13 de outubro de 2016

Assassin's Apprentice - Opinião

Título: Assassin's Apprentice (Farseer Trilogy #1)
Autor: Robin Hobb
Lido no Kobo
Sinopse:
"Young Fitz is the bastard son of the noble Prince Chivalry, raised in the shadow of the royal court by his father's gruff stableman. He is treated like an outcast by all the royalty except the devious King Shrewd, who has him sectetly tutored in the arts of the assassin. For in Fitz's blood runs the magic Skill--and the darker knowledge of a child raised with the stable hounds and rejected by his family. As barbarous raiders ravage the coasts, Fitz is growing to manhood. Soon he will face his first dangerous, soul-shattering mission. And though some regard him as a threat to the throne, he may just be the key to the survival of the kingdom."

Opinião:

Depois de ter lido um livro gigante como o The Way of Kings, achei que precisava de uma pausa na fantasia. Costumo enjoar se ler um determinado género de livros durante algum tempo. Mas desta vez não foi o caso, apeteceu-me continuar no mesmo género e parti para a leitura deste Assassin's Apprentice da Robin Hobb.

Começamos este livro a saber que um rapaz de seis anos é deixado às portas do palácio real para crescer e ser educado pelos membros da corte. Esse rapaz é Fitz, filho bastardo do príncipe com o mesmo nome, Fitz Chivalry. Neste primeiro livro de uma trilogia acompanhamos o seu crescimento desde criança até adolescente com todas as aprendizagens e experiências pelas quais tem de passar. No entanto, Fitz não é um rapaz qualquer: ele é um bastardo e, por isso, vive um pouco à sombra da família real e nunca se integra em lado nenhum, sentindo-se realmente bem perto dos animais nos estábulos reais e na companhia de Burrich, que acaba por ser aquele que acompanha o seu crescimento. Para além deste aspecto, Fitz possui duas habilidades: a Wit, que o permite entrar na mente dos animais com os quais cria laços afectivos, e a Skill, que o permite entrar na mente e comunicar com outras pessoas que possuam a mesma característica.

Este livro é, basicamente, sobre as suas personagens, em particular Fitz, Burrich, Chade, outro dos seus mentores, o Bobo e a família real, o rei Shrewd e os príncipes Verity e Regal. Achei que a autora é fantástica a criá-los e dá-nos uma dimensão emocional que, por vezes, não obtemos noutros livros. Adorei Fitz. Adorei entrar na sua mente e saber o que pensa e o que sente perante todo o turbilhão que é a sua vida. Gostei bastante da sua construção e evolução e é um personagem que vai ficar comigo.

Confesso que é um livro um pouco parado, com pouca acção. É mais descritivo e mais virado para a construção das personagens do que propriamente para os seus acontecimentos. Há, claro, momentos mais tensos em que queremos saber o que vai acontecer a seguir, mas não são muitos. Se vão ler este livro, preparem-se mais para o crescimento de Fitz e para a sua relação com as outras personagens, do que para um livro cheio de acção e reviravoltas.

No entanto, eu gostei bastante. Gostei do seu ritmo mais lento, de saborear as coisas que me eram contadas, de conhecer bem cada personagem, que me deixaram com vontade para mais que, acredito, virá nos próximos livros. Tenho muita curiosidade em relação a Chade e ao Bobo. O Bobo é uma personagem enigmática, parece saber coisas sem que nós, ou o próprio Fitz, percebamos como e, por isso, gostava de saber mais sobre ele. 

Soube-me muito bem ler este livro. Apesar de, agora, ir fazer uma pausa na fantasia, é, com certeza, uma história que vou continuar a seguir. E não há de demorar muito...


5/6 - Muito Bom

(Esta leitura conta para o desafio Mount TBR Reading Challenge)

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