forney
Editora: Gotham Books
Páginas: 248
Sinopse:
"Shortly before her thirtieth birthday, Forney was diagnosed with bipolar disorder. Flagrantly manic and terrified that medications would cause her to lose creativity, she began a years-long struggle to find mental stability while retaining her passions and creativity.

Searching to make sense of the popular concept of the crazy artist, she finds inspiration from the lives and work of other artists and writers who suffered from mood disorders, including Vincent van Gogh, Georgia O’Keeffe, William Styron, and Sylvia Plath. She also researches the clinical aspects of bipolar disorder, including the strengths and limitations of various treatments and medications, and what studies tell us about the conundrum of attempting to “cure” an otherwise brilliant mind.


Darkly funny and intensely personal, Forney’s memoir provides a visceral glimpse into the effects of a mood disorder on an artist’s work, as she shares her own story through bold black-and-white images and evocative prose."


Opinião:

Assim que vi este livro numa remessa de livros encomendados para o centro de investigação onde trabalho, sabia que tinha de o trazer comigo para ler. Depois de ter adorado Persépolis, quis muito ler esta autobiografia, também no mesmo formato, uma vez que a autora é uma ilustradora americana que tem transtorno bipolar. Este livro lida, precisamente, com o momento desse diagnóstico e de como a autora tentou fazer sentido de tudo o que se passava na sua cabeça. 

Para além de uma viagem através dos altos e baixos da doença bipolar, que são aqui tão bem ilustrados e descritos, gostei em particular de uma questão que ela aborda: a ligação entre a criatividade e as doenças mentais. Ela aborda o estereótipo do artista "louco", que só consegue criar obras-primas porque sofre de alguma doença mental. Por isso, ela própria questiona-se se, ao fazer terapia e tomar medicação para estabilizar, a sua criatividade a deixará, aspecto com o qual a autora se debate bastante ao longo dos anos. 

É muito interessante, porque percebe-se que, para além da sua experiência pessoal com a doença, Forney vai partilhando também as várias pesquisas que foi fazendo ao longo da vida para perceber melhor a doença e para se conhecer melhor a si própria. Assim, temos informação que é veiculada apoiada em estudos científicos comprovados, com fontes seguras, o que acaba por complementar  e equilibrar muito bem a sua narrativa pessoal.

Gostei muito deste livro e acho que devia haver mais livros que falem de forma aberta, sem tabus, mas de forma séria, a partir da experiência pessoal, de como é viver com algum tipo de doença mental. Faz-nos falta livros destes para acabar com o estigma, com os estereótipos errados sobre estas questões, para nos ensinar sobre a empatia e a tolerância com o outro, porque não sabemos, literalmente, o que vai na cabeça de cada um. Recomendo!

5/6 - Muito Bom

23 de março de 2020

O Luto de Elias Gro - Opinião

Título: O Luto de Elias Gro (Trilogia dos Lugares Sem Nome #1)
Autor: João Tordo
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 323
Sinopse:
"Numa pequena ilha perdida no Atlântico, um homem procura a solidão e o esquecimento, mas acaba por encontrar muito mais.
A ilha alberga criaturas singulares: um padre sonhador, de nome Elias Gro; uma menina de onze anos perita em anatomia; Alma, uma senhora com um coração maior do que a ilha; Norbert, um velho louco que tem por hábito vaguear na noite; e o fantasma de um escritor, cuja casa foi engolida pelo mar.
O narrador, lacerado pelo passado, luta com os seus demónios no local que escolheu para se isolar: um farol abandonado, à mercê dos caprichos da natureza – e dos outros habitantes da ilha. Com o vagar com que mudam as estações, o homem vai, passo a passo, emergindo do seu esconderijo, fazendo o seu luto, e descobrindo, numa travessia de alegria e dor, a medida certa do amor.
O luto de Elias Gro é o romance mais atmosférico e intimista de João Tordo, um mergulho na alma humana, no que ela tem de mais obscuro e luminoso."

Opinião:

Este livro não é fácil. Não é uma leitura leve, com personagens com as quais nos identificamos rapidamente, com uma narrativa óbvia e simples. É um livro sinuoso e melancólico, cuja leitura, por vezes, é tirada a ferros, uma vez que lida com algumas das temáticas mais complicadas da vida: a perda, a solidão e o desamor. O livro é sobre as personagens e é sobre nós. É sobre a natureza humana num exercício de escrita poética, intricada, dura e, por vezes, sombria, com significados muito para além das palavras escritas. É sobre o que está nas profundezas de cada um de nós, do que deixamos vir à tona e do que queremos enterrar. Tem passagens belíssimas que anotei para que nunca me esqueça delas, que são de uma verdade atroz e que ressoam nas experiências que já tivemos. Tem referências literárias e artísticas que conferem uma maior densidade de significados às considerações de ordem mais existencial e filosófica e que são tão bem colocadas, nesses momentos.


É o primeiro livro que leio do João Tordo e fiquei abismada, confesso. Foi um livro que me custou a ler, especialmente porque comecei a sua leitura na fase final da revisão e correcção da minha tese, e penso que, por isso, demorei mais tempo. Porque este livro merece ser lido quando conseguimos dar-lhe a devida atenção: para apreciarmos a escrita de Tordo, para interiorizarmos as suas mensagens, para pensarmos sobre as várias temáticas que se afloram. Este é um daqueles livros em que sinto que as minhas palavras vão ficar sempre àquem daquilo que sinto em relação a esta obra. Gostei mesmo muito deste livro e quero muito explorar mais obras do autor.

5/6 - Muito Bom

20 de março de 2020

Ler em tempo de quarentena



Dadas as circunstâncias actuais que vivemos por causa do vírus COVID-19, muitos de nós estamos a trabalhar a partir de casa. E enquanto não faltam por aí artigos sobre coisas a fazer durante estes tempos mais complicados, para manter a sanidade mental, nós livrólicos aproveitamos para atacar de forma mais cerrada, certo? 

No meu caso, a coisa toma outros contornos por dois factores: 1) já não tenho a minha tese para me preocupar porque já a acabei (woohoo!!), e 2) o meu contracto enquanto bolseira termina no final do mês e, em Abril, com vírus ou sem vírus, estarei desempregada. Com todas estas questões vai ser mais complicado arranjar emprego, em especial se tivermos de ficar por casa durante mais tempo para além dos 15 dias (o que eu acredito que vai acontecer), por isso tenho de me distrair com quê?... LIVROS! A verdade é que a leitura distrai-me, não só, dos acontecimentos actuais, como me ajuda a manter a sanidade mental e a não entrar em loops negativos e derrotistas em relação ao futuro. Por isso, há que usar da melhor forma o tempo que temos, da forma que temos, e isso significa que, provavelmente, as minhas leituras vão bombar!

E a propósito de tudo isto e de mais uns botões, venho partilhar convosco várias iniciativas com as quais me deparei e que vos podem ajudar a aumentar não só o vosso ritmo de leitura, mas também a motivação para ler, agora que passam mais tempo em casa.


MARATONAS LITERÁRIAS

A Cláudia Olivera, do A Mulher que Ama Livros está a organizar a maratona literária "Lemos Juntos" para este tempo de quarentena, e que tem como objectivo incentivar a leitura como forma de desligarmos um pouco do que está a acontecer e aliviar a nossa cabeça. Começou no dia 18 de Março e vai até 12 de Abril. Podem encontrar mais pormenores no vídeo que ela fez sobre isso e podem participar no Instagram através da tag #LemosJuntos.

E por falar em maratonas literárias, temos a 24 in 48 Read-a-Thon, que irá decorrer desde a meia noite de dia 21 até à meia noite de dia 22 de Março. O objectivo é ler o mais que consigam, claro, preferencialmente 24 horas num espaço de 48h e podem ir acompanhando as várias actualizações na comunidade bibliófila do Instagram, através da tag #StayHome24in48. 


SUGESTÕES DE LIVROS

"Lá me vem esta com sugestões de livros, quando tenho tantos livros ali na estante para ler..."
Pois, como se vocês não quisessem saber!

Sugestões são mais que muitas, mas algumas saltaram-me mais à vista do que outras e, por isso, partilho-as convosco. 

Primeiro, temos uma lista feita pelo The Guardian, que reuniu vários títulos que podem servir tanto para escaparmos à nossa realidade, como para fazer uma reflexão maior da nossa parte sobre os tempos em que vivemos. Nela encontramos obras cujas temáticas se relacionam com pandemias, isolamento, sociedades distópicas, ou solidão.

Depois, como disse várias vezes nos episódios do Só Ler Não Basta (saudades!), eu sou praticamente uma sucursal do BookRiot em Portugal e, por isso, não podia deixar de partilhar uma lista de 9 livros sobre confinamento em espaços fechados, em que as personagens se vêm, precisamente, a braços com essa situação.

Em português, apanhei uma lista com 19 livros compilados através de um inquérito feito no Instagram do site Delas, com sugestões de vários géneros que também podem aproveitar.

E já chega, não? Eu vou aproveitar para pôr as minhas leituras em dia e, quem sabe, participar em alguns desafios. E vocês? O que me contam?

24 de fevereiro de 2020

Radar Literário

Com este mês de Fevereiro a acabar, venho trazer-vos os livros que vieram parar à minha infinita TBR. Este mês não foi muito famoso, uma vez que estou a aproveitar todo o tempo que tenho livre para me dedicar à fase final de correcção da tese, por isso não tenho andado muito atenta nem produtiva por aqui. No entanto, houve quatro livros que me chamaram a atenção e um deles, o primeiro da lista, já o trouxe, inclusivamente, da faculdade. Gostei tanto do Persépolis que achei muito curioso encontrar outra autobiografia neste formato.


Marbles: Mania, Depression, Michelangelo, and Me, de Ellen Forney
War in Heaven, de Charles Williams
The Revisioners, de Margaret Wilkerson Sexton
The Library of the Unwritten, de A. J. Hackswith

10 de fevereiro de 2020

Segredos Obscuros - Opinião

Título: Segredos Obscuros
Autor: Hjorth e Rosenfeldt
Editora: Suma de Letras
Páginas: 439
Sinopse:
"Sebastian Bergman é um homem à deriva.
Psicólogo de formação, trabalhava como profiler para a polícia e era um dos grandes especialistas do país em serial killers. Perdeu tudo quando o tsunami no continente indiano lhe levou a mulher e a filha.
Tudo muda com uma chamada para a polícia.
Um rapaz de dezasseis anos, Roger Eriksson, desapareceu na cidade de Västerås. Organiza-se uma busca e um grupo de jovens escuteiros faz uma descoberta macabra no meio de um pântano: Roger está morto e falta-lhe o coração.
É o momento de Sebastian se confrontar com um mundo que conhece demasiado bem.
O Departamento de Investigação Criminal pede ajuda a Sebastian. Os modos bruscos e revoltados de Sebastian não impedem a investigação de avançar. E as descobertas sobre a escola que Roger frequentava são aterradoras."

Opinião:

Há bastante tempo que não enveredava pela literatura policial, mas que bem me fez este livro! Já tinha saudades deste género e nem sabia até ter acabado esta leitura. O suspense, a leitura compulsiva, o crime, a dinâmica das personagens, acho que este tipo de livros ajudam bastante a quem está num reading slump, ou que queira uma leitura mais rápida. Porque se um livro destes estiver bem escrito e a narrativa não deixar pontas soltas, é devorado bem depressa. E é o que acontece com este livro, que foi a minha estreia com os autores suecos Hjorth e Rosenfeldt.

Neste livro seguimos a narrativa à volta de um crime: um rapaz de 16 anos, Roger Eriksson, é encontrado morto naquilo que parece um crime ritual, uma vez que lhe falta o coração. Este é o epicentro da história a partir do qual irradiam todas as outras: as dinâmicas pessoais entre todos os que compõe o corpo policial que investiga o crime; as várias descobertas que se vão fazendo em relação ao próprio crime e, principalmente, a vida de Sebastian Bergman. 

Bergman foi um psicólogo forense, brilhante na sua área, mas que carrega consigo o peso da perda da família e, por isso, desde aí, anda à deriva. À deriva nas relações pessoais, envolvendo-se apenas em casos de uma noite, mantendo-se afastado dos pais, dos antigos colegas e amigos; e à deriva na sua profissão, encontrando uma pequena janela aberta através deste crime, em que volta a trabalhar na sua área. Sebastian é um homem charmoso, inteligente, profundo conhecedor da natureza humana, sarcástico e provocador, de feitio difícil, pondo sempre à prova a paciência de quem entra em contacto com ele.

Para além de ficarmos a conhecer Sebastian, seguimos os progressos e os recuos que são feitos na resolução deste crime, que nos apresenta outro leque de personagens de quem gostei bastante: Torkel, Ursula, Vanja e Billy estão a cargo desta investigação criminal e têm histórias pessoais bastante interessantes também. 

Gostei bastante do livro pelas personagens que nos apresenta, principalmente Sebastian, que, apesar de todos os seus defeitos e feitio complicado, revela a fragilidade do ser humano que pode ser demonstrada através da frieza e das barreiras que construímos à nossa volta para não nos voltarmos a magoar. Para além de Bergman, achei interessante a narrativa criminal, embora em momentos tenha sentido que era secundária, complementando o desenvolvimento das personagens. 

No entanto, o livro é daqueles que se começa a ler e não se consegue parar. O final do livro tem uma revelação bombástica, da qual não estava nada à espera, e que me deixou muita curiosidade para continuar a ler os restantes livros.

5/6 - Muito Bom

(Esta leitura conta para o desafio Mount TBR Reading Challenge 2020)

3 de fevereiro de 2020

A minha agenda literária

Olá a todos! Hoje venho mostrar-vos uma agenda que comprei em Dezembro e que é desenhada e  feita para um propósito apenas: a nossa vida de leitores. Esta agenda é a Bookworm Planner e podem comprá-la através da Etsy, no perfil PeanutButter Taco. Por isso resolvi tirar umas fotos e vim mostrar-vos o que nos reserva esta agenda.


Esta é a agenda propriamente dita e ela tem duas versões: a mensal e a semanal. A diferença entre ambas é que a semanal tem "spreads" semanais, enquanto a mensal não tem. Como ia usar esta agenda apenas para registar leituras, desafios, maratonas, etc, achei que não ia necessitar da vista semanal e, por isso, comprei a mensal. Estava certa, de facto não preciso de uma vista semanal.


Esta são as duas primeiras páginas da agenda. São duas estantes de livros que podemos ir colorindo e onde registamos as nossas leituras durante o ano. Como eu sei que não vou ler esta quantidade toda de livros, decidi dedicar cada estante a um género literário diferente. Assim, conforme for lendo dentro de cada género, vou colocando aí o título do livro. Depois seguem-se quatro páginas em branco, pontilhadas que podem preencher com aquilo que quiserem. Seja desafios, wishlist, lista de livros para lerem este ano... É mesmo à vossa escolha!


Depois temos estas duas páginas. A primeira onde podemos anotar os principais lançamentos de livros deste ano e a outra página para colocarmos os nossos objectivos para este ano.


Aqui já começam os "spreads" mensais. Este é o dedicado a Janeiro, mas todos os meses têm cores e mensagens diferentes. Na página da esquerda, no meu caso, anotei os livros que queria mesmo ler em Janeiro e a data da Bout of Books. Mas podem sempre personalizar tudo à vossa medida, de acordo com as vossas vontades e necessidades.


Aqui temos a vista mensal que tem de ser preenchida por vocês com os dias. Aqui anoto a data em que começo e acabo a leitura de um livro, agendo os posts e, no caso deste mês de Janeiro, anotei também a data da Bout of Books.


Depois têm duas páginas pontilhadas e uma de balanço do mês. Numa das páginas pontilhadas fui fazendo um gráfico de páginas lidas durante o mês, então tenho um gráfico com colunas, com os vários dias e o número de páginas que li em cada dia. É interessante ver estas estatísticas ao fim do mês. Na outra página vou anotando os livros que tenho debaixo de olho, que me chamaram a atenção. Na folha de balanço, têm uma estante onde podem colocar os títulos dos livros que leram durante o mês e, por baixo, na tabela colocam os livros que compraram nesse mês. Estes spreads repetem-se em todos os meses.


A meio do ano, no fim do mês de Junho, têm duas páginas de balanço dos primeiros seis meses do ano, onde podem reajustar os vossos objectivos, colocarem novos, registar os livros lidos até então, os que mais gostaram e os que não gostaram tanto, o número de páginas lidas, etc.


No fim da agenda, depois do ano acabar, têm estas duas páginas de balanço do ano inteiro. Objectivos que cumpriram, ou não, e depois onde podem colocar os melhores do ano de acordo com as categorias ali mencionadas.


Nesta página podem colocar aqueles livros que não acabaram e os melhores do vosso ano, com a pilha ali do lado direito.


Aqui podem colocar os livros que saíram para o cinema ou para televisão que foram adaptados a partir de obras literárias, ou podem fazer deste spread uma lista de filmes ou séries inspiradas em livros que querem ler. Podem sempre adaptar conforme aquilo que vos faça mais sentido.


Não podiam faltar as páginas dedicadas às citações. São seis páginas, no total, por isso têm muito espaço para colocarem aquelas citações que vos ficaram na cabeça e que não querem esquecer.


Por fim, as páginas das reviews! É preciso capacidade de síntese aqui, uma vez que são apenas mini reviews, mas serve para registarem o que acharam do livro. Fica para memória futura. São várias as páginas, mas se não chegarem, ainda têm umas quantas páginas em branco, pontilhadas, onde podem colocar mais reviews ou outras coisas que vos façam sentido.

Gostaram? Eu estou a adorar utilizar esta agenda e acabo por tirar alguma inspiração também de contas do instagram que utilizam agendas deste tipo ou até esta agenda. Para além do Bullet Journal para tudo o que envolva o meu quotidiano, utilizo esta agenda como suplemento e dedicada só aos livros. Até agora entendo-me bem com este sistema e estou a gostar muito.

Contem-me: também têm agendas literárias? Gostam?