27 de dezembro de 2015

Balanço 2015 e Planos para 2016

(imagem daqui)

Chegamos ao final do ano e, por isso, chega também a altura dos balanços literários. 

Este ano as leituras foram mais escassas. Tive menos tempo para leituras de lazer e quando tinha tempo nem sempre me apetecia ler. Foi um ano em que aprendi a lidar com este sentimento de culpa de não estar a ler, ou de ler de forma mais lenta do que é costume e que, embora saiba que é ridículo, era sempre algo que ficava a martelar na minha cabeça. 

Nestes últimos meses do ano também quis simplificar mais a minha vida no que toca às leituras. Tinha aqui vários desafios para participar que estava a sentir que estava a deixar para trás. Mas depois, pensando melhor, nem sequer já estavam a fazer sentido para mim, neste momento, como o Adult Dystopia Challenge e a leitura temática sobre a Escócia Medieval. Estava a sentir-me assoberbada com o blog, com as leituras, com o doutoramento e outros projectos e responsabilidades ligados a ele, e não estava a sentir prazer nos livros. Por isso, quis facilitar-me a vida e tornar a coisa mais prazeirosa em vez de ser mais uma obrigação. E resultou, senti-me mais leve. Até o blog parece estar mais leve.

Mas vamos lá ver isto, agora, por partes.

DESAFIOS

Participei em dois: o Mount TBR Reading Challenge e o desafio do Goodreads. O primeiro desafio consegui cumpri-lo, yay! O objectivo era ler 12 livros adquiridos por mim até ao último dia do ano anterior e consegui fazê-lo. O do Goodreads fiquei àquem: comprometi-me a ler 20 livros este ano, fiquei-me pelos 16. Ainda assim, como a leitura do Duna se vai prolongar até fins de Janeiro, posso dizer que serão 17 livros, uma vez que o Duna é um senhor calhamaço que vale por dois livros...

Por incrível que pareça, ainda consegui participar em todas as Bout of Books! Não sei como isso aconteceu, mas fi-lo. Serviram mais para me motivar a ter um horário de leitura e a passar o meu tempo livre com qualidade (em vez de passar horas a fazer scroll no facebook ou em páginas que não interessam nada), do que propriamente para ler uma determinada quantidade de livros no espaço de uma semana. Podem ver as minhas participações nas Bout of Books 12, 13 e 14.

LEITURAS

Este ano consegui ler um total de 16 livros. Muito abaixo dos meus número habituais, mas foi o que se pôde arranjar. Houve meses que não li, houve meses em que só li um livro. Foi um ano um pouco conturbado e isto foi o melhor que pude fazer, sendo que não devo nada a ninguém. Ainda assim, acho que foi um ano muito bom porque li livros de que gostei bastante e só desisti de uma obra, The Remains of the Day de Kazuo Ishiguro, logo em Janeiro.

Também fiz uma lista de 12 livros que queria ler durante este ano, mas essa lista acabou por sair gorada, e de 12 só consegui ler 3 livros. Das minhas leituras deste ano destaco as que, para mim, foram as melhores:

Trilogia Mistborn - Brandon Sanderson
Stoner - John Williams
The Martian - Andy Weir
Galveias - José Luís Peixoto

Este foi o ano que descobri Brandon Sanderson e que bela descoberta! Li a sua trilogia Mistborn toda e posso dizer que foi das melhores coisas de fantasia que li, de sempre. Original, aliciante e de leitura compulsiva, os livros encheram-me completamente as medidas e não me canso de os recomendar a quem gosta de fantasia. Para quem gosta de ficção-científica, The Martian foi, definitivamente, uma surpresa e um livro que adorei ler, para uma leitura conjunta com as restantes amigas do Só Ler Não Basta. O Stoner foi um dos primeiros livros que li este ano, que começa devagarinho, que entra de fininho, despretencioso e que nos arrebata no final. É um livro simples mas maravilhoso, que fica connosco mesmo depois de acabada a leitura. E, como não podia faltar, um dos meus autores favoritos, José Luís Peixoto. Já não lia um livro dele desde 2013 e posso dizer que gostei imenso de o voltar a ler. Li o Galveias que achei que retrata um Portugal que é tão nosso de forma belíssima, crua, fria mas sensível ao mesmo tempo. É sempre bom voltar a Peixoto.
Por outro lado, houve apenas um livro que me desiludiu porque esperava mais dele: Hell House de Richard Matheson.

BIBLIOFILICES

Para quem gosta de estatísticas e pós de perlimpimpim, aqui ficam:

Total de livros lidos: 16
Total de páginas lidas: 5130 (a minha média de páginas por dia, que era de 50, passou para umas meras 15...)
Total de livros adquiridos (comprados e oferecidos): 12 livros
Meses com mais livros lidos: Janeiro, com três livros lidos
Meses com menos livros lidos: Fevereiro, Julho e Agosto, com um livro em cada mês
Média de classificações: 4.75
Livros com classificação mais alta: Maus, Stoner, trilogia Mistborn
Livros com classificação mais baixa: Hell House
Livros lidos em formato físico: 5 livros
Livros lidos em formato ebook: 10 livros
Audiobooks: 1

A estes números, quero ainda acrescentar algumas coisas. Li mais em inglês do que em português e isto passa-se por dois motivos: os ebooks que adquiro são, maioritariamente, em inglês e os livros físicos também, por causa dos preços. Isto é uma conversa constante entre amigos, bloggers, e toda a gente já sabe que os livros estão caros, salvo algumas excepções. E para quem tem a carteira pequena, como eu, o objectivo é continuar a ler e gastar o mínimo possível. Os livros que adquiro em português, das duas uma: ou são de autores portugueses, ou são obras que o pessoal aqui de casa também quer ler, e acabo por comprá-los em português para estar acessível a toda a gente. E falando em compras, 12 livros adquiridos este ano, não é mau. A tal coisa da carteira pequena até pode ser amiga...

Outras coisas que me deixaram cabisbaixa quando olhei para as minhas estatísticas foram o facto de só ter lido dois livros escritos por mulheres, a maioria dos autores que leio são americanos e não ter conseguido apostar na leitura de autores portugueses (só li um livro do José Luís Peixoto e outro do David Soares). Não é que estas coisas sejam más per se, mas é uma inclinação que eu queria tentar mudar para variar as minhas leituras. Ainda assim, nas minhas compras apostei mais em autores portugueses, com dois livros do Afonso Cruz (Flores e Para onde vão os guarda chuvas?), o tão afamado Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho, o Galveias do Peixoto, e o Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai do Gonçalo M. Tavares.


PLANOS PARA 2016

Eu quero sempre fazer imensas coisas, mas depois peço à minha cabeça para ter mais calma e ser mais realista. Por isso, para 2016 espera-me, novamente, o desafio Mount TBR Reading Challenge, para ir atacando a pilha e porque corre sempre muito bem, sem pressão. Depois, vou meter-me novamente no desafio do Goodreads e propor-me a ler não sei quantos livros, mas no início do ano logo se verá. O Só Ler Não Basta também é para continuar, porque adoro as nossas conversas e os temas que trazemos à baila, apesar de haver alturas mais complicadas do que outras, para todas nós. Além disto tudo, fiz mais uma lista de livros que quero ler no próximo ano, mas com um twist: dediquei-a somente à fantasia e à ficção-científica.

E penso que para 2016 é isto com que me comprometo. Outros desafios poderão vir, mas vai tudo depender da minha disposição e disponibilidade. Quero ler descansadamente, ler aquilo que me apetece e quando me apetece, sem tornar esta coisa da leitura quase numa obrigação, que era o que me estava a acontecer. Se conseguir ler, pelo menos, um livro por mês, já será bom!

Desejo-vos a todos umas boas saídas e que 2016 seja um ano próspero, cheio de concretizações, amor e, claro, muitas leituras!

Diana

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