1 de abril de 2011

"Banda Sonora para um regresso a casa" é o novo livro de Joel Neto

A Porto Editora publica, no dia 14 de Abril, Banda Sonora para um Regresso a Casa, de Joel Neto.
O estilo directo e, por vezes, politicamente incorrecto de Joel Neto evidencia-se nesta Banda Sonora para um Regresso a Casa, uma selecção das suas melhores crónicas, muitas das quais publicadas na coluna Muito Bons Somos Nós, distribuída com os jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias.
A apresentação oficial deste livro vai ter lugar no evento LeV – Literatura em Viagem-, em Matosinhos, no dia 16 de Abril, pelas 16h45. Posteriormente serão feitas novas sessões em Lisboa e em Angra do Heroísmo.

Título: Banda Sonora para um regresso a casa
Autor: Joel Neto
Páginas: 152
Sinopse:
"Os vegetarianos e os nudistas. Os cães e os escritores vivos. Os telefones, o silicone e o socialismo. As raparigas demasiado magras. O Benfica. As mulheres infiéis. O cinema fantástico, os anos 80 e a bem-aventurança em geral. Joel Neto parece colecionar inimigos ao mesmo ritmo a que via escrevendo. E, no entanto, garante que tem coração – e que, no limite, até é capaz de comover-se. Neste volume reúnem-se as obsessões e os ódios, os delírios e os afetos daquele que é, hoje, um dos principais cronistas portugueses. Um livro que se lê como quem ouve um disco. A caminho de casa.
«Um casamento pode sobreviver a um homem infiel e pode sobreviver a uma mulher infiel também. Coisa diferente é o amor. Um homem pode ser infiel à sua mulher e, no entanto, amá-la eterna e incondicionalmente. Uma mulher infiel já não ama o seu marido.»
«Para que serve um cão? Para que serve um bicho completamente estúpido, tantas vezes agressivo, que cheira mal, que ladra alto, que nos rouba duas horas por dia só por causa do cocó – e que, além de tudo, volta e meia está obstipado, fazendo-nos andar, não duas, mas quatro horas a subir e a descer a rua com um saquinho de plástico na mão?»
«Já não gosto de futebol. Deste futebol. O meu futebol é o futebol dos golos de bandeira e dos penáltis roubados, dos copos pela noite dentro e das zaragatas à segunda-feira de manhã. No meu futebol, vivem-se o ódio e o amor em doses iguais – e, quando alguém nos pergunta se é loucura o que isso é, nós erguemos bem alto o copo e citamos Goethe (não citamos nada) e bebemos a Bruno Paixão.»"

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