16 de abril de 2010

O Décimo Terceiro Conto - Opinião

Título: O Décimo Terceiro Conto
Autor: Diane Setterfield
Editora: Editorial Presença
Colecção: Grandes Narrativas, nº351
Páginas: 368
Sinopse:
"Arquitectado ao melhor estilo dos grandes romances anglo-saxónicos, O Décimo Terceiro Conto foi eleito "um clássico moderno" pela revista inglesa The Bookseller. Traduzido em 32 países, alcançou o primeiro lugar no top de bestsellers do jornal The New York Times, ocupando a mesma posição na revista americana Publishers Weekly, ambos relativos ao mês de Outubro de 2006. Num compulsivo e emocionante mistério, Diane Setterfield cria um enredo considerado “talentoso” pelo Washington Post.

Vida Winter passou quase seis décadas a iludir jornalistas e admiradores acerca das suas origens, mantendo oculto o seu passado enigmático, tão enigmático como a sua primeira obra, intitulada Treze Contos de Mudança e Desespero, e que continha apenas doze. Porém, tudo isto pode estar prestes a mudar quando Margaret Lea, biógrafa amadora, recebe uma carta da famosa escritora convidando-a a redigir a sua biografia. Pela primeira vez, Vida Winter vai contar a verdade, a verdade acerca de uma família atormentada por segredos e cicatrizes. Mas poderá Margaret confiar totalmente nela? E terá sido ela eleita depositária das confidências por um motivo inocente? Um romance assombroso, que se tornou um bestseller imediato e que será publicado em mais de trinta línguas."

Opinião:

Do enredo da história não posso falar muito mais para não desvendá-lo por completo. Margaret Lea recebe uma carta de Vida Winter, uma escritora que sempre se manteve relutante em falar sobre a sua vida. Contudo fá-lo, ainda por cima, convidando alguém que, aparentemente, poucas ou nenhumas habilitações tem para redigir uma biografia. Porém, Margaret aceita.
E, a partir daqui, estamos perante uma teia de segredos, de factos misteriosos, que se vão desenrolando aos nossos olhos. Toda a narrativa parece suspensa, como que à espera de um acontecimento fulcral que vai mudar a vida de todos os intervenientes e que, inevitavelmente, acontece. A história está, também, cravejada de fantasmas, de ruínas espaciais e emocionais. Personagens que, de alguma forma, foram quebradas por dentro por um acontecimento em particular das suas vidas. Somos levadas por um caminho, à medida que os eventos são narrados e, de repente, somos levados por outros. Há coisas que aparentam ser e não o são e é esse o encanto do livro.

Gostei bastante desta história. Mantém um ritmo e uma descrição bastante envolvente, captando o leitor desde o início e que o mantém agarrado à curiosidade de saber qual o acontecimento seguinte, que segredo será desvendado. Estamos presentes duas narrativas: a da história de Vida Winter, narrada pela mesma; e a de Margaret Lea que se movimenta no presente à procura de pistas sobre o passado.
Outro aspecto aliciante é que todo o livro está repleto de referências literárias, entre as mais frequentes estão Jane Eyre e O Monte dos Vendavais. E para quem os leu, há coisas que se tornam nítidas: a presença de uma "mad woman in the attic", obsessões entre personagens, uma casa meio ensombrada por uma nuvem negra, tal como Wuthering Heights o era.
É um livro fantástico que, se não fosse esta oportunidade da Editorial Presença, provavelmente me passaria ao lado. Recomendado a todos aqueles que gostam de um bom mistério familiar, temperado com belíssimas descrições e com momentos de se ficar suspenso no tempo.

5/6 - Muito Bom

1 comentário:

Kézia Lôbo disse...

Li a resenha desse livro e me interessou bastante, a sua reforçou minha opinião!!!fl