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The Winter Sea - Opinião

Título: The Winter Sea
Autor: Susanna Kearsley
Lido no Kobo
Sinopse (do Goodreads):
"In the spring of 1708, an invading Jacobite fleet of French and Scottish soldiers nearly succeeded in landing the exiled James Stewart in Scotland to reclaim his crown.

Now, Carrie McClelland hopes to turn that story into her next bestselling novel. Settling herself in the shadow of Slains Castle, she creates a heroine named for one of her own ancestors and starts to write.

But when she discovers her novel is more fact than fiction, Carrie wonders if she might be dealing with ancestral memory, making her the only living person who knows the truth - the ultimate betrayal that happened all those years ago, and that knowledge comes very close to destroying her..."

Opinião:

Queria ler este livro há imenso tempo. Estava marcado no Goodreads há dois anos e, aconselhada ferozmente pela Célia e pela Cat, lá peguei no livro. Além disso, pareceu-me uma boa oportunidade para, finalmente, começar a ler para a leitura temática da Escócia, já que ainda não tinha lido nada... E bendita a hora em que o fiz.

Carrie é uma jovem escritora de romances históricos de sucesso, que se desloca até à Escócia para escrever o seu novo livro que tem como cenário o Castelo de Slains, em Cruden Bay, no início do século XVIII. Carrie de imediato sente uma ligação forte com aquele lugar e é aí que as personagens e o enredo começam a ganhar vida. Assim, temos uma parte do livro que nos descreve a rotina de Carrie enquanto escritora, mas também enquanto mulher que vai visitando determinados locais nos arredores de Cruden Bay para pesquisar mais sobre aquele período histórico, aquele lugar e sobre as personagens que, de facto, existiram. Porém, Carrie começa a aperceber-se que o que vai escrevendo não é somente fruto da sua imaginação. São factos, mesmo antes de ela ter conhecimento deles. 

Por outro lado, vamos assistindo à construção da história que Carrie escreve e, por isso, temos um livro dentro de um livro. O romance de Carrie tem como protagonista Sophia, uma rapariga que viaja até ao Castelo de Slains, propriedade da Condessa de Erroll, e lá vive durante algum tempo, no meio de todas as maquinações dos escoceses para tentarem trazer o seu legítimo rei, James Stuart, de volta ao trono da Escócia e de Inglaterra. Deste modo, temos a história escocesa interligada com a vida de Sophia e com o elemento em comum que une as duas linhas temporais: o Castelo de Slains. 

Confesso que não estava à espera de ficar tão agarrada a esta história como fiquei, logo desde as primeiras páginas. Só suspirava por aquelas paisagens e, enquanto lia, tinha o Google aberto com imagens da zona de Cruden Bay, incluindo as ruínas do castelo. Gostei bastante das peripécias de Carrie em Cruden Bay, especialmente no que toca à sua relação com Jimmy, o senhorio da casa rústica onde vive, e com os seus dois filhos: Graham e Stuart. Ambos são completamente diferentes um do outro, charmosos à sua maneira, e dão à vida de Carrie um certo tempero que torna a sua estadia muito mais interessante. Já na outra linha temporal, adorei a história de Sophia e de toda a trama histórica que se desenrola em Slains. Confesso que não sei muito sobre a história da Escócia e este livro dá-nos algum conhecimento dela sem que isso se torne aborrecido. Para além da parte histórica e política, Sophia vê-se perdida de amores por um capitão protegido da Condessa de Erroll: o Capitão Moray. Porém, em tempos de guerra, o amor acaba por lutar para se manter à tona e vingar na vida de ambos.

Depois de um período em que estava a ser difícil para mim cativar-me com leituras, este livro acertou em cheio. Tudo me pareceu perfeito, bem conjugado e estruturado. Uma história sólida e cativante, com personagens bem construídas e com as quais nos conseguimos identificar. Além disso, temos a história escocesa, temos romance, temos dialecto escocês (sim, frases inteiras em "doric"), e aquelas paisagens tão belas, tão bem descritas que me deram uma vontade imediata de viajar até à Escócia. Mesmo nas paragens que fazemos do livro, a história fica connosco. Dava por mim a fazer coisas e, de repente, abstrair-me a pensar no que iria acontecer a seguir, ou até a sonhar com o livro. O final é bastante emocional, chegou a levar-me às lágrimas mas é um final aconchegante.

Adorei ter lido este livro e só posso agradecer a quem me sugeriu a ir pegar-lhe o mais rápido possível. Há certos livros que nos enchem as medidas e este, para mim, foi um deles.

6/6 - Excelente

(Esta leitura conta para o desafio Mount TBR Reading Challenge)


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