28 de setembro de 2010

Luísa Costa Gomes vencedora do Prémio Literário Fernando Namora

O romance Ilusão ou O Que Quiserem, de Luísa Costa Gomes, acaba de ser anunciado, por unanimidade do júri, vencedor do Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol, ao qual concorreram cerca de 50 obras, todas editadas em 2009.

Constituído pelo escritor Vasco Graça Moura, Guilherme d' Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, José Manuel Mendes pela Associação Portuguesa de Escritores, Maria Carlos Loureiro pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, Manuel Frias Martins pela Associação de Críticos Literários, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual, e ainda Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, em nome do Estoril Sol, o júri justificou a sua escolha "pela inovação agil e registo estilístico". "O júri considerou a obra manifestamente inovadora, quer pela sua excelente construção, quer pelo seu ágil registo estilístico de constante ironia, quer pela análise penetrante de alguns comportamentos tipo da actual sociedade portuguesa, muito em especial no tocante a métodos pedagógicos aplicados nas escolas e à animação cultural na província, bem como à densidada da narrativa", pode ler-se que acta que deliberou a entrega do galardão a Luísa Costa Gomes.

O romance agora distinguido com o Prémio Fernando Namora marcou, em 2009, o regresso de Luísa Costa Gomes ao romance, quatro anos depois de ter publicado A Pirata, uma biografia ficcionada da célebre Mary Read, uma das poucas mulheres-pirata de que há memória. Pelo meio, em 2007, havia publicado o livro de contos Setembro e Outros Contos, onde foram reunidos alguns inéditos e outros publicados ao longo dos últimos anos.

Ilusão ou O Que Quiserem conta-nos a história de uma separação, mas também de uma paixão obsessiva, de uma viagem patética, de um projecto que corre bem demais, e de outras peripécias. Trata-se de um romance satírico sobre um homem à procura da realidade, no meio de tantos, tantos fantasmas, vozes sem corpo, corpos sem voz, e da multidão de desconhecidos que faz parte da nossa vida de todos os dias.

Luísa Costa Gomes nasceu em Lisboa em 1954. Licenciou-se em Filosofia e é professora do Ensino Secundário. Publicou romances, contos e peças de Teatro, entre as quais Nunca Nada de Ninguém, o libretto da Ópera Corvo Branco e O Último a Rir.
O seu primeiro romance, O Pequeno Mundo, ganhou o Prémio Dom Dinis da Casa de Mateus e Olhos Verdes o Prémio Máxima de Literatura. A colecção de contos Contos Outra Vez venceu o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores. Publicou, mais recentemente, na Dom Quixote A Pirata (romance), Setembro e Outros Contos (contos) e os livros infantis A Galinha Que Cantava Ópera (2005), com ilustrações de Pierre Prat e Trava-Línguas (2006), com ilustrações de Jorge Nesbitt.

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