26 de junho de 2016

Não és tu, sou eu!


Em finais de Abril decidi começar a ler este colosso da fantasia que é The Way of Kings, de Brandon Sanderson. Apesar do tamanho (mais de 1200 páginas), decidi que me apetecia enveredar pelo mundo de uma fantasia a sério: complexa, intricada, que não se lê num ápice. E apesar de saber que o meu ritmo de leitura era pior que o de um caracol, estava mesmo cheia de vontade de começar a ler este livro. Estava mentalizada para demorar uns três meses a ler o livro, dado que li o Duna em dois meses. Mas não me importava nada. Ia ler ao meu ritmo esta obra gigante de que já tinha ouvido falar tão bem. E eis que chegamos ao final do mês de Junho e ainda nem cheguei a metade. Estou lá perto, mas ainda não cheguei lá. A verdade é que acho que tenho de fazer uma pausa deste livro. E este é um caso de "Não és tu, sou eu!". 

Eu passo a explicar:

Eu aborreço-me facilmente se estiver muito tempo a ler um determinado género de livros. Seja fantasia, romance histórico, ficção-científica, policial, o que for. E é isso que me está a acontecer. Estou a aborrecer-me e ando com vontade de ler outras coisas - mais leves, tanto nas temáticas como no tamanho do livro... Este The Way of Kings é uma verdadeira viagem, e leva o seu tempo a tornarmo-nos familiares com aquilo que nos é contado. A cada capítulo surge algo novo, apesar de se centrar tudo nas mesmas duas ou três personagens. Mas é muita coisa para a minha cabeça agora, exige demasiado de mim enquanto leitora e eu não estou com o mesmo estado de espírito que estava em Abril. Por isso, vou fazer uma pausa nesta obra de Brandon Sanderson. Duvido que me esqueça do que quer que seja, porque é tudo muito vívido, diferente e marcante. Quero muito saber o que vai acontecer a Kaladin e a Dalinar, em especial, mas se calhar agora só lá para Agosto ou Setembro.  Ou quando me der na telha de lá ir espreitar. Veremos como vai estar a minha cabeça.

Esta é, de facto, uma obra que merece ser lida com calma e que se deve saborear os pormenores todos - e digo-vos, The Way of Kings é um livro extremamente pormenorizado e complexo, com vários sistemas de magia, com várias ramificações narrativas. É um livro muito, muito rico e não lhe estava a dar a atenção que ele merecia. Portanto, vou deixá-lo descansar durante uns tempos e tentar ler outra coisa que não exija tanto de mim. Até pode ser que, ao desviar as minhas atenções da fantasia, ainda volte para o livro com mais fome. Se alguém tiver sugestões, é só deixá-las nos comentários.

Até já!

2 comentários:

Telma T. disse...

Percebo-te perfeitamente: andar agarrada a um livro e já se estar a suspirar pelo próximo, mesmo que se esteja a adorar o actual.

Diana Marques disse...

Pois, é isso. Agora estou a ler um que não tem nada a ver, que é mais levezinho e lê-se super bem. Quem sabe depois eu volte a pegar no do Sanderson. Até pode ser que o vá lendo nos entretantos e vá avançando com a leitura na mesma.