2 de fevereiro de 2013

The Fellowship of the Ring - Opinião


Título: The Fellowship of the Ring (The Lord of the Rings #1)
Autor. J. R. R. Tolkien
Editora: Harper Collins
Páginas: 531
Sinopse:
"In a sleepy village in the Shire, a young hobbit is entrusted with an immense task. He must make a perilous journey across Middle-earth to the Cracks of Doom, there to destroy the Ruling Ring of Power - the only thing that prevents the Dark Lord's evil dominion.

Thus begins J.R.R. Tolkien's classic tale, which continues in The Two Towers and The Return of the King."

Opinião:

Finalmente! *imaginar os anjos a cantarem o "Aleluia" em uníssono*
Depois de ter lido o The Hobbit há dois anos, finalmente resolvi-me a começar a ler a trilogia The Lord of the Rings este ano, até porque a minha edição é toda "fófinha" e para estar aqui a ganhar pó, não vale a pena. Mas então, vamos ao que interessa!

Na primeira parte desta trilogia, The Fellowship of the Ring, assistimos a isso mesmo, à formação da Irmandade do Anel. Bilbo Baggins decide partir do Shire e levar uma vida mais pacata, afastada de todos, para escrever o livro das aventuras que viveu. Para isso, organiza uma festa de despedida e... desaparece, para espanto de todos. Bilbo passa tudo o que tem para o seu herdeiro, Frodo Baggins, que fica com a casa e com os seus pertences, incluindo o Anel que Bilbo tem desde as suas aventuras narradas em The Hobbit. Porém, tempos negros se avizinham, há uma sombra que se vai espalhando pelo território de Middle-Earth, como várias vezes é referido, e Frodo não pode ficar com o Anel. Assim, depois de Gandalf lhe contar a história do objecto que carrega e das novidades do mundo fora do Shire, Frodo parte com mais três hobbits, Merry, Pippin e Sam, numa jornada que vai mudar a sua vida, a daqueles que caminham com ele e, possivelmente, todo o futuro de Middle-Earth. 

Os hobbits partem, meio em direcção ao desconhecido e pelo caminho vivem aventuras, conhecem personagens novas, estranhas e intrigantes, como Tom Bombadil, passam por locais novos e desconhecidos, com paisagens belas, misteriosas e até assustadoras. Esta foi uma das primeiras coisas que me chamou a atenção. A descrição de todos aqueles locais, das paisagens, de todo o território de Middle-Earth, quase que nos faz crer que aquela terra existe mesmo, tais são os pormenores que Tolkien insere (valha-nos os mapas, no final do livro!). E todos têm as suas características próprias, nenhuma parte é igual, estejamos no Shire, em Rivendell ou em Lórien.

Para além das descrições do território, do que mais gostei foi da dinâmica entre as personagens. Gandalf é, sem dúvida, o meu preferido. Sábio, inteligente, sempre com uma resposta pronta, mesmo que isso signifique responder às perguntas parvas de Pippin. Aqueles que mais me impressionaram foram os elfos. A paisagem de Rivendell, a cordialidade, imponência, sapiência e poder dos elfos, todos altos, louros e de olhos claros (hum... isto lembra-me qualquer coisa) foi algo que me maravilhou. E de todos os elfos, para mim, Galadriel foi a de que mais gostei. "All shall love me and despair!" Quase desejei que ela ficasse com o anel...
Depois temos o honorável e leal Aragorn, o anão Gimli, o elfo Legolas (adorei a maneira como estes dois, de repente, ficaram best friends forever) e Boromir que, confesso, às vezes me chateou por estar sempre desconfiado, sempre do contra e por causa daquele final. Dos hobbits, Sam é o meu preferido, pela profunda lealdade que tem para com Frodo e pela sua missão, bem como pelo seu coração enorme.

Concluindo, gostei bastante deste livro: das suas personagens, da narrativa que os junta por uma causa maior, que nos ensina sobre a importância de sermos unidos, que juntos se vai mais longe; gostei de todos os locais por onde passaram, desde os mais pacíficos aos mais atribulados e negros; do tom mais pesado que a narrativa vai tendo, à medida que se aproximam do seu destino; e de todas as aventuras que passam juntos, bem como da presença de seres mais perigosos como os Black Riders, Orcs e o Balrog.
Só tenho uma coisa a apontar: por vezes a narrativa é lenta. Com tanta descrição, com o afastamento que Tolkien, por vezes, faz para explicar eventos anteriores à narrativa, a acção acaba por ser pouca ou nenhuma. Eu percebo que Tolkien o tenha feito e faz todo o sentido. Eu gostei de saber um pouco da história de Middle-Earth e de quem viveu numa época anterior. Mas acaba por cortar um pouco o ritmo e só isso é que me fez torcer um pouco o nariz. Mas adorei esta primeira parte e estou curiosa para saber o que acontece a seguir.

5/6 - Muito Bom

(Esta leitura conta para o desafio Mount TBR Reading Challenge)

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