20 de agosto de 2010

Às Minhas Filhas - Opinião

Título: Às Minhas Filhas
Autor: Elizabeth Noble
Editora: Editorial Presença
Páginas: 400
Sinopse:
"Quando lhe é diagnosticado um cancro, Barbara Forbes sabe que não lhe resta muito mais tempo de vida. Com quatro filhas ainda muito dependentes do seu apoio, tem pela frente a difícil missão de as preparar para a grande perda que sabe que a sua morte significará para elas. Mas o seu legado revela também um segredo que guardou durante anos e que virá tumultuar toda a família. Com uma compreensão instintiva da relação mãe-filha, uma grande intensidade emocional e uma escrita soberba, este romance celebra a família, a amizade… e as infinitas possibilidades da vida."

Opinião:

Sinceramente, não sabia muito bem o que esperar deste livro, até porque não tenho hábito de ler este tipo de romances. Mas, confesso, soube bem.
Primeiro, acho que este livro apela a todas as mães e a filhas que têm uma relação muito próxima com as mães (que é o meu caso).

Bárbara Forbes, a matriarca, morre com um cancro mas deixa uma carta a cada uma das filhas, deixando alguns conselhos, dizendo algumas palavras mais encorajadoras, palavras confortantes para que se lembrem dela nos momentos de maior sufoco. Para além disso, deixa uma espécie de diário que começou a escrever quando soube que tinha cancro, onde registou momentos importantes da sua vida: o nascimento das filhas, o primeiro casamento, o segundo casamento, a doença, entre outras coisas. Revela também um segredo que vai pôr à prova a união das irmãs e o que elas pensam da mãe, já falecida.

Porém, o grande foco deste livro são as vidas das suas quatro filhas tão diferentes: Lisa, a mais velha, Jennifer, Amanda e Hannah, a mais nova. São todas adultas, à excepção de Hannah que ainda é adolescente, fruto já do segundo casamento de Barbara.
Todas elas parecem ter a sua vida a descarrilar e é aí que a ausência da mãe é profundamente sentida. Sentem-se algo perdidas, sem saberem a quem recorrer e, por vezes, a meter os pés pelas mãos.
Lisa parece não se conseguir comprometer em relações amorosas; Jennifer enfrenta uma crise no casamento; Amanda passa a vida a viajar como forma de fugir aos problemas; e Hannah, bem... Hannah é adolescente, preciso dizer mais? hehehe

Depois de alguns tropeções, algumas tensões, a família Forbes revela-se como uma família unida apesar de todos os obstáculos e que, por maior e prolongada que sejam as distâncias, conseguem dialogar e unir-se nos momentos mais importantes, seja para o bem ou para o mal. E é esse o legado da mãe de todas: ter conseguido uma família que não é perfeita, que tem os seus defeitos mas que, apesar dessas brechas, acaba sempre por arranjar um elemento que os une perante as grandes tragédias da vida.

E, para mim, é essa a mensagem essencial. Numa época e numa sociedade em que cada vez vemos mais famílias a desintegrar-se, a não conseguirem encontrar esse elemento unificador, este livro apresenta a mensagem de que com o diálogo, com sinceridade, esforço e, acima de tudo, amor é possível emendar aquilo que está errado, perdoar os que erram porque, afinal, ninguém é perfeito. E a família está lá sempre. É o pilar que nos sustém quando tudo o resto falta.

4/6 - Bom

1 comentário:

Ana C. Nunes disse...

Como filha que tem um relacionamento muito próximo com a sua mãe, deixaste-me com muita vontade de ler este livro.
Não conhecia, mas vou ficar atenta a ver se posso comprar.
Gostei muito da opinião.