13 de janeiro de 2015

The Remains of the Day - Opinião

Título: The Remains of the Day
Autor: Kazuo Ishiguro
Lido no Kobo
Sinopse:
"In the summer of 1956, Stevens, the ageing butler of Darlington Hall, embarks on a leisurely holiday that will take him deep into the countryside and into his past . . . A contemporary classic, The Remains of the Day is Kazuo Ishiguro's beautiful and haunting evocation of life between the wars in a Great English House, of lost causes and lost love."

Opinião:

E o terceiro livro do ano é uma desistência. Começamos bem! Depois de dois livros de que gostei tanto, tinha que vir um para contrariar a tendência. Mas a verdade é que resolvi desistir porque não estava mesmo com paciência e estava a achar este livro chato...

The Remains of the Day passa-se nos anos 50, é narrado na primeira pessoa, pela perspectiva de um mordomo, Stevens, quando este decide embarcar numa viagem de uma semana ao interior de Inglaterra. Porém, acho que o livro é mais sobre as suas memórias: a memória de duas guerras mundiais que afectaram profundamente o seu país, que alterou consideravelmente a esfera social inglesa e, como a maior parte dos mordomos, também Stevens é averso à mudança. Penso que a verdadeira história está nas suas memórias, no passado, enquanto Stevens vai progredindo na sua viagem.

Apesar de ser interessante, para mim o livro foi entediante. É certo que cheguei a ler metade do livro, mas pensei que neste momento não estava com cabeça para um livro assim. O que me aborreceu foi o abundante discurso indirecto, as divagações demasiado pormenorizadas sobre o que é ser um bom mordomo e sobre coisas relacionadas a essa profissão, e a falta de emoção na narrativa. É certo que o narrador é um mordomo inglês, que já sabemos não são as pessoas mais calorosas do mundo, ainda para mais na década de 50, mas mesmo assim... Parecia-me tudo apenas uma descrição de eventos, de considerações sobre as qualidades de um bom mordomo e pouco mais. E como dava por mim a querer evitar o livro, há dois dias que não pegava nele, achei que não devia desperdiçar o meu tempo com algo que não estava a gostar de ler. O livro é curto, até se lê bem, mas o ritmo é bem lento, e estava a tornar-se aborrecido para mim.

No entanto, há uma adaptação para o cinema, com os actores Anthony Hopkins e Emma Thompson, que estou bastante curiosa para ver.

1/6 - Não Terminei

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