5 de dezembro de 2016

An Unattractive Vampire - Opinião

Título: An Unattractive Vampire
Autor: Jim McDoniel
Lido no Kobo
Sinopse:
"Jim McDoniel's debut novel, An Unattractive Vampire, is a darkly comic urban fantasy of ancient horrors in suburban cities. After three centuries trapped underground, thousand-year-old Yulric Bile, also known as The Cursed One, The Devil's Apprentice, He Who Worships the Slumbering Horrors, awakens only to find that no one believes he is a vampire. Apparently he's just too ugly. Modern vampires, he soon discovers, are pretty, weak, and, most disturbing of all, good. Determined to reestablish his bloodstained reign, Yulric sets out to correct this disgusting turn of events or, at the very least, murder the person responsible. 

With the help of part vampire-wannabe Amanda; Simon, the eight-year-old reincarnation of his greatest foe; and a cadre of ancient and ugly horrors, Yulric prepares to battle the glamorous undead. But who will win the right to determine, once and for all, what it truly means to be a vampire?"

Opinião:

Deparei-me com este livro por acaso, à procura de outra coisa qualquer, e vi que estava recomendado pelo pessoal do Sword & Laser, uma comunidade de leitores de ficção científica e fantasia que começou com a Victoria Belmont e o Tom Merritt.

A premissa deste livro é muito simples e pareceu-me bastante divertida, algo que acabei por confirmar: depois de um sono de 300 anos, o vampiro Yulric Bile acorda em pleno século XXI e vê-se confrontado, não só, com as mudanças a nível cultural e avanços tecnológicos, mas também com a forma como os vampiros são vistos hoje em dia. Já não estamos na época em que os vampiros são seres horríves e temidos, cruéis e feios. Os vampiros, agora, são seres extremamente belos, protagonistas de séries de televisão, tanto são vilões como os heróis das histórias, em nada se parecendo com o tipo de vampiro que Yulric é. Yulric, aliás, difere tanto da estética dos vampiros actuais, que ninguém acredita que ele é um vampiro. Neste livro seguimos Yulric e a sua demanda em repôr a fama original dos vampiros, que tanto deu trabalho a construir, na companhia de dois mortais: Amanda e o seu irmão de oito anos, Simon.

Achei este livro bastante engraçado, precisamente pelas diferenças entre Yulric e os "novos" vampiros, que provoca quase um choque cultural entre ambos os grupos. O livro está cheio de tiradas de humor negro e de situações peculiares que mostram as diferenças entre um vampiro "original" e a forma como são vistos actualmente. São as observações de Yulric em relação a essas diferenças que torna o livro recheado de humor negro. Também é interessante ver as relações que se criam entre os fãs e as suas séries favoritas, e a importância que assumem nas vidas das pessoas. 

Gostei bastante das personagens principais, Yulric, Amanda e Simon. Yulric é um vampiro que olha para tudo com um ar de novidade, desde a televisão, aos carros, à iluminação das cidades e à música. É muito engraçado ver as suas reacções a tudo aquilo que o rodeia e perceber de que forma isso choca com as suas ideias de como o mundo deveria ser. Amanda é uma jovem fascinada pelo mundo vampírico, fã da série que é central para o livro, The Phantom Vampire Mysteries, mas que se vê confrontada com a presença deste ser estranho que lhe parece tudo menos um vampiro. Ao mesmo tempo que o intriga, ela quer livrar-se dele, e a interacção entre ambos é muito gira. Também Simon, de oito anos, é um miúdo peculiar, muito adulto e maduro para a sua idade, que prefere ficar em casa a ler e a estudar, do que ir brincar para a rua e fazer amigos. É uma personagem bastante importante na história, para além de outras personagens menores, mas muito divertidas. 

De forma geral gostei do livro pelo facto de dar um novo "twist" a uma história sobre vampiros. Numa época em que assistimos a este fascínio renovado pela figura do vampiro, que é algo diferente das histórias originais, é como se tivéssemos um vislumbre, na primeira pessoa, sobre o que esses vampiros dissessem se vissem no que é que se tornaram e na nova fama que têm. O leque de personagens é muito curioso, proporcionam alguns momentos divertidos e é um livro fácil de se ler e que entretém bastante. Acho que quem gosta de histórias de vampiros, das antigas e das contemporâneas, irá gostar desta versão também.

4/6 - Bom

2 de dezembro de 2016

Friday Face-Off


Olá a todos! Aqui estamos para mais um Friday Face-Off, uma rubrica semanal da autoria do blog Books by Proxy, e que se destina a comparar capas de livros.
Para esta semana lembrei-me de um dos meus livros favoritos: O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas. É um clássico da literatura, é um calhamaço, mas é um livro muito bom. Capas de livros para esta obra é o que não falta! Mas vamos às que encontrei e que gostei mais.

Capa da britânica Penguin (2003)


Capa da britânica Wordsworth (1998)


Capa brasileira da Clássicos Zahar (2012)


Capa portuguesa da Europa-América (2002)


Capa da espanhola Mondadori (2011)


Capa da italiana Biblioteca Univ. Rizzoli (2004)


25 de novembro de 2016

Friday Face-Off


Olá a todos! Depois de duas semanas ausente por causa de afazeres académicos, volto a trazer-vos o Friday Face-Off, uma rubrica da autoria do blog Books by Proxy, onde se compara capas de livros. Para hoje decidi trazer-vos algumas das capas do livro Gardens of the Moon, de Steven Erikson, o primeiro livro da saga Malazan Book of the Fallen que eu pretendo ler, eventualmente, algures no tempo... Aproveito para dizer, ainda, que a Saída de Emergência já começou a publicar esta saga por cá também.

Edição portuguesa da Saída de Emergência (2016)


Edição britânica da Transworld Publisher (2009)


Edição americana da Tor Books (1999)


Edição alemã da Blanvalet (2012)


Edição francesa da Calmann-Lévy (2007)


Edição polaca da MAG (2000)



Confesso que gosto bastante da capa da edição portuguesa e da edição britânica.

10 de novembro de 2016

Brandon Sanderson em Portugal


Tenho a certeza que muitos de vocês souberam da vinda de Brandon Sanderson a Portugal e talvez alguns de vocês que estão a ler isto estiveram no evento organizado pela editora Saída de Emergência que trouxe ao nosso país este escritor de fantasia. Tudo ocorreu na segunda-feira, dia 7 de Novembro, na FNAC do Colombo, ao fim da tarde, e, para ser franca, não pensei que estivesse tão cheio como estava. O local estava bastante bem composto com muitos fãs do Brandon, a maior parte dele conhecedor das suas obras e dos mundos criados para além da trilogia Mistborn, que está publicada em português pela SdE. 

Depois de uma pequena apresentação do autor seguiu-se a sessão de perguntas e respostas, onde o público podia colocar questões ao autor. Tudo correu lindamente, numa conversa bem humorada, com questões interessantes e oportunas, que revelavam bastante conhecimento por parte do público das obras de Brandon. Ficámos a saber mais sobre o seu processo criativo, de onde vêm algumas das suas ideias, planos futuros em relação aos seus livros, recomendações literárias, e muitas outras coisas interessantes sobre a sua obra. Brandon Sanderson estava bem disposto, feliz de estar com os seus fãs, e deixou a impressão que é alguém como todos os que estavam presentes: um geek. Adorei aqueles momentos, foi muito interessante e divertido estar naquela sessão, ao que se seguiu, ainda, os autógrafos e fotografias da praxe. O autor foi muito simpático, atencioso e notava-se mesmo que adora o que faz e adora estar com os fãs.


Fica aqui a nota de agradecimento à Saída de Emergência por organizar este tipo de eventos, trazendo autores de fantasia aqui a este nosso cantinho à beira-mar plantado, e fica o desejo de que aconteçam mais encontros destes, futuramente.

8 de novembro de 2016

Top Ten Tuesday - 10 livros que adicionei recentemente à minha lista


Olá a todos!

O Top Ten Tuesday desta semana é dedicado aos livros que adicionei mais recentemente à minha lista de livros para ler. Essa é uma lista que está sempre a aumentar, não pára de crescer e acho que nunca irá parar. Há sempre novidades que queremos ler, livros que já foram publicados há anos e que só os descobrimos agora, clássicos intemporais da literatura que queremos ler um dia... Este é um dos dramas de leitores e bibliófilos. Mas vamos ao que interessa: os últimos 10 livros que adicionei à minha lista.


Dark Matter, de Blake Crouch
Dark Days: A Memoir, de Randall Blythe
Eaters of the Dead, de Michael Crichton
Gentlemen and Players, de Joanne Harris
The Circle, de Dave Eggers


Hag-Seed, de Margaret Atwood
Os Vampiros, de Filipe Melo
The Darkness that Comes Before, de R. Scott Bakker
Beyond Redemption, de Michael Fletcher
The Builders, de Daniel Polansky

(O Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal da autoria do blog The Broke and the Bookish)

6 de novembro de 2016

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children - Opinião

TítuloMiss Peregrine's Home for Peculiar Children (#1)
Autor: Ransom Riggs
Editora: Quirk Books
Páginas: 382
Sinopse:
"A mysterious island. An abandoned orphanage. A strange collection of curious photographs. It all waits to be discovered in Miss Peregrine's Home for Peculiar Children, an unforgettable novel that mixes fiction and photography in a thrilling reading experience. As our story opens, a horrific family tragedy sets sixteen-year-old Jacob journeying to a remote island off the coast of Wales, where he discovers the crumbling ruins of Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children. As Jacob explores its bedrooms and hallways, it becomes clear that Miss Peregrine's children were more than just peculiar. They may have been dangerous. They may have been quarantined on a deserted island for good reason. And somehow—impossible though it seems—they may still be alive."

Opinião:

Andava há imenso tempo para ler este livro. Sempre que passava por ele nas livrariras tinha curiosidade de o ler, por causa da junção entre a parte escrita e a parte gráfica, uma vez que o livro contém várias fotografias antigas que, de alguma forma, ajudam a ilustrar as personagens e algumas situações dentro da história. Este foi um dos factores que me agarraram ao livro. Todas as fotografias são antigas e peculiares, ligando-se à história daquelas personagens muito bem, ajudando o leitor a imaginá-las. 

Quanto à história em si, a personagem principal é Jacob, um rapaz que cresce com as histórias fantásticas do avô sobre uma ilha onde o sol brilha sempre e onde tudo é pacífico e perfeito, de crianças com estranhas habilidades, de monstros que espreitam e que são perigosos, e que cabe a ele matá-los. Mas Jacob cresce, deixa essas histórias para trás e aos 16 anos a sua vida muda. Nesse contexto, Jacob descobre a casa da Senhora Peregrine e das suas crianças, todas peculiares, cada uma com um talento diferente e uma personalidade que parece aderir perfeitamente. A partir daqui, assistimos às aventuras de Jacob e ao seu deslumbramento com aquele mundo que ele julgava ser, somente, fruto da imaginação do seu avô.

Este livro tem um tom marcadamente infanto-juvenil, mas isso não me incomodou, de todo. Penso que a história está bem contada e lê-se muito bem. Dei por mim a virar as páginas muito depressa, apesar de ter demorado quase um mês a lê-lo (digo isto quase sempre, mas é verdade. Demoro mais tempo porque há dias em que, simplesmente, não tenho cabeça para ler, e as leituras vão-se arrastando). Algumas partes são previsíveis, mas penso que o são para aqueles que já têm algum historial enquanto leitores. Penso que para uma criança ou jovem irá funcionar muito bem. Há mistérios, criaturas estranhas, uma panóplia de crianças com poderes especiais, a Senhora Peregrine que toma conta de todas e que mantém aquele mundo, ela própria peculiar, há perigos que espreitam e que têm de ser combatidos, e há Jacob, um adolescente que acaba por se descobrir a si próprio e fazer sentido da sua vida.

Este é só o primeiro livro de uma trilogia e o fim do livro é aberto. Não há uma conclusão, quem quiser saber como vai acabar toda aquela saga, terá que ler os seguintes. O fim deixou-me sentimentos mistos. Já li várias sagas e trilogias e, apesar de apontarem quase sempre para o livro seguinte, deixando pontas soltas e coisas por resolver, este deixa mais do que isso. Parece que acaba a meio de algo e que, para saber o resto, temos que pegar no livro seguinte. Deixa tudo em aberto, quase todas as perguntas permanecem e não há um sentido de conclusão. Não há, realmente, um fim. 

Em relação às personagens, gostei imenso da Senhora Peregrine e da relação entre a história narrada e as fotografias, algumas, aliás, bastante estranhas e quase assustadoras. Penso que a ligação está muito bem feita e é uma ideia original, dá outro sabor ao livro. Quanto a Jacob e às crianças peculiares, também gostei da dinâmica entre todos e das amizades que se criam, das coisas que vão descobrindo, das verdades que se vão revelando. 

De forma geral, achei este um bom livro, uma boa leitura, mas nada de espectacular. Talvez porque não sou o público alvo da obra, aí talvez me tivesse deslumbrado mais se estivesse mais perto da idade do protagonista. Ainda assim, reconheço a sua qualidade e irei, certamente, ler o seguinte para saber o que acontece às personagens. 

4/6 - Bom

4 de novembro de 2016

Friday Face-Off


E chegamos a mais uma sexta-feira! Isso significa fim-de-semana mesmo à porta e... Friday Face-Off! Esta é uma rubrica da autoria do blog Books by Proxy e que eu adoptei também. A rubrica pede comparação de capas de livros e é isso que venho fazer também. Hoje escolhi um dos meus livros favoritos de fantasia: A Guerra dos Tronos, primeiro volume da saga As Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin. Com tanto sucesso e tantas traduções que existem, resolvi partilhar convosco algumas das capas mais bonitas que encontrei por aí. Vamos lá!

Edição americana da Bantam


Edição turca da Epsilon


Edição brasileira da Leya


Edição indonésia da Fantasious


Edição holandesa da Luitingh


Edição espanhola da Plaza & Janés


E que tal? O que acharam?