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A Morbid Taste for Bones - Opinião

Título: A Morbid Taste for Bones (Chronicles of Brother Cadfael #1)
Autor: Ellis Peters
Lido no Kobo
Sinopse (do Goodreads):
"In the remote Welsh mountain village of Gwytherin lies the grave of Saint Winifred. Now, in 1137, the ambitious head of Shrewsbury Abbey has decided to acquire the sacred remains for his Benedictine order. Native Welshman Brother Cadfael is sent on the expedition to translate and finds the rustic villagers of Gwytherin passionately divided by the Benedictine's offer for the saint's relics. Canny, wise, and all too wordly, he isn't surprised when this taste for bones leads to bloody murder.

The leading opponent to moving the grave has been shot dead with a mysterious arrow, and some say Winifred herself held the bow. Brother Cadfael knows a carnal hand did the killing. But he doesn't know that his plan to unearth a murderer may dig up a case of love and justice...where the wages of sin may be scandal or Cadfael's own ruin."

Opinião:

Depois de dois autores sul-americanos, decidi ler um mistério passado na Idade Média. Um livro mesmo à minha medida e para o qual parti com altas expectativas. Tinha excelentes opiniões no Goodreads e eu sabia que este género de livro é mesmo a minha onda. Contudo, faltou-lhe qualquer coisa...

A história leva-nos da Inglaterra, da abadia de Shrewsbury, ao País de Gales, onde o prior Robert pretende ir buscar as ossadas de Santa Winifred como relíquias para o seu mosteiro, para atrair peregrinos. Contudo, entre ingleses e galeses criam-se tensões porque os habitantes locais não gostam muito da ideia de desenterrarem a sua santa para ir para um mosteiro que eles nem conhecem, em Inglaterra. E no meio disto tudo ocorre um homicídio que cabe ao irmão Cadfael desvendar.

A ida à Idade Média, para mim, é sempre gratificante. Não é segredo nenhum que adoro esta época e, por isso, gostei de lá voltar. Gostei do retrato da vida monástica e de como a religião era vivida no século XII, tanto dentro do mosteiro como fora dele, gostei das tensões entre ingleses e galeses e do retrato do modo de vida das pessoas na altura.

Além disso, Cadfael é uma personagem muito interessante e de quem gostei muito. Cadfael é um homem galês que se tornou num monge beneditino há dezassete anos, depois de ter viajado pelo mundo como cavaleiro lutando, inclusive, em guerras na Terra Santa. Cadfael tem, assim, uma perspectiva diferente daquilo que estamos acostumados quando lemos livros deste género: Cadfael é inteligente, não se deixa impressionar facilmente no que toca a exageradas demonstrações religiosas, conhece a natureza humana e percebe muito sobre a morte.

Porém, pouco depois do crime ser cometido, comecei logo a compôr o puzzle e dei por mim a adivinhar o final da história. Neste sentido, penso que o livro é um pouco previsível. Além disso, senti que lhe faltou qualquer coisa... Gostei da história, do ambiente descrito, do Cadfael e da Sioned, a filha do homem que é morto, mas talvez fossem as minhas altas expectativas, talvez não estivesse no estado de espírito mais apropriado, não sei. Não me encheu as medidas, senti que foi só um livro bom. Acho que estava à espera de outro Dissolution, do C. J. Sansom e tal não se verificou.

Embora tudo isto, é um livro bom e quem gosta de mistérios passados durante a Idade Média, temperados com bons momentos de humor entre os monges e algumas situações por que passam, penso que vai gostar deste livro.

4/6 - Bom

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