23 de fevereiro de 2009

A Insustentável Leveza do Ser, terminado

Acabei finalmente de ler A Insustentável Leveza do Ser.
É uma história passada em Praga, em 1968, na altura da Primavera de Praga e da invasão por parte dos Soviéticos. É uma história bonita, do meu ponto de vista, que retrata a complexidade das relações humanas, das dúvidas e incertezas que temos em relação a nós próprios, em relação aos outros, ao passado e ao presente. Em relação ao que poderia ter sido, ao que é e aos sonhos. Jogando com a ideia de retorno eterno de Nietszche, que diz que todas as acções que são executadas já o foram antes e o continuarão a ser infinitamente, Kundera contrasta com a sua noção de que cada um vive só uma vida e o que acontece uma vez nunca mais acontecerá e, a partir destas duas ideias, vai construindo a sua narrativa. Uma narrativa de peso e de leveza. O que terá mais valor: o peso de um fardo ou a leveza provocada pela inexistência dele?

"There are novels that are tragic, or entertaining, and this one is both. There are very few that give a fresh perspective on existence, and force the reader to reassess his own life and atitudes" Victora Glendinning, Sunday Times

Há também um filme, com o mesmo nome, de 1988 que conta com as participações de Daniel Day-Lewis e Juliette Binoche. Ainda não o vi, mas tenho intenção de o ver.

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