13 de outubro de 2010

Civilização publica novo título de Prémio Nobel da Literatura, Naguib Mahfouz

A personagem central em O Cairo Novo é Mahgoub, um estudante de filosofia na Universidade do Cairo, que, para poder enviar dinheiro à família, aceita um casamento arranjado. Porém, no dia da boda, descobre que a noiva, Ihsan, é a antiga namorada do seu maior amigo e a sua grande paixão do liceu. Ihsan é, ao mesmo tempo, uma mulher que ambiciona “ir para a universidade e ter uma carreira” e a amante de Qasim, patrão de Mahgoub – e a personagem que compõe o trio amoroso.

O brilhantismo de Mahfouz, considerado pelo New York Times o “Balzac do Egipto”, tem a ver com “a forma como o autor retrata a mistura entre o bem e o mal no ser humano”. Por outro lado, refere o título nova-iorquino, “a descrição que faz de Ihsan [a figura feminina em Cairo Novo] e de outras mulheres é particularmente apaixonada e complexa”. O The Library Journal considera “O Cairo Novo um clássico, que prende o leitor desde as primeiras páginas”.

Naguib Mahfouz nasceu no Cairo em 1911. Modernizou a literatura árabe, sendo considerado um dos seus maiores vultos. Foi o único escritor de língua árabe a ser galardoado com o Prémio Nobel da Literatura. Publicou 34 romances, mais de 350 contos, dezenas de argumentos cinematográficos e cinco peças ao longo de uma carreira de mais de 70 anos. Viveu com a mulher e as duas filhas na sua cidade natal até falecer, em 2006.

Título: O Cairo Novo
Autor: Naguib Mahfouz
Família: Literatura
Páginas: 232
Sinopse:
"Neste romance pleno de suspense de Naguib Mahfouz, um niilista ambicioso e amargo, uma estudante bela e pobre e um funcionário corrupto envolvem-se num ménage à trois condenado.
O Cairo dos anos 30 é palco de enormes desigualdades sociais e económicas. É também uma época de mudança, quando as universidades começam a abrir as portas às mulheres e filosofias revolucionárias oriundas da Europa agitam os debates entre os jovens. Mahgoub é um estudante ferozmente orgulhoso que está determinado a esconder dos seus amigos idealistas a sua pobreza e a sua falta de princípios. Quando se dá conta de que não há emprego para quem não tem conhecidos, concorda, desesperado, em fazer parte de um elaborado plano fraudulento. No entanto, o que começa como mera estratégia de sobrevivência depressa se transforma em muito mais para Mahgoub e a sua cúmplice, uma jovem de nome Ihsan igualmente desesperada. À medida que se movem na sofisticada alta sociedade, a sua frágil farsa começa a desintegrar-se e o terrível preço do pacto faustiano de Mahgoub torna-se claro…"

1 comentário:

Prazer da Leitura disse...

Olá
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