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    Título: The Count of Monte Cristo
    Autor: Alexandre Dumas
    Editora: Wordsworth Classics
    Páginas: 896
    Sinopse:
    "The story of Edmond Dantès, self-styled Count of Monte Cristo, is told with consummate skill. The victim of a miscarriage of justice, Dantès is fired by a desire for retribution and empowered by a stroke of providence. In his campaign of vengeance, he vecomes an anonymous agent of fate. The sensational narrative of intrigue, betrayal, escape and triumphant revenge moves at a cracking pace.
    Dumas' novel presents a powerful conflict between good and evil embodied in an epic saga of rich diversity that is complicated by the hero's ultimate discomfort with the hubristic implication of his own actions."

    Opinião:

    The Count of Monte Cristo conta a história de Edmond Dantès que, tendo sido injustamente aprisionado, procura vingança contra os que lhe fizeram mal. Dantès é um jovem marinheiro que só deseja casar com a mulher que ama, Mercédès, e tornar-se no capitão de um navio. Contudo, apesar das suas simples ambições, há sempre alguém que o inveja e que quer aquilo que ele deseja. Assim, Danglars, que pretende ser capitão, e Fernand, que cobiça Mercédès, magicam um plano para acabar com os desejo de Dantès, fazendo com que ele seja preso. Mesmo presente ao procurador, Villefort, que o quer ajudar, acaba por ser ainda mais penalizado, já que o motivo pelo qual Dantès é acusado vai mexer com as ambições de Villefort.
    Assim sendo, Edmond é enviado para Château d'If, uma prisão numa ilha, em alto mar, sem saber do que é que o acusam. Estando aí preso durante 14 anos, Dantès sofre, questiona-se e por fim, ao conhecer o Abbè Faria na prisão, torna-se um homem culto e educado que jura vingança àqueles que lhe fizeram mal. Fica a saber da existência de um tesouro inimaginável, na Ilha de Monte Cristo e é assim que, depois de fugir da prisão e de alcançar esse tesouro, se torna no Conde de Monte Cristo e inicia a sua vingança.

    O enredo desta história é longo e complexo, cheio de narrativas dentro da narrativa principal, onde se vai contando um pouco da história das personagens que estão directamente ligadas a Monte Cristo. Conhecemos as famílias, agora formadas, de Villefort, Danglars e Fernand, agora Conde de Morcef, que também casou com Mercédès, a amada de Dantès. Todos enriqueceram à sua maneira, à custa da armadilha que prepararam a Edmond Dantès. Porém, todos vão sofrer às suas mãos.
    Do que eu gostei mais foi da escrita de Dumas. Apesar de haver vários enredos que acabam todos por se interligar, nós não nos perdemos uma única vez durante a leitura. Está tudo de tal maneira bem delineado e construído, que a história se desenrola à nossa frente, de forma fluida e natural. Vão-se descobrindo segredos, alianças, histórias mal contadas e nós, como leitores, vamo-nos apercebendo da forma subtil como Dantès se infiltra nas suas vidas, fazendo com que elas corram ao ritmo que ele pretende.

    É claro que é impossível não gostar de Edmond. Se no início ele nos aparece como jovem ingénuo que acha que todos são seus amigos e bons de coração, é na prisão que ele se apercebe do mal que fizeram e jura vingança, saindo de lá um homem com clara noção do que quer e do que vai fazer, transformado pelo sofrimento. Dantès torna-se num homem elegante, culto, astuto, manipulador, disposto a fazer justiça pelas próprias mãos. Contudo, o seu plano está tão bem orquestrado que todos os seus alvos só ficam a saber quem ele é nos derradeiros momentos trágicos das suas vidas. Ninguém escapa ao seu plano.

    Adorei este livro do início ao fim, muito por culpa do carisma da personagem do Conde de Monte Cristo e da escrita de Dumas. Parece que tudo é perfeito: as personagens, o tempo histórico, o enredo, os diálogos, tudo. Não consigo, muito sinceramente, apontar falhas neste livro. Não consigo encontrar uma única coisa de que não gostei ou de apontar algum momento mais monótono. Até as discussões sobre política ou filosofia são interessantes e acrescentam profundidade às personagens. Posto isto, vou ter que dar classificação máxima a este livro que, apesar de ser de leitura demorada, valeu muito a pena.

    6/6 - Excelente

    P.S - Já agora, fica aqui uma nota. Existem pelo menos duas adaptações deste filme: uma com o mesmo nome, para o cinema, de 2002, com Jim Caviezel e Guy Pearce; e outra para a televisão, uma série francesa de 4 episódios, de 1998, intitulada Le Comte de Monte Cristo, com Gérard Depardieu. A única que vi foi a de 2002 que, rapidamente percebi, não tem nada a ver com a história original. Mas fiquei curiosa para ver a adaptação francesa...
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    Hoje ia com o intuito de usufruir dos meus queridos cheques FNAC mas, como que a contrariar-me, não encontrei nenhum livro com um preço bom e que eu quisesse trazer para casa... Fui para a secção de inglês, o meu objectivo era trazer dois ou três livros que fizessem o valor dos cheques, mas com os preços deles só dava para comprar um livro. Tenho que investigar as outras FNAC's... Porém, ainda trouxe The Count of Monte Cristo, de Alexandre Dumas, por menos de 3euros, da Wordsworth Editions.

    Como hoje chegou um livro via BookMooch, comecei a lê-lo hoje, na viagem de comboio para Lisboa porque não resisti à curiosidade, já que andava há algum tempo para o ler! Night, de Elie Wiesel, laureado com o Prémio Nobel da Paz, é um livro em registo autobiográfico que relata a sua experiência como judeu nos campos de concentração enquanto era apenas um adolescente.
    Fica aqui a sinopse:



    "Born in the town of Sighet, Transylvania, Elie Wiesel was a teenager when he and his family were taken from their home in 1944 to the Auschwitz concentration camp, and then to Buchenwald.
    Night is the terrifying record of Elie Wiesel's memories of the death of his family, the death of his own innocence, and his despair as a deeply observant Jew confronting the absolute evil of man. This new translation by his wife and most frequent translator, Marion Wiesel, corrects important details and presents the most accurate rendering in English of Elies Wiesel's testimony to what happened in the camps and of his unforgettable message that this horror must never be allowed to happen again."

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