13 de abril de 2011

The Matisse Stories - Opinião

Título: The Matisse Stories
Autor: A. S. Byatt
Editora: Vintage
Páginas: 144
Sinopse:
"From the Booker Prize-winning author of Possession come three intensely observed, beautifully written stories, each inspired by a painting of Henri Matisse, each revealing the intimate connection between seeing and feeling. In A.S. Byatt's hands, these tableaux come to life, exposing the unruliness of grief, desire and creativity."


Opinião:

The Matisse Stories é composto por três contos inspirados em três quadros de Henri Matisse. O primeiro conto, "Medusas' Ankles" tem como base o quadro Le Nu Rose, de 1935. Neste conto conhecemos Susannah, uma mulher de meia-idade e o seu cabeleireiro meio egocêntrico e dividido entre duas mulheres, Lucian. Nesta história, Matisse está presente porque o seu quadro encontra-se pendurado numa das paredes do cabeleireiro, por sua vez decorado com as mesmas cores do quadro. Contudo, o atraiu Susannah para aquele cabeleireiro e o que a fez sentir à vontade, abruptamente desfaz-se quando Lucian resolve modificar a decoração do cabeleireiro, levando a consequências desastrosas.

O segundo conto, "Art Work" é baseado no quadro Le Silence Habite des Maisons, de 1947. Nesta história conhecemos Debbie, que trabalha numa revista, Robin, o seu marido artista, que não teve nenhum sucesso com as suas pinturas, e a empregada de casa Mrs. Brown que, no fim, se revela uma grande surpresa para todos. Neste caso, parece que todos têm segredos e procuram uma voz própria para se revelarem.

No último conto, "The Chinese Lobster", o quadro em causa é La Porte Noire, de 1942. Aqui, a narrativa passa-se num restaurante londrino durante uma conversa entre dois professores: Gerda Himmelblau e Perry Diss. Conversam sobre uma estudante, Peggi Nollett que fez uma dissertação sobre Matisse e que terá acusado Perry de assédio sexual.

Penso que o que une estas três histórias, para além dos quadros de Matisse são as várias tensões geradas entre pessoas, seja porque enfrentamos uma crise interior de que mais ninguém se apercebe, seja porque temos segredos e desejos reprimidos, ou porque estamos perante um dilema. Além disso, o que é marcante em todas as histórias é o facto de Byatt ter tentado transportar para o texto as sensações visuais de um quadro. Praticamente todo o vocabulário é visual, cheio de cores, formas, relevos, texturas, como num quadro. Este facto torna as histórias mais vívidas e interessantes.
Porém, não posso dizer que tenha achado este livro algo fora de série. É daqueles que não me aquece nem me arrefece e só o li por causa de um seminário da faculdade. Fiquei curiosa, porque seriam contos baseados em quadros e queria saber o que sairía daqui, mas não fiquei impressionada. A única coisa que realmente me agradou foi a forma de escrever, apelando à uma estética mais visual.

2/6 - Razoável

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