16 de novembro de 2011

The Last Unicorn - Opinião

Título: The Last Unicorn
Autor: Peter S. Beagle
Editora: The Viking Press
Páginas: 218
Sinopse:
"True to tradition, The Last Unicorn is the story of a quest, the search by the unicorn - immortal, infinitely beautiful - for her lost fellows. Early on, she is joined by Schmendrick the Magician - a name pointing to the low comedy that surprisingly coexists here with terror, pathos, tenderness, paradox, and witm and frequent passages where the prose bursts into song and into poetry itself. A kind of upside-down Merlin, Schmendrick is looking for something for himself too, his life perhaps.
Molly Grue, the third of the travelers, seems simply to embody every womanly trait. After a richly entertaining variety of adventures - with splendid, quirky characters - the search reaches a climax at the castle of evil King Haggard, where the terrifying Red Bull is encountered and where the handsome Prince Lír plays his predestined role."

Opinião:

Depois de terminada a série do Harry Potter, continuou a apetecer-me ler outro livro de fantasia. Como tinha este livro na minha wishlist e a biblioteca da minha faculdade até tinha um exemplar, achei de devia arriscar e começar a lê-lo.

Na sua base, este livro trata da busca de um Unicórnio por mais exemplares da sua espécie, uma vez que ouve uma conversa entre dois homens que dizem já não haver mais unicórnios no mundo. Assim, ele parte em busca de outros como ele, passando por várias aventuras e "angariando" companheiros na sua jornada: o mágico Schmendrick e uma mulher que vivia numa floresta, Molly.

Porém, se as aventuras por que passam são interessantes, levando-os até ao seu destino e até à conclusão da história, este livro não me conseguiu cativar tanto como eu estava à espera. Gostei bastante do tom narrativo, que chega a ser poético e que nos encanta à medida que vamos lendo. Além disso, gostei muito da personagem do unicórnio, criatura mítica que de tão rara que é, as pessoas não o reconhecem quando o vêem. Também é interessante ver que as características do unicórnio, enquanto criatura mítica, espelham as crenças da Idade Média, nomeadamente nas descrições destas criaturas nos bestiários medievais.

Mas, apesar disto tudo, achei que lhe faltava qualquer coisa. As personagens não são muito exploradas em termos de personalidade, de sentimentos e talvez tenha sido por aí que a coisa não resultou. Além disso, as aventuras por que passam não me suscitaram qualquer emoção. É tudo muito pacífico, nada de exagerado ou fantástico, cheguei até a adormecer em algumas partes. É um facto: mesmo quando alguma coisa acontece, não é nada de extraordinário para nos fazer ficar com o coração nas mãos.

Concluindo, posso dizer que gostei do Unicórnio, gostei da escrita quase mágica do autor, dos pormenores que nos remetem para outros tempos, para outros heróis, para outras crenças. Gostei da história da busca do Unicórnio, das transformações interiores e exteriores por que passa e gostei do final do livro. Mas, mesmo assim, faltou qualquer coisa. Talvez porque antes disto tenha lido os livros do Harry Potter que me suscitaram imensas emoções, e este não seja tanto assim. Faltou-me as aventuras de suster a respiração. Aqui as coisas não se passam tanto assim e, provavelmente, foi isso que me desiludiu um pouco. No entanto, penso que é um livro belíssimo pela narrativa e pela história do próprio Unicórnio.

4/6 - Bom

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