21 de setembro de 2010

Novidades Esfera dos Livros para Setembro

Título: Nobre Povo - Os Anos da República
Autor: Jaime Nogueira Pinto
Sinopse:
"Na manhã de 5 de Outubro de 1910, em Lisboa, um movimento revolucionário derrubou a Monarquia e proclamou a República Democrática.
Em Nobre Povo – Os Anos da República, Jaime Nogueira Pinto faz a crónica de um dos tempos mais agitados, apaixonantes e trágicos da História de Portugal. Um tempo dominado por líderes fortes, polémicos e carismáticos, como o democrático Afonso Costa ou o popular Sidónio Pais, e por idealistas determinados, como Machado Santos ou Paiva Couceiro. Um tempo de costumes pouco brandos, mas muito português, animado por uma luta política e ideológica de razões e convicções fortes, entre livres-pensadores e católicos, republicanos e monárquicos, moderados e radicais, e marcado por conspirações, «inventonas», pronunciamentos militares, golpes de Estado, revoltas e revoluções – com marinheiros nas ruas, militares na política, povo nas trincheiras, padres combatentes e civis armados. "

Título: Reis que Amaram como Rainhas
Autor: Fernando Bruquetas de Castro
Sinopse:
"Este livro revela-nos a história de imperadores, reis, políticos, membros da Igreja e das universidades que, ao longo dos séculos, viveram a sua sexualidade de forma livre, contudo presa a simulações e a jogos de poder. Através destas personagens da vida pública de todos os tempos, Fernando Bruquetas de castro conta-nos a história da homossexualidade, tantas vezes ocultada ou contada com muita timidez pela historiografia tradicional.
António Conti, filho de um mercado italiano, conquistou o coração de Afonso VI que gostava da presença de rapazolas, lacaios, escravos negros e mouros que foram deixando no leito real o aroma do exotismo. D. Pedro I ficou para a História como o amante viril de D. Inês de Castro, mas Fernão Lopes deixa clara na sua crónica a relação com o seu sensual escudeiro e a amizade com outros cavaleiros.
Da amizade entre Gilgamés e Enkidu, ao desespero de Aquiles por Pátroclo, do apaixonado Alexandre que enlouqueceu com a morte do seu amado Heféstion, ao general Júlio César, que procurava bonitos escravos em cada terra que conquistava, de Ricardo, Coração de Leão, que sucumbiu aos encantos de um trovador da corte, do delicado Maximiliano, imperador do México, que viveu uma dolce vita e cuja morte em frente a um pelotão de fuzilamento continua envolta em mistério, ao famoso duque de Windsor, que se deixou seduzir por Wallis Simpson e por um atraente milionário norte-americano."

Título: A Sociedade Medieval Portuguesa - Aspectos de Vida Quotidiana
Autor: A. H. Oliveira Marques
Sinopse:
"A Sociedade Medieval Portuguesa torna-se «uma Bíblia». Ninguém discorreu sobre as funções e os ritmos de trabalho do homem medieval, sobre as suas condições de habitabilidade, higiene ou saúde, sobre as suas manifestações exteriores de vestuário e mesa, sobre os seus afectos e crenças, sobre os seus valores culturais ou distracções ou sobre os seus modos de encarar a morte, sem recorrer a essa obra fundamental. E nela sempre encontrou - o que é marca identitária do seu autor em toda a sua produção científica - uma clara e sistemática exposição de cada tema, apresentada com clareza e objectividade, suportada por um vocabulário técnico-científico miudamente explicitado, e fundamentada numa ampla e sistemática investigação de fontes, sempre abonadas e em pleno identificadas», Maria Helena da Cruz Coelho, A Medievalidade na Obra de A. H. de Oliveira Marques, in Na Jubilação Universitária de A. H. de Oliveira Marques, Coimbra, Minerva Coimbra, 2003.
A Esfera dos Livros apresenta A Sociedade Medieval Portuguesa, um clássico da historiografia portuguesa, uma obra de referência que traça o retrato vivo da vida quotidiana entre os séculos XII e XV. Através destas páginas, amplamente ilustradas, ficamos a conhecer o que comiam e vestiam os homens e mulheres medievais, como eram as suas casas, os seus costumes, em que trabalhavam, as suas crenças e afectos."

Título: As Mulheres de D. Manuel I
Autor: María Pilar Queralt del Hierro
Sinopse:
"D . Manuel estava nervoso, aquela era a mulher que sempre amara. Que sempre desejara. Já a noiva sentia-se resignada, na verdade, depois de ter ficado viúva de D. Afonso, filho de D. João II e herdeiro do trono de Portugal, sonhara enveredar por uma vida religiosa, ao serviço de Deus e dos mais necessitados. Mas quis o destino que os seus pais a entregassem a D. Manuel I, primo do seu falecido sogro.
Isabel de Aragão tornava-se a primeira das damas do novo soberano de Portugal, mas o casamento durou pouco mais de um ano e, para grande tristeza de D. Manuel, a sua doce mulher esvaiu-se em sangue aquando do nascimento do seu primeiro filho, D. Miguel. Era preciso arranjar uma nova mulher. D. Maria de Aragão, sua cunhada com quem casou em 1500. Mas mais uma vez o fim seria trágico. D. Manuel voltava a cair numa profunda tristeza ao ver a sua amante, fiel companheira e conselheira dar o último suspiro em 1517.
Não era justo passar pelo mesmo sofrimento. D. Manuel ameaçou abdicar em nome do seu filho D. João, retirar-se para um mosteiro, mas para surpresa de muitos, ao olhar para o retrato de D. Leonor de Aragão, prometida do seu filho e herdeiro D. João III, o soberano enamorou-se de novo."

Título: Grácia Nasi - A judia portuguesa do séc. XVI que desafiou o seu próprio destino
Autor: Esther Mucznik
Sinopse:
"Com uma fé inquebrantável e uma personalidade de ferro moldada pelas agruras da vida, Grácia Nasi não teve medo de desafiar homens, papas, reis e o seu próprio destino. Nasceu em 1510 em Portugal no seio de uma família expulsa de Espanha. Contudo não seria em Lisboa que encontraria a tranquilidade. Viúva aos 25 anos, herdeira de um império baseado no comércio da pimenta e especiarias e de uma incalculável riqueza cobiçada por todos, esta mulher revelou-se uma mulher de negócios excepcional, com o mesmo espírito pioneiro e empreendedor que caracterizava os sefarditas judeus/cristãos-novos.
Grácia Nasi percorre o mapa da Europa, passando por cidades como Antuérpia e Veneza, até chegar ao Império Otomano, onde finalmente pode praticar a sua fé às claras, sem recear qualquer perseguição. Aí dedica-se a ajudar os seus correligionários a escapar à Inquisição, apoia o estudo e o ensino religiosos, bem como a edição de traduções da Bíblia e estende a mão aos mais necessitados."

Fonte: Diário Digital

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