25 de agosto de 2013

The Broken Sword - Opinião

Título: The Broken Sword
Autor: Poul Anderson
Lido no Kobo
Sinopse (do Goodreads):
"The sword Tyrfing has been broken to prevent it striking at the roots of Yggdrasil, the great tree that binds earth, heaven and hell together . . . but now the mighty sword is needed again to save the elves, who are heavily involved in their war against the trolls, and only Scafloc, a human child kidnapped and raised by the elves, can hope to persuade the mighty ice-giant, Bolverk, to make the sword Thor broke whole again. But things are never easy, and along the way Scafloc must also confront his shadow self, Valgard the changeling, who took his place in the world of men.A superb dark fantasy of the highest, and most Norse, order The Broken Sword is a fantasy masterpiece."

Opinião:

Como referi neste post, parti para a leitura deste livro um pouco influenciada por algumas críticas que vi que o igualavam e até achavam superior à trilogia de Tolkien, The Lord of The Rings. Como adorei a trilogia, quis ver do que se tratava este The Broken Sword, considerado um dos clássicos da fantasia.

The Broken Sword passa-se na Grã-Bretanha, na época dos Vikings. Contudo, para além de personagens humanas, neste mundo entram também elfos, trolls, deuses nórdicos e irlandeses. Ao mesmo tempo que temos a mitologia pagã, vemos o gradual avanço do Cristianismo que quer suplantar as antigas crenças e, por isso, o nome de Cristo não é pronunciado no mundo dos deuses.

Posto isto, temos duas personagens principais: Valgard, um ser híbrido, filho de uma mulher troll e de um elfo, e Skafloc, filho de humanos mas criado com elfos. Skafloc é trocado por Valgard, aquando do seu nascimento, e aqui está lançado o mote para os acontecimentos posteriores. Quando Skafloc é introduzido no mundo dos elfos, este recebe um presente dos deuses: uma espada que fora partida por Thor, porque tem o poder de dar início ao fim dos tempos, mas que será útil a Skafloc, quando o momento chegar, e caso ele consiga encontrar o gigante que a forjara, Bolverk.

Parti para a leitura deste livro com muita expectativa. Porém, talvez por causa disso mesmo, não consegui desfrutar da sua leitura, porque pensei que me ia deparar com uma coisa e deparei-me com outra. Este livro está muito dentro da tradição das sagas nórdicas, mesmo no estilo da narrativa que não é tão descritiva quanto à construção das personagens e dá mais detalhe e ênfase à acção propriamente dita. Por causa disto, não consegui sentir empatia para com as personagens e para com aquilo que elas viviam. Por outro lado, há bastante acção no livro, nomeadamente em relação às batalhas e aí sim, o detalhe abunda. Neste aspecto, acho que a ligação com as sagas nórdicas está muito bem conseguida, porque é mais ou menos o mesmo tipo de narrativa com que nos deparamos em obras como Beowulf ou a Saga dos Volsungs, por exemplo. Se estão à procura de um livro neste género, recomendo este.

No entanto, se procuram profundidade e detalhe nas personagens, nos seus pensamentos e desejos, nas suas motivações e frustrações, este livro não abunda nesse tipo de descrições. Eu gosto de acção, mas também gosto de me ligar às personagens e isso não aconteceu, o que acabou por me desligar um pouco do livro. Por outro lado, gostei da presença dos panteões nórdico e irlandês na narrativa, gostei da descrição das armas durante as batalhas, da sua sede de sangue, porque é exactamente isto que encontramos nas narrativas épicas medievais, pelo menos no norte da Europa. Ainda assim, isso não bastou para que eu achasse este livro fantástico.

Em suma: gostei do livro, mas penso que se não viesse influenciada pelas críticas que li anteriormente, que o comparavam ao Tolkien, quando estão os dois em patamares diferentes, nenhum melhor ou pior que o outro, talvez tivesse apreciado melhor esta leitura. Penso que a comparação entre os dois autores se deve à influência marcada da mitologia nórdica e celta em ambas as obras, mas a comparação fica por aí. No resto, são duas obras muito diferentes, com uma estrutura, estilo e conteúdos muito diferentes uma da outra. No entanto, consigo distanciar-me o suficiente para dizer que é um bom livro, embora não ache o livro fantástico que tantos clamam ser.

4/6 - Bom

(Esta leitura conta para os desafios Mount TBR Reading Challenge e para o Monthly Key Word Challenge)

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