16 de dezembro de 2009

O Senhor Ibrahim e as flores do Corão - Opinião


Comecei e acabei de ler ontem este pequeno livro que, apesar de pequeno se revelou uma surpresa. Fica aqui a sinopse:

"Em Paris, nos anos 60, Momo, um rapazinho judeu de doze anos, torna-se amigo do velho merceeiro árabe da rua Bleue. Mas as aparências iludem: o Senhor Ibrahim, o merceeiro, não é árabe, a rua Bleue não é azul e o rapazinho talvez não seja judeu."

Opinião:

Não posso revelar muito mais sobre o enredo porque, senão, estaria a revelar a história que se conta nestas meras 68 páginas. Momo, diminutivo de Moisés, vive com o seu pai uma vida muito pequena e vê em pequenas conversas com o senhor Ibrahim, uma forma de escape e de espécie de "esclarecedor de dúvidas". O senhor Ibrahim, o merceeiro, por sua vez, vê no rapaz uma forma de passar o seu conhecimento sobre aquilo que o rapaz quer saber. Deitam-se abaixo estereótipos, concepções feitas a priori e inicia-se uma viagem sobre o mundo interior de cada um.
No fim do livro podemos verificar que, não obstante as nossas raízes, crenças, daquilo que nos é ensinado, somos todos iguais. Momo torna-se no Senhor Ibrahim, assim como Ibrahim talvez um dia tivesse sido Momo.

Gostei muito deste livro. É um livro leve (literalmente) mas interessante e que tem a capacidade de nos pôr a pensar. Tem algumas partes engraçadas, principalmente por parte de Momo e da sua inocência perante algumas coisas da vida que Ibrahim lhe vai mostrando. O autor, Eric-Emmanuel Schmitt consegue em poucas páginas reunir o essencial e indispensável nesta história, transmitindo algo ao leitor que o vai cativando ao longo da leitura.

4 comentários:

Ana Maria disse...

Lendo a sinopse, percebi que assisti a um filme francês, inspirado nesse livro. Agora vou querer ler.

Super Lana disse...

Oiee..bacana seu blog!!
cara, vc num faz mais nada
da vida..só le??
rsrs....
quando puder passa no blog!!


Bjusss

Diana disse...

Super Lana, eu sou estudante universitária, estou acostumada a ler várias coisas ao mesmo tempo e leio bastante.
Não sei o porquê dessa observação...

Kátia Ruivo disse...

De alquimia só li um pouco de Paulo Coelho...