25 de agosto de 2014

Um Crime no Expresso do Oriente - Opinião

Título: Um Crime no Expresso do Oriente
Autor: Agatha Christie
Editora: RBA
Páginas: 236
Sinopse:
"Em pleno inverno, Poirot, encontra-se em Istambul, decidido a tomar o Expresso do Oriente. Depois de uma noite mal passada, a sua tranquilidade é perturbada quando uma tempestade de neve obriga o comboio a parar e aparece o cadáver de um passageiro brutalmente apunhalado."

Opinião:

E voltei a mais um mistério orquestrado por Agatha Christie, desta feita tendo como cenário o tão famoso Expresso do Oriente, comboio que fazia ligação entre Constantinopla e Londres. E com isto fiquei a pensar que bela viagem deve ser e que gostava de a fazer também. Mas passando ao livro, e como é dito na sinopse, Poirot apanha o Expresso do Oriente e, embora esteja a contar com uma viagem calma sem atribulações, tal não acontece. No meio de uma tempestade de neve que obriga à paragem do comboio, há um dos passageiros que aparece morto, tendo sido apunhalado várias vezes. Cabe, então, a Poirot desvendar este mistério e descobrir o culpado do crime.

Devo dizer que gostei de Poirot, mais uma vez. O homem é um génio, parece estar sempre no sítio certo à hora certa, as suas deduções estão sempre correctas e, embora às vezes pensemos que aquilo é mirabulante e que uma pessoa nunca está sempre certa, tudo é corroborado com deduções lógicas e com factos que ele vai apresentando. Quase que imaginei, inclusive, o Poirot a fazer "facepalm" quando deparado com as deduções do médico Constantine e de Bouc, seu amigo e director da companhia do Expresso. 

Gostei do clima deste livro, com cada personagem a ser mais diferente da outra, criando uma grande diversidade de personalidades, cada uma com os seus hábitos e álibis. Além disso, dei por mim a ir ver fotos do Expresso do Oriente e só imaginar os quartos luxuosos da primeira classe e a carruagem-restaurante, deu-me ainda mais vontade de viajar por lá. Também o clima dentro do comboio torna-se tenso, uma vez que ninguém pode entrar ou sair dele, e a resolução do crime parece tardar, tornando-se um verdadeiro puzzle até para Poirot.

No fim de contas, tudo é resolvido, claro. Mas mesmo nas últimas duas ou três páginas, criando suspense até ao final do livro. E, mais uma vez, o final é fantástico - até podemos suspeitar deste ou daquele passageiro, mas nada nos prepara para aquilo que, de facto, aconteceu. Gostei bastante deste livro, lê-se muito bem e é mais um mistério muito bem escrito e que não deixa quaisquer pontas soltas. Cada vez gosto mais de ler Agatha Christie!

5/6 - Muito Bom

(Esta leitura conta para o desafio TBR Pile Reading Challenge)

2 comentários:

Neptuno_avista disse...

Este foi o primeiro livro que li da Agatha Christie. E acho que até agora nenhum dos que li se compararam a ele. Ficou para a memória :)
Beijinho

Diana Marques disse...

Este já é o quarto que leio dela e, até agora, nenhum desapontou! Mas o meu preferido é mesmo As Dez Figuras Negras, seguido de O Assassinato de Roger Ackroyd, que foi o primeiro que li :)
Bjs