20 de dezembro de 2013

The Iron King - Opinião

Título: The Iron King (The Accursed Kings #1)
Autor: Maurice Druon
Lido no Kobo
Sinopse (do Goodreads):
" 'Accursed! Accursed! You shall be accursed to the thirteenth generation!'

The Iron King – Philip the Fair – is as cold and silent, as handsome and unblinking as a statue. He governs his realm with an iron hand, but he cannot rule his own family: his sons are weak and their wives adulterous; while his red-blooded daughter Isabella is unhappily married to an English king who prefers the company of men.

A web of scandal, murder and intrigue is weaving itself around the Iron King; but his downfall will come from an unexpected quarter. Bent on the persecution of the rich and powerful Knights Templar, Philip sentences Grand Master Jacques Molay to be burned at the stake, thus drawing down upon himself a curse that will destroy his entire dynasty..."

Opinião:

Depois de tentar ler o Possession, da A. S. Byatt, percebi que não estava com paciência para aquele tipo de leitura. Queria algo com mais acção, com intriga, mais emocionante. Assim, percebi que me apetecia ler ficção histórica e calhou encontrar este The Iron King, do autor francês Maurice Druon. Esta edição que li tem, inclusive, um prefácio da autoria de George R. R. Martin que descreve esta série de Druon, Os Reis Malditos (Les Rois Maudits) como uma das suas preferidas de ficção histórica. Ele refere, ainda, que esta é a Guerra dos Tronos original. Com uma introdução destas, claro que fiquei ainda mais entusiasmada! Contudo, há que ter em conta que esta é uma obra de ficção histórica, e não de fantasia, e foi escrita durante os anos 50. Posto isto, vamos então à crítica.

O livro passa-se no início do século XIV, em França, durante o reinado de Filipe IV, também conhecido como Filipe, o Belo. O grande mote deste livro e que vai desencadear todos os acontecimentos seguintes, é a maldição lançada pelo Grão-Mestre dos Templários, Jacques de Molay, aquando da sua execução. Através dos dias anteriores à sua execução, são-nos contados, de forma geral, o que levou à prisão de todos os templários em França, de como o julgamento foi conduzido, as torturas que enfrentaram por parte da Inquisição, a traição do próprio rei para seu proveito. Gostei bastante desta parte porque adoro a história dos Templários e tudo o que lhes diz respeito fascina-me.

Para além da questão dos Templários, que assombra todo o livro, temos outros aspectos históricos que são focados: o escândalo da Torre de Nesle, que envolve as três noras do rei Filipe, a questão do papado em Avinhão em vez de Roma, com o Papa Clemente V e o crescente poderio dos banqueiros na formação da nova classe da burguesia. Estes são os principais focos históricos deste livro. Além disso, temos toda a intriga política, ambição social, cobiça, a queda dos valores da cavalaria e, no fundo, cada um a lutar pelos seus interesses pessoais, independentemente do que isso possa trazer para os outros à sua volta. 

Eu gostei muito deste livro. Só não gostei mais, sinceramente, porque houve algumas partes que quebraram o ritmo narrativo. E esses momentos foram aqueles que diziam respeito aos negócios do banqueiro Tolomei e do seu sobrinho Guccio. Sinceramente, apesar de perceber a sua relevância para uma parte da história, acho que o autor lhe atribuiu demasiada importância. Pareceu mesmo um desvio ao que era o enredo principal e quis passar essas partes a correr.

De resto, gostei bastante de tudo. Como tenho um maior conhecimento da história da Inglaterra, não estava ciente do que se ia passar neste livro, que se concentra em França. Achei que o livro está bem escrito e tem uma linguagem simples e clara, e a história é exposta sem grandes complexidades. Fãs de ficção histórica interessados neste período não se sentirão defraudados com este livro. Senti que é um retrato muito fiel do que se passava na altura, com uma narrativa muito coesa, emocionante, e que nos transporta para a corte de Filipe, o Belo e para tudo o que se passava na altura do seu reinado. 

5/6 - Muito Bom

2 comentários:

WhiteLady3 disse...

*sussurra* O livro da Byatt chama-se Possession, o Persuasion é da Austen, mas são dois livros que adoro. :P

E estou a ver que para o ano vou ter de tentar colocar este livro (e eventualmente a sua continuação) nos meus planos de leitura. :D

Diana Marques disse...

Eish, tens razão! Já está emendado :)