18 de abril de 2014

The Fault in Our Stars - Opinião

Título: The Fault in Our Stars
Autor: John Green
Lido no Kobo
Sinopse (do Goodreads):
"Despite the tumor-shrinking medical miracle that has bought her a few years, Hazel has never been anything but terminal, her final chapter inscribed upon diagnosis. But when a gorgeous plot twist named Augustus Waters suddenly appears at Cancer Kid Support Group, Hazel s story is about to be completely rewritten.

Insightful, bold, irreverent, and raw, The Fault in Our Stars is award-winning author John Green s most ambitious and heartbreaking work yet, brilliantly exploring the funny, thrilling, and tragic business of being alive and in love."

Opinião:

Posso dizer que este livro foi, decididamente, uma das maiores surpresas este ano. Primeiro, não sabia que ia ser adaptado para cinema e que o filme estreará em Junho. Pensei "olha, boa! Pelo menos leio o livro antes de ver o filme". Segundo, não pensei gostar tanto deste livro. Tinha lido algumas opiniões muito boas mas, ainda assim, como Young Adult não é bem o meu estilo, pensei que o livro não fosse mexer tanto comigo.

De maneira muito simplista, o livro conta-nos a história de Hazel Grace e August Waters. Adolescentes marcados pelo cancro de maneiras diferentes. Ela é doente terminal que, graças a um medicamento em fase experimental, tem adiado a sua sentença. Ele é um sobrevivente de cancro dos ossos, que o deixou marcado através da amputação de uma das pernas, abaixo do joelho. A história é narrada pela própria Hazel que, já conformada com o seu diagnóstico e com a sua vida, depara-se com o inesperado August, um pequeno turbilhão, e ambos se apaixonam um pelo outro.

Este livro é fantástico. É emocionante. É de partir o coração. É de ir às lágrimas. Mas não é lamechas. Eu não sou muito de chorar por causa dos livros, houve poucos em que isso aconteceu. Mas este é mais um para juntar à lista... Senti-me tão ligada às personagens, às suas histórias, aventuras e vivências que foi impossível não me desligar delas nos momentos mais angustiantes. Hazel e August são diferentes um do outro, mas encaixam tão bem! São inteligentes, sarcásticos, verdadeiros um ao outro e a si mesmos, e, acima de tudo, amam-se independentemente do final que a sua história possa ter. Ainda tenho o coração apertado depois de ler este livro, confesso.

Adorei a construção das personagens, porque elas parecem-nos demasiado verdadeiras. Aquelas pessoas existem! Adorei a descrição de Amesterdão e de toda a viagem feita por Hazel e August. Adorei o facto de ela ser uma book nerd e de haver tantas referências literárias. Há momentos muito engraçados, muito bonitos e emocionantes, mas há sempre ali um elemento ameaçador que paira sobre eles e é isso que nos faz quebrar com eles. É um livro honesto e que rejeita os clichés habituais tanto do retrato romântico como daqueles associados ao cancro.

É uma história um pouco triste, sim. Mas o que interessa é o que se passou nos entretantos, e esses entretantos valem tanto a pena! John Green escreveu um excelente livro sobre o nascimento de um amor entre duas pessoas marcadas pela tragédia, e esses sentimentos são tão palpáveis que nós sentimos como as personagens. Estou a alongar-me demasiado nesta opinião, talvez porque o que quer que diga vai saber-me a pouco para descrever este livro. É amor. É tragédia. É vida.

É um livro lindo que lida com temas complicados mas que, ainda assim, nos mostra que é possível encontrar a beleza e o amor nas situações e nas pessoas que menos esperamos. E é preciso que nos permitamos sentir esse amor, porque quando ele é verdadeiro, vale a pena ser vivido seja em que momento for. Mesmo que a infinitude desse amor seja menor que a infinitude do tempo.

5/6 - Muito Bom

(Esta leitura conta para os desafios TBR Pile Reading Challenge e para o Monthly Keyword Challenge)

1 comentário:

Kézia Lôbo disse...

Terminei de ler recentemente... é uma das melhores histórias de todos os tempos! Amooo demais! É lindo!