4 de janeiro de 2010

A Alquimia do Unicórnio - Opinião

Autor: Antonio Rodríguez Jiménez
Título Original: La Alquimia del Unicornio (2007)
Editora: Nova Vega
Páginas: 294

Finalmente hoje tive tempo para acabar as últimas páginas que restavam do livro A Alquimia do Unicórnio, já que o interrompi porque a sua leitura estava a ficar monótona e, pelo meio, li A Casa da Floresta que se revelou bem mais interessante.

Assim, se bem se lembram da sinopse esta prometia mundos e fundos e foi isso que me levou a comprar e a mergulhar na história deste livro. Tinha a ver com princípios alquímicos, com aventura, com a descoberta de mundos novos noutras dimensões mas, após a sua leitura fiquei com uma impressão diferente.
Esta história é-nos contada na primeira pessoa, pela voz de um arquitecto, Ramón Pino, que faz uma viagem a Inglaterra e que, por acaso, dá de caras com um livro muito antigo sobre alquimia e que, posteriormente conhece duas raparigas irmãs: Violeta e Jane. Ele sabe que, de algum modo, elas têm a ver com o alquimista que viveu no século XIV, Nicolás Flamel, mas não sabe bem de que forma é que elas estão relacionadas com Flamel. Forma-se, assim, o trio amoroso desta história. Mas um trio completamente sem preconceitos e juízos onde cada um está em situação de igualdade e, mais do que fidelidade, exigem lealdade uns dos outros. Claro que, para Ramón esta situação parece estranha, deslocada da realidade mas aceita-a.
Daqui parte o resto da aventura. Ramón vê-se nas teias de vários grupos que tentam obter um manuscrito que, supostamente, tem a solução de como se alcançar a Pedra Filosofal, a vida eterna. Cada um puxa para seu lado, há cópias que não são reais, trocas e muito sexo pelo meio. Aliás, se há algo que me aborreceu um pouco foi o facto de que toda e qualquer mulher que passava no caminho de Ramón se apaixonava perdidamente por ele e haver grandes cenas de amor escaldante. Até seriam interessantes se fossem acrescentar algo ou fossem indispensáveis à história, mas não são...
Assim, este livro desiludiu-me bastante. A sinopse realmente pôs-me com grandes expectativas e depois, no final, Ramón só entrou numa cidade de outra dimensão, passa a vida a deleitar-se com as suas aventuras amorosas e sexuais, a questionar-se se quer mesmo a vida eterna ou não, porque é que a quer e, juntamente com Jane e Violeta, vão saltitando de cidade em cidade na Europa à procura de Nicolás Flamel. Ou seja, em concreto não se passa grande coisa, não há grandes cenas de acção, de suspense e o ritmo narrativo perde-se um pouco nessas cenas mais paradas, de reflexão filosofal e existencial. O livro, a mim, não me agarrou.

2/6 - Razoável

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