3 de novembro de 2009

Excerto de Virginia Woolf


Fica aqui um excerto do final do ensaio de Virginia Woolf, que acabei agora de ler, How Should One Read a Book (1926). Só para vos dar uma contextualização, neste ensaio ela sugere o modo como devíamos ler um livro: desde a sua escolha, como apurarmos os nossos gostos, como formularmos as nossas opiniões e críticas e, claro, como tirarmos prazer na leitura de um livro.
Aqui fica:

"[...] It is true that we get nothing whatsoever except pleasure from reading; it is true that the wisest of us is unable to say what that pleasure may be. But that pleasure - mysterious, unknown, useless as it is - is enough. That pleasure is so curious, so complex, so immensely fertilising to the mind of anyone who enjoyes it, and so wide in its effects, that it would not be in the least surprising to discover, on the day of judgement when secrets are revealed and the obscure is made plain, that the reason why we have grown from pigs to men and women, and como out from our caves, and dropped our bows and arrows, and sat round the fire and talked and drunk and made merry and given to the poor and helped the sick and made pavements and houses and erected some sort of shelter and society on the waste of the world, is nothing but this: we have loved reading."

1 comentário:

Kátia Ruivo disse...

A virginia Wolf é fantástica! Eu também amo leitura e assim como ela diz, não sei explicar como nem porque, é um prazer complexo no sentido de impossível de ser explicado, mas nos leva a lugares inimagináveis de forma única e prazeirosa. Não consigo conceber alguém que não seja apaixonado pela leitura, mas ao mesmo tempo não consigo convencer com argumentos concretos o porquê de tanta fascinação que tenho por essa atividade.