12 de julho de 2011

The Count of Monte Cristo - Opinião

Título: The Count of Monte Cristo
Autor: Alexandre Dumas
Editora: Wordsworth Classics
Páginas: 896
Sinopse:
"The story of Edmond Dantès, self-styled Count of Monte Cristo, is told with consummate skill. The victim of a miscarriage of justice, Dantès is fired by a desire for retribution and empowered by a stroke of providence. In his campaign of vengeance, he vecomes an anonymous agent of fate. The sensational narrative of intrigue, betrayal, escape and triumphant revenge moves at a cracking pace.
Dumas' novel presents a powerful conflict between good and evil embodied in an epic saga of rich diversity that is complicated by the hero's ultimate discomfort with the hubristic implication of his own actions."

Opinião:

The Count of Monte Cristo conta a história de Edmond Dantès que, tendo sido injustamente aprisionado, procura vingança contra os que lhe fizeram mal. Dantès é um jovem marinheiro que só deseja casar com a mulher que ama, Mercédès, e tornar-se no capitão de um navio. Contudo, apesar das suas simples ambições, há sempre alguém que o inveja e que quer aquilo que ele deseja. Assim, Danglars, que pretende ser capitão, e Fernand, que cobiça Mercédès, magicam um plano para acabar com os desejo de Dantès, fazendo com que ele seja preso. Mesmo presente ao procurador, Villefort, que o quer ajudar, acaba por ser ainda mais penalizado, já que o motivo pelo qual Dantès é acusado vai mexer com as ambições de Villefort.
Assim sendo, Edmond é enviado para Château d'If, uma prisão numa ilha, em alto mar, sem saber do que é que o acusam. Estando aí preso durante 14 anos, Dantès sofre, questiona-se e por fim, ao conhecer o Abbè Faria na prisão, torna-se um homem culto e educado que jura vingança àqueles que lhe fizeram mal. Fica a saber da existência de um tesouro inimaginável, na Ilha de Monte Cristo e é assim que, depois de fugir da prisão e de alcançar esse tesouro, se torna no Conde de Monte Cristo e inicia a sua vingança.

O enredo desta história é longo e complexo, cheio de narrativas dentro da narrativa principal, onde se vai contando um pouco da história das personagens que estão directamente ligadas a Monte Cristo. Conhecemos as famílias, agora formadas, de Villefort, Danglars e Fernand, agora Conde de Morcef, que também casou com Mercédès, a amada de Dantès. Todos enriqueceram à sua maneira, à custa da armadilha que prepararam a Edmond Dantès. Porém, todos vão sofrer às suas mãos.
Do que eu gostei mais foi da escrita de Dumas. Apesar de haver vários enredos que acabam todos por se interligar, nós não nos perdemos uma única vez durante a leitura. Está tudo de tal maneira bem delineado e construído, que a história se desenrola à nossa frente, de forma fluida e natural. Vão-se descobrindo segredos, alianças, histórias mal contadas e nós, como leitores, vamo-nos apercebendo da forma subtil como Dantès se infiltra nas suas vidas, fazendo com que elas corram ao ritmo que ele pretende.

É claro que é impossível não gostar de Edmond. Se no início ele nos aparece como jovem ingénuo que acha que todos são seus amigos e bons de coração, é na prisão que ele se apercebe do mal que fizeram e jura vingança, saindo de lá um homem com clara noção do que quer e do que vai fazer, transformado pelo sofrimento. Dantès torna-se num homem elegante, culto, astuto, manipulador, disposto a fazer justiça pelas próprias mãos. Contudo, o seu plano está tão bem orquestrado que todos os seus alvos só ficam a saber quem ele é nos derradeiros momentos trágicos das suas vidas. Ninguém escapa ao seu plano.

Adorei este livro do início ao fim, muito por culpa do carisma da personagem do Conde de Monte Cristo e da escrita de Dumas. Parece que tudo é perfeito: as personagens, o tempo histórico, o enredo, os diálogos, tudo. Não consigo, muito sinceramente, apontar falhas neste livro. Não consigo encontrar uma única coisa de que não gostei ou de apontar algum momento mais monótono. Até as discussões sobre política ou filosofia são interessantes e acrescentam profundidade às personagens. Posto isto, vou ter que dar classificação máxima a este livro que, apesar de ser de leitura demorada, valeu muito a pena.

6/6 - Excelente

P.S - Já agora, fica aqui uma nota. Existem pelo menos duas adaptações deste filme: uma com o mesmo nome, para o cinema, de 2002, com Jim Caviezel e Guy Pearce; e outra para a televisão, uma série francesa de 4 episódios, de 1998, intitulada Le Comte de Monte Cristo, com Gérard Depardieu. A única que vi foi a de 2002 que, rapidamente percebi, não tem nada a ver com a história original. Mas fiquei curiosa para ver a adaptação francesa...

5 comentários:

Ana Luisa Alves disse...

E existe também a novela da sic "Vingança" XD
Também gostei muito deste livro. Está no meu top 10!
Cumps!
Alu

WhiteLady3 disse...

Eu amo este livro! É magnífico e não tem qualquer defeito (ok, as senhoras se calhar desmaiam muito, mas pronto :P ) as personagens são magníficos retratos do ser humano, com as suas virtudes e defeitos, e a história é um grande e fenomenal pretexto para mostrar tal retrato.

Sim, o filme com o Caviezel é bastante diferente da história, mas mesmo assim adoro o filme e revejo-o sempre que posso. :D

Diana disse...

Ana Luísa Alves, essa telenovela também era outra adaptação muito livre deste livro ;)

White_Lady3, realmente, quase todas as personagens femininas de romances do século XVIII, XIX, passam a vida a desmaiar! lol
O filme também já o vi várias vezes, acho que apesar de haver muitas diferenças do original, está uma história bem construída. Ah, e ouvir dizer que tem o Jim Caviezel. Só por acaso... xD

WhiteLady3 disse...

LOL é verdade! Eram muito sensíveis na época. :D

Qual Caviezel, viste como o Cavill cresceu? :D

E agora estás a ler O Perfume não é? Prepara-te para mais uma leitura marcante. ;)

Diana disse...

Pois é!! Já nem me lembrava do Cavill! Cresceu tanto... Deve comer sopa todos os dias! :D

Estou a ver que ando a escolher bem as minhas leituras hehehe E depois há-de ser o Stieg Larsson, senão a minha mãe não me larga!