4 de outubro de 2012

Grave Goods - Opinião

Título: Grave Goods (Mistress of the Art of Death #3)
Autor: Ariana Franklin
Editora: Berkley
Páginas: 335
Sinopse:
"England, 1176. Beautiful, tranquil Glastonbury Abbey - according to legend, the last resting place of King Arthur - has been burned to the ground. The arsonist remains at large, but the fire has uncovered the hidden skeletons of a man and a woman. Could these be the bodies of King Arthur and Queen Guinevere?

King Henry II hopes so. Struggling to put down a rebellion in Wales, where the legend of Arthur is particularly strong, Henry wants definite proof that the bones are those of the Once and Future King, so he can stamp out the Celtic rebellion for good.

To make certain, he sends his mistress of the art of death, Adelia Aguilar, to Glastonbury to examine the bones. At the same time, the investigation into the abbey fire will be overseen by Church authorities - in this case, the Bishop of St. Albans, who is also the father of Adelia's daughter. But there is someone at Glastonbury who doesn't want either mystery solved - and is prepared to kill to stop them..."

Opinião:

Quando adquiri este livro, não sabia que fazia parte de uma série que, até agora, vai em quatro livros ao todo. Porém, não senti que tivesse de ter lido os livros anteriores para perceber o enredo deste. As histórias são independentes, apesar de haver personagens comuns a todos os livros e pequenas referências a coisas que já aconteceram anteriormente. Contudo, são apenas detalhes e lê-se bem, apesar de haver dois livros anteriores. Deixo aqui uma chamada de atenção: Relics of the Dead é o título do mesmo livro, mas na edição britânica.

Do que eu mais gostei neste livro foram as personagens e as várias referências à lenda arturiana como ela era vista e entendida na Idade Média, em Glastonbury, no País de Gales. Adelia, uma espécie de investigadora forense, cientista, curiosa sobre todas as coisas, é enviada pelo rei Henry II para investigar se os dois esqueletos que apareceram em Glastonbury são os de Artur e Guinevere. Com ela vão duas personagens caricatas e muito agradáveis: Mansur, um sarraceno e seu ajudante que, perante uma sociedade patriarcal, actua como verdadeiro mestre e Adelia passa como sua tradutora; e Gyltha, amiga de Adelia e ama da sua filha, mulher simples e sem conhecimentos mas que nos oferece opiniões bastante pertinentes. Para além destes, o Bispo Rowley e um conjunto de monges que Adelia ajuda, a dada parte da história, conjugam-se na perfeição com o cenário, as aventuras e a trama.

Para além disso, o facto da história se passar na Idade Média foi um grande atractivo para mim. Saber que, ainda por cima, incidia num mistério centrado na lenda arturiana, aguçou ainda mais a minha curiosidade sobre este livro. No enredo há desaparecimentos, crimes, mortes, tentativas de anular as investigações de Adelia e Mansur, esqueletos que aparecem por acaso e, neste aspecto, fez-me lembrar uma espécie de Bones na Idade Média. Gostei bastante e, de cada vez que era mencionado uma tradição, um aspecto da lenda, pormenores quanto à vida medieval e ao mistério que circunda Glastonbury, a suposta Avalon, ficava tipo fangirl geek que até está a fazer tese sobre a lenda arturiana na Idade Média. Foram estes pormenores que fizeram as delícias desta aspirante a medievalista.

Quanto ao enredo em si, pensei que girasse mais sobre os tais esqueletos encontrados em Glastonbury que seriam, supostamente, Artur e Guinevere. No entanto, acontecem demasiadas coisas pelo meio que não dizem respeito a isso e esse aspecto faz-nos pensar que a autora se esqueceu do enredo principal. Contudo, nada do que acontece, acontece por acaso. Tudo tem um propósito e relevo para o desfecho final. Gostei imenso de como as coias evoluiram e as conclusões que foram tiradas de tudo o que acontece a Adelia e aos seus companheiros. Gostei das personagens, da caracterização do mundo medieval, chamando a atenção a pequenos pormenores, a costumes da época, maneiras de pensar, e até dos mistérios e crimes que acontecem e vão sendo desvendados.

5/6 - Muito Bom

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