12 de março de 2013

The Iron Duke - Opinião

Título: The Iron Duke (Iron Seas #1)
Autor: Meljean Brook
Lido no Kobo
Sinopse
(do Goodreads):

"After the Iron Duke freed England from Horde control, he instantly became a national hero. Now Rhys Trahaearn has built a merchant empire on the power-and fear-of his name. And when a dead body is dropped from an airship onto his doorstep, bringing Detective Inspector Mina Wentworth into his dangerous world, he intends to make her his next possession.

But when Mina uncovers the victim's identity, she stumbles upon a conspiracy that threatens the lives of everyone in England. To save them, Mina and Rhys must race across zombie-infested wastelands and treacherous oceans - and Mina discovers the danger is not only to her countrymen, as she finds herself tempted to give up everything to the Iron Duke."


Opinião:

Eu tentei... A sério que tentei. Mas não consegui! O que se faz quando se chega quase a metade do livro e não nos conseguimos enquadrar no ambiente, na história, não conseguimos sentir empatia com as personagens? Eu costumo desistir. E foi o que fiz, porque acho que não vale a pena estar a insistir em algo que não estamos a gostar, ou a que estamos completamente indiferentes. Mas vamos por partes.

The Iron Duke foi o primeiro livro do género Steampunk que li (ou tentei ler). Para quem não sabe o que é Steampunk, aqui está uma pequena definição que podem encontrar na Wikipedia

No início do livro conhecemos a personagem principal desta história, Mina Wentworth, que é inspectora e vê-se a braços com um homicídio de contornos misteriosos em casa do dito Iron Duke, Rhys Trahaearn. Rhys é quase uma espécie de salvador da pátria, em Inglaterra, uma vez que livrou os ingleses do controlo da Horde, que governaram o território durante duzentos anos. Contudo, essa revolução ainda é demasiado recente e os ingleses continuam a viver sob um clima de suspeição e de algum medo. A história desenrola-se, então, tendo Mina e Rhys como personagens principais que tentam resolver o puzzle que é esse homicídio: ela, por um lado, quer prender e levar à justiça o criminoso; ele, por outro, quer fazer justiça pelas próprias mãos.

Toda a história se desenrola tendo como cenário uma época vitoriana altamente industrializada, povoada de avanços tecnológicos que, no espaço real, não existiram. Alguns são interessantes e dão à história um mundo alternativo no qual a narrativa se encaixa. Porém, não me consegui habituar. Talvez porque tenha sentido que caí naquela história um pouco de pára-quedas, em que só nos são explicadas as coisas à medida que a narrativa vai avançando, numa qualquer situação em que, por acaso, até faz sentido que se explique algum pormenor. Temos que ir lendo para que algumas coisas façam sentido para nós, e isso fez-me um bocado de confusão e acabava por me distrair, porque não percebia. Não quer dizer que o mundo esteja mal construído, eu é que achei demais para alguém que lê pela primeira vez um livro deste género e não está habituada.

Depois, também tive um problema com as personagens, uma vez que não me consegui identificar com nenhuma delas, nem sentir empatia por elas. Rhys, o Iron Duke, é um homem com um passado duvidoso, tendo sido pirata, embora levado a herói nacional por ter libertado a Inglaterra do controlo da Horde. Apesar disso, é misterioso, sedutor, poderoso e obtém sempre aquilo que quer. Mina é uma detective que ainda luta pelo seu espaço naquele mundo, uma vez que tem traços asiáticos, relembrando o resto da população da presença da Horde, objecto de desejo pelo Duque, mas que o nega o mais possível. É uma mulher forte, com valores, que acredita no seu trabalho e que se impõe. Ou, pelo menos, tenta. Porém, achei um bocado forçada aquela panca imediata do Rhys pela Mina, que assim que a viu quis logo ir para a cama com ela. Ela faz o seu papel de "c'horror! não quero nada com este homem, credo! mas até é alto... e forte.. e musculado.. ai, não sei! ele matou pessoas!" Eu não tenho um problema com os romances, atenção. Mas neste caso achei aquela fixação dele precoce demais, na história, para além de ele me parecer um bocado bronco e distante. Achei também que nem sempre os motivos e as emoções das personagens são explicadas, e isso fez com que eu não sentisse grande ligação com elas.

A parte da investigação quanto ao tal homicídio até estava a gostar, porque eu gosto sempre quando há um crime, que ninguém sabe porque é que aconteceu, e quem foi, e quem é o morto, só que as outras coisas que acabei por não achar assim tão interessantes desviaram a minha atenção deste enredo. Cheguei a pegar no livro e ter que voltar atrás, porque não me lembrava de quase nada do que tinha acontecido antes. Se calhar não devia ter começado por este livro, quando me aventurei no steampunk. Foi informação a mais que não é explicada logo no início, a falta de empatia para com as personagens, ser um mundo completamente novo ao que estou habituada e, ainda por cima, estar a ler o primeiro livro d'As Brumas de Avalon ao mesmo tempo, que estou a gostar imenso, num mundo que me é completamente familiar e que adoro. Talvez não tenha sido, também, a melhor altura para o ler. Olhem, não sei... O que sei é que não vou desistir deste género, para já, e vou tentar ler outros livros Steampunk que possam ser mais fáceis para eu conseguir entrar no espírito da coisa.

1/6 - Não Terminei

7 comentários:

slayra disse...

Ai ai... deve ter sido uma opinião difícil de escrever. Não gosto nada de escrever sobre livros que não terminei, mas às vezes é necessário.

Nem sei se leia ou não. Algumas pessoas que conheço adoram, outras (como tu) nem por isso. :/

Diana Marques disse...

Foi um bocado difícil, porque queria escrever algo como deve ser, justificar os pontos de que não gostei, para não se só "não gostei e pronto".

Eu acho que devia ter começado por outro livro dentro deste género, se calhar. Estou a pensar ir ler Philip Pullman e ver no que dá. Não quero desistir já! :)

jen7waters disse...

Eu consegui terminar, mas confesso que também não foi fácil. O romance é totalmente... :shudders:

Cat SaDiablo disse...

Também tive um problema com este livro, nomeadamente as personagens. Achei o herói bronco e aborrecido. O romance achei pavoroso, sem química nem empatia alguma.
O que safou este livro para mim foi o world building, que achei fantástico, e a escrita também me agradou. Eu gosto de romances, não acho que seja um género menor, e odeio cair no preconceito, mas para mim este livro podia ser excelente se não fosse pelo romance ridículo, E acho uma pena (e aí vem o preconceito) que a autora se foque nessa parte da história.
Tenho pena que não tenhas conseguido acabar, mas percebo-te.

Em contrapartida, li o segundo "The Heart of Steel", no mesmo universo, mas cujas personagens principais são Lady Corsair e Archimedes, e Mina e The Iron Duke são apenas mencionados. O worldbuilding continua porreiro, mas desta vez é um livro de aventuras com personagens bem mais interessantes e um romance bem melhor :)


Não desistas do Steampunk, há muita coisa diferente dentro do género ;)

Diana Marques disse...

jen7waters: Eu não consegui mesmo. Cada vez que lia uma página, ficava com vontade de o pôr de lado, agora mais para o final... Ainda por cima estou a ler as Brumas, e a minha vontade era ir logo pegar nesse livro :D Esse facto, se calhar, também não ajudou :P

Cat SaDiablo: Não desistirei! :) Fiquei interessada no Pullman e na Gail Carriger, parecem-me ser livros fixes e vou tentar por aí.

Também achei o romance um bocado sensaborão... Mas pronto. Vou experimentar outros livros dentro do género :)

jen7waters disse...

Então estás a gostar da Senhora da Magia! yay! :D

Diana Marques disse...

Sim! \o/ Porque aquele mundo é-me completamente familiar :D