8 de agosto de 2014

Letters From Skye - Opinião

Título: Letters From Skye
Autor: Jessica Brockmole
Lido no Kobo
Sinopse (do Goodreads):
"A sweeping story told in letters, spanning two continents and two world wars, Jessica Brockmole’s atmospheric debut novel captures the indelible ways that people fall in love, and celebrates the power of the written word to stir the heart.

March 1912: Twenty-four-year-old Elspeth Dunn, a published poet, has never seen the world beyond her home on Scotland’s remote Isle of Skye. So she is astonished when her first fan letter arrives, from a college student, David Graham, in far-away America. As the two strike up a correspondence—sharing their favorite books, wildest hopes, and deepest secrets—their exchanges blossom into friendship, and eventually into love. But as World War I engulfs Europe and David volunteers as an ambulance driver on the Western front, Elspeth can only wait for him on Skye, hoping he’ll survive.

June 1940: At the start of World War II, Elspeth’s daughter, Margaret, has fallen for a pilot in the Royal Air Force. Her mother warns her against seeking love in wartime, an admonition Margaret doesn’t understand. Then, after a bomb rocks Elspeth’s house, and letters that were hidden in a wall come raining down, Elspeth disappears. Only a single letter remains as a clue to Elspeth’s whereabouts. As Margaret sets out to discover where her mother has gone, she must also face the truth of what happened to her family long ago.

Sparkling with charm and full of captivating period detail, Letters from Skye is a testament to the power of love to overcome great adversity, and marks Jessica Brockmole as a stunning new literary voice."

Opinião:

Depois de ter lido O Evangelho do Enforcado, precisei de uma sugestão para a leitura seguinte, que calhou ser A Filha da Profecia. E como me pareceu que estava um bocado bloqueada no que toca a leituras, apelei no twitter e obtive outra recomendação, desta vez da Célia, que me levou a este Letters From Skye, que já estava no Kobo há algum tempo, à espera. Como andava numa onda de Escócia, lá me meti nisto.

A história deste livro é-nos contada através das cartas trocadas entre os protagonistas, e em duas linhas temporais diferentes: a primeira começa em 1912 e continua pela Grande Guerra adentro, e a segunda situa-se em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial. Durante a primeira linha temporal, seguimos a correspondência entre Elspeth e David. Ela uma poetisa, ele um fã, mas cuja relação, mesmo à distância passa a barreira da admiração e da amizade. Na segunda linha temporal seguimos Margaret, filha de Elspeth, na busca do amor no meio de uma guerra mas, também, do passado da sua mãe, envolto em mistério.

O que posso dizer deste livro é que o li no momento certo. Parece que era mesmo isto que eu estava a precisar e, como a história está tão bem contada, como me senti no meio de tudo aquilo, e preocupada com o que ia acontecer às personagens, posso dizer que adorei! Primeiro temos o cenário da Escócia que acho que nem preciso de dizer nada. Desta vez passeamos pela ilha de Skye, nas Highlands da Escócia, e por Edimburgo. Além disso, passamos por Londres e França, onde David Graham está destacado, na altura da Primeira Guerra. 

Mas o que me fez embrenhar tanto neste livro, que mo fez ler em apenas dois dias, foi a relação construída entre Elspeth e David. Estar lá quando ela começa, timidamente, vê-la evoluir, ver ambos a confiar um no outro, a dizer coisas nas entrelinhas por não quererem arriscar demasiado e, depois, a separação e a espera durante a Guerra. Senti as suas angústias e medos, bem como o amor que floresce, as dúvidas que se infiltram, e toda a esperança que representa o amor em tempos de guerra. As emoções transbordam daquelas cartas e o final... Aqueles momentos finais, confesso, levaram-me a lágrima ao canto do olho. Em suma, estas personagens pareceram-me reais e, por isso, consegui estabelecer uma ligação emocional com elas.

Além disso, a autora dá-nos uma visão do que era a vida durante a guerra. Nas ilhas britânicas temos o racionamento de comida, os constantes bombardeamentos, as sirenes que soam antes dos ataques, a destruição dos edifícios, a fuga das pessoas para terras não tão centrais, o medo e insegurança. Em França temos os soldados nas trincheiras, a selecção entre aqueles que ainda podem ser tratados e aqueles que já não têm salvação, a ânsia por voltarem a casa nem que seja uma semana, as cartas que os sustentam e que lhes dão um motivo para continuarem. Penso que tudo é muito realista, tanto a parte do retrato histórico, como a parte da construção das personagens e todas as emoções que são evocadas. E isto dá uma dimensão mais credível à história que nos é contada.

Posso dizer que adorei este livro. Foi o momento certo, foram as emoções certas, foi a história certa para mim numa altura em que não sabia o que ler. Não é um livro espectacular no sentido de ser uma história completamente original, mas há qualquer coisa ali que nos toca e que nos emociona. Embrenhei-me completamente na leitura e adorei tudo neste livro. Até o formato epistolar, que só me fez ter saudades dos tempos em que eu escrevia e recebia cartas. Penso que não é um formato fácil para se contar uma história, mas a autora fá-lo bastante bem e não nos perdemos na leitura. Adorei e só posso agradecer a quem mo recomendou, porque fez as minhas delícias!

6/6 - Excelente

(Esta leitura conta para a Leitura Temática da Escócia, e para o desafio TBR Pile Reading Challenge)

2 comentários:

Rosana Maia disse...

Olá :)

Cada vez vejo mais opiniões de livros publicados em inglês e cuja história me cativa que tenho mesmo de ganhar coragem para começar esta aventura. Talvez com um dicionário ao lado nos primeiros tempos. :)

Boas viagens,
Rosana
http://bloguinhasparadise.blogspot.pt/

Diana Marques disse...

Olá Rosana :)

Alguns dos livros que eu leio em inglês também estão traduzidos em português. É uma questão de procurares pelos nomes dos autores, quando fores a uma livraria, ou na net. Eu leio em inglês porque me fica muito mais barato e tenho essa facilidade com a língua.

Neste caso, o "Letters from Skye" está traduzido pela Editorial Presença, com o título "Nove Mil Dias e Uma Só Noite". E a capa é praticamente igual :)